Moradora de Atibaia denuncia possível exumação sem aviso prévio e a troca de ossadas em cemitério e cobra investigação.

JORNAL ESTÂNCIA de ATIBAIA

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exumação sem aviso prévio e a troca de ossadas em cemitério
foto: ilustração

Caso envolve exumação sem aviso prévio, erro em edital e laudo de DNA que descarta identidade dos restos mortais entregues à família.

Uma moradora de Atibaia, residente no bairro Caetetuba, procurou a redação do Jornal Estância de Atibaia para denunciar uma grave situação envolvendo o cemitério público de Terra Preta, em Mairiporã. O caso levanta suspeitas de possível extravio e troca de restos mortais, além de falhas administrativas consideradas sérias.

De acordo com o relato, a mulher contou que sua mãe, Sorelena Aparecida Silva, faleceu em agosto de 2013, vítima de infarto, e foi sepultada no cemitério de Terra Preta devido à impossibilidade momentânea de utilização do jazigo familiar localizado no Cemitério da Saudade. Na ocasião, a família solicitou formalmente que fosse avisada quando houvesse a possibilidade de exumação, com o objetivo de realizar o traslado dos restos mortais para o jazigo da família, conforme o desejo manifestado em vida pela falecida.

Passados cerca de quatro anos, a mulher afirma que passou a entrar em contato com frequência com a administração do cemitério, sendo informada repetidamente de que a exumação não poderia ser realizada por questões administrativas.

No entanto, sem qualquer comunicação prévia à família, a exumação foi realizada no dia 6 de julho de 2020. Três dias depois, ao passar pelo local, a moradora encontrou a sepultura aberta e vazia, sendo surpreendida com a situação.

Ao buscar esclarecimentos, ela foi informada de que a comunicação teria sido feita por meio de edital. Contudo, segundo a denúncia, o nome da falecida foi publicado de forma incorreta, o que impediu a identificação por parte da família.

Posteriormente, restos mortais foram entregues à moradora como sendo de sua mãe. Desconfiada de inconsistências, ela ingressou com ação judicial para confirmação da identidade por meio de exame de DNA. O laudo pericial, disponibilizado em 16 de abril de 2026, concluiu de forma inequívoca que os restos mortais entregues não pertencem à sua mãe.

Diante dos fatos, a filha da falecida solicita a instauração de investigação para apurar o ocorrido, identificar o destino dos restos mortais de sua mãe e responsabilizar os envolvidos, que podem incluir administradores do cemitério, coveiros e responsáveis por publicações oficiais.

Ela também pede a adoção de medidas para corrigir os procedimentos internos do cemitério, garantindo maior controle e rastreabilidade, além de comunicação formal sobre o andamento das apurações.

Confiança abalada

Segundo a denunciante, a situação ultrapassa um simples erro administrativo e pode configurar ilícitos civis, administrativos e até penais. O caso, segundo ela, não afeta apenas sua família, mas também compromete a confiança da população na administração pública e no respeito aos entes falecidos.

A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da Prefeitura de Mairiporã e da administração do cemitério citado.

Por: Bruno Papini / Jornal Estância de Atibaia

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