Categoria: Colunistas

Fim da escala 6x1 deve elevar custos do transporte de cargas em 10%, aponta SETCESP

Fim da escala 6×1 deve elevar custos do transporte de cargas em 10%, aponta SETCESP

Por: Thiago Tertuliano Simulação indica despesa adicional de R$ 536 mil por ano para transportadora com 70 profissionais; SETCESP alerta para aumento dos custos operacionais e reflexos no frete A aprovação do fim da escala 6×1 pelo Senado Federal, nesta quarta-feira (14), vai elevar os custos do transporte rodoviário de cargas e exigir mudanças na organização das operações. Estudo do Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC) aponta que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, vai aumentar em 10% o custo da hora trabalhada, pressionando as empresas a reorganizar escalas, avaliar novas contratações e revisar seus custos operacionais. Para dimensionar os impactos, o Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC), a pedido do SETCESP, realizou uma simulação considerando uma transportadora com 50 motoristas e 20 colaboradores operacionais. Em um cenário hipotético de aumento de 12% nas despesas com pessoal, decorrente de horas extras e ajustes para manter o mesmo volume de operação, o custo mensal da equipe passaria de R$ 372,3 mil para R$ 416,9 mil. Isso representa uma despesa adicional de aproximadamente R$ 536 mil por ano. O instituto ressalta que os valores são ilustrativos e que o impacto efetivo dependerá das características de cada operação. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, aprovada em dois turnos, prevê a redução gradual da jornada, sem diminuição salarial, e a garantia de dois dias de repouso semanal remunerado. O limite passará para 42 horas semanais dois meses após a promulgação e chegará a 40 horas após 14 meses. O texto ainda aguarda promulgação pelo Congresso Nacional. Para o SETCESP (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região), a mudança terá impactos diretos sobre a organização das transportadoras, especialmente nas operações de longa distância, que dependem do cumprimento de prazos de entrega, da continuidade dos serviços e de escalas diferenciadas. A redução das horas disponíveis por trabalhador vai exigir uma revisão das equipes e da distribuição das jornadas, ampliando a pressão sobre um setor que já enfrenta dificuldades na contratação e qualificação de motoristas. “A redução da jornada vai impactar diretamente os custos e a organização das transportadoras. Estamos falando de um setor que precisa garantir entregas, cumprir prazos e manter o abastecimento. Com menos horas disponíveis por trabalhador, as empresas terão que reorganizar suas equipes e, em muitos casos, ampliar as contratações ou recorrer a horas extras. Isso vai pressionar os custos operacionais e terá reflexos na formação do preço do frete. Por isso, é fundamental que essa transição considere as particularidades do setor e ofereça segurança jurídica e previsibilidade para as empresas”, afirma Marcelo Rodrigues, presidente do SETCESP. A análise jurídica do sindicato destaca que a PEC não estabelece tratamento diferenciado automático para as transportadoras ou para os motoristas profissionais. A aplicação das novas regras precisará ser compatibilizada com a Lei 13.103/2015, conhecida como Lei do Motorista, e com as decisões do Supremo Tribunal Federal sobre jornadas, intervalos e repousos. A negociação coletiva continuará tendo papel importante na organização das escalas, desde que respeitados os novos limites constitucionais. O IPTC também destaca que o aumento dos custos com pessoal vai pressionar a formação do preço do transporte, especialmente nas operações com maior dependência de equipes de apoio, distribuição e movimentação de mercadorias. O impacto sobre o valor final do frete, entretanto, dependerá das condições contratuais, da estrutura de custos e das margens de cada transportadora, não representando um reajuste automático. Diante desse cenário, o SETCESP orienta as empresas a iniciarem a avaliação de suas jornadas, escalas e despesas com pessoal, além de revisarem contratos comerciais e instrumentos coletivos. A antecipação desse planejamento será fundamental para adequar as operações às novas regras, preservar a continuidade dos serviços e reduzir os impactos sobre a competitividade do setor. Por: Thiago Tertuliano

Leia mais »
presidente-executivo-da-Associacao-Brasileira-de-Bares-e-Restaurantes-Abrasel-Paulo-Solmucci

Aprovação do fim da escala 6×1 é uma tragédia socioeconômica anunciada, afirma Abrasel

Por: Marcelo Oliveira Para Paulo Solmucci, a medida vai precarizar serviços, gerar inflação e ferir de morte a CLT O presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, avalia que a aprovação pelo Senado da PEC que acaba com a escala 6×1 é uma tragédia socioeconômica anunciada e denunciada pela entidade. “Ela terá impactos extraordinários na sociedade. Os primeiros serão percebidos tão logo ela comece a vigorar, por conta dos serviços essenciais”, afirma. Hoje, 15 milhões de pessoas trabalham em escala 6×1 e vão passar a trabalhar um dia a menos. Para manter a mesma oferta de serviços e cobrir esse dia, o país precisaria de mais 3 milhões de trabalhadores. “Onde encontrar essa mão de obra? Certamente não há essa mão de obra sobrando. Vai ser um rouba-monte”, diz Solmucci. Segundo ele, muitos bares e restaurantes vão fechar um dia adicional por semana, seja pelo aumento do custo, seja pela falta de mão de obra. Hospitais também podem não conseguir manter as portas abertas todos os dias, como alertou Francisco Balestrin, representante dos hospitais e clínicas de São Paulo, em reunião na Fiesp. Balestrin defendeu uma legislação específica para o setor. “Nós vamos ver serviços essenciais diversos precarizados, e isso obviamente a sociedade vai sentir”, afirma Solmucci. O momento seguinte será um aumento generalizado de preços. Manter a qualidade do serviço vai custar mais. O estabelecimento que quiser continuar aberto seis dias por semana terá alta de 20% nos custos. Nos prédios residenciais, o condomínio pode subir de 18% a 20% para manter a mesma estrutura de serviço. O mesmo vale para um conjunto enorme de atividades. “O que a gente vê é uma primeira onda de precarização enorme dos serviços. Logo em seguida, aumento de custo, inflação grande e perda de poder aquisitivo da população, o que afeta inclusive o setor de bares e restaurantes, porque menos dinheiro no bolso significa menos consumo”, explica. O próximo passo é o risco de recessão, que terá dois vetores: a queda da demanda, provocada pela perda de poder aquisitivo e pela alta de preços, e os juros, que vão subir ou continuar altos por mais tempo. “A medida é tão ruim, tão ruim, que ela pode até ser boa, no sentido de que a sociedade vai rapidamente querer modificá-la”, avalia. Solmucci lembra que, se a PEC do trabalho flexível for aprovada, o trabalhador poderá escolher entre a CLT e o trabalho por hora. “A minha visão é que o governo Lula feriu de morte a CLT no Brasil”, afirma. Ele prevê uma grande migração para o trabalho por hora, para que as contas fechem, a produtividade cresça e a qualidade de vida prometida às famílias se materialize. No trabalho por hora, a pessoa escolhe quantos dias e em quais dias quer trabalhar. “Ela pode trabalhar metade de um dia enquanto o filho está na escola e ficar com ele em casa na outra metade”, diz. Para Solmucci, é a PEC do trabalho flexível que dá a flexibilidade e a qualidade de vida desejadas por todos e também aumento de renda. Nos Estados Unidos, o trabalho por hora em bares e restaurantes é remunerado 60% acima do mensalista. No Brasil, de 30% a 40% acima. O mesmo acontece em diversas profissões. Fora do Brasil, médicos que trabalham por hora recebem de 30% até 200% a mais que a hora de um mensalista. Há países que estabelecem 25% como ganho mínimo extra. “Desta maneira em que a proibição da 6×1 foi aprovada, o que a gente vai ver é uma fuga da CLT. Essa transição para o trabalho por hora, que o mundo em geral já adotou, virá após muito sofrimento coletivo e social, como solução para o problema criado”, conclui. Por: Marcelo Oliveira

Leia mais »
Fernanda Gabriela e Viviane Moi Kikugawa

Feliz Dia dos Professores!

Por: Fernanda Gabriela e Viviane Moi Kikugawa Sim, queridos leitores, estamos na semana do Dia dos Professores e claro que não poderíamos deixar de registrar nossa singela homenagem não é mesmo? Afinal ser professor é muito mais do que ensinar. É acolher, inspirar, despertar curiosidades e acreditar no potencial de cada criança, mesmo quando ela ainda não consegue enxergar o próprio brilho✨️🚀✨️ É compreender que cada criança tem seu tempo, sua maneira de aprender e suas próprias formas de descobrir o mundo mas que sempre pode ser estimulado a aprender e creser✨️📚✨️ É transformar desafios em oportunidades, pequenas conquistas em grandes celebrações e o conhecimento em pontes para o futuro🇧🇷✈️🇯🇵 Educar é um ato de amor, dedicação e coragem. É plantar sementes que, muitas vezes, florescerão apenas anos depois, mas que carregarão para sempre um pedacinho de quem as cultivou e ser o orgulho que nos enche o peito de eternas educadoras.🥰❤️🥰 Neste Dia dos Professores, nós homenageamos todos os educadores que, com sensibilidade, paciência e compromisso, fazem a diferença na vida de tantas crianças e famílias, que são parceiros reais no desenvolvimento escolar de tantas crianças. ✨️📝📈 Que a educação continue sendo um elo de união entre culturas, gerações e corações. Que essa conexão inspire a valorizar a diversidade, respeitar as diferenças e construir caminhos para uma aprendizagem cada vez mais humana e inclusiva. 🇧🇷❤️🇯🇵 A todos os professores, nossa gratidão por ensinar, acolher e transformar o futuro, uma criança de cada vez! Educar é tocar vidas e deixar marcas que o tempo não apaga✨️💛✨️ Quem foi seu professor que te deixou as melhores lembranças? 🥰❤️ Com carinho, Viviane Moi e Fernanda Gabriela ! Neuro Kids — Conectando Brasil e Japão através do desenvolvimento, da aprendizagem e do afeto. Fernanda Gabriela: Mestra em intervenção psicológica do desenvolvimento; neuropsicopedagoga; pós-graduada em gestão escolar, ABA, especialista em educação inclusiva; pós-graduanda em gestão em políticas públicas.   Professora universitária, conteudista e palestrante.  Coautora do livro A arte de educar.  Influencer educacional e consultora educacional. Viviane Moi Kikugawa: é neuropsicopedagoga, psicopedagoga, pedagoga, especialista em neurodesenvolvimento infantil e analista do comportamento em formação. Atua há 25 anos na área da Educação, sendo os últimos 8 anos com atuação no Japão; proprietária da Neuro Kids Japão/Brasil, localizada no Centro de Atibaia.

Leia mais »
Nossa Senhora Aparecida

Nossa Senhora Aparecida: fé, esperança e devoção que unem o povo brasileiro

Nossa Senhora Aparecida: fé, esperança e devoção que unem o povo brasileiro Celebrada em 12 de outubro, a Padroeira do Brasil reúne milhões de fiéis em uma história marcada pela espiritualidade, solidariedade e tradição. A devoção a Nossa Senhora Aparecida é uma das mais significativas expressões da religiosidade do povo brasileiro. Desde sua descoberta em 1717 até os dias atuais, a imagem de Nossa Senhora Aparecida não apenas se tornou um símbolo de fé, mas também de unidade e resistência cultural.   A história de Nossa Senhora Aparecida começou em 1717, quando três pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, navegavam pelo Rio Paraíba do Sul, em São Paulo. Após várias tentativas frustradas de pesca, encontraram uma imagem de barro, que estava submersa. Ao retirá-la da água, perceberam que se tratava de uma imagem da Virgem Maria, mais precisamente a imagem da Imaculada Conceição, e, por isso, passaram a chamá-la de “Aparecida”.   O encontro com a imagem foi um marco na vida dos pescadores, que logo começaram a registrar graças e milagres atribuídos à intercessão da Virgem. A fama da imagem se espalhou rapidamente, atraindo devotos que vinham em romarias de diversas partes do Brasil. Em 1930, Nossa Senhora Aparecida foi oficialmente proclamada Padroeira do Brasil, uma vez que sua imagem se tornara um símbolo de fé e devoção nacional.   O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, localizado na cidade de Aparecida, São Paulo, é o maior templo católico do Brasil e um dos maiores do mundo. A construção do santuário, que começou em 1946 e foi inaugurado em 1980, com a dedicação do Santuário por São João Paulo II, atrai milhões de peregrinos anualmente. O espaço é um verdadeiro centro de espiritualidade, acolhendo pessoas de todas as idades e origens.   A arquitetura do santuário é impressionante, com uma capacidade para mais de 30 mil pessoas. Além da grandiosidade física, o santuário é um local de profunda experiência espiritual. Durante as festividades de Nossa Senhora Aparecida, especialmente no dia 12 de outubro, o local se enche de fé, emoção e esperança, com celebrações que incluem missas, procissões e apresentações culturais.   A solenidade em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, celebrada no dia 12 de outubro, é uma das mais importantes do calendário religioso brasileiro. Essa data não é apenas uma celebração da fé católica, mas também um momento de encontro para milhões de pessoas que buscam renovar sua espiritualidade e fortalecer seus laços comunitários. Durante a Solenidade, a Catedral-Basílica-Santuário se torna um espaço de devoção, com missas especiais, novenas e diversas atividades que promovem a vivência da fé.   A festividade é acompanhada por romarias de várias regiões do Brasil, onde devotos caminham longas distâncias para homenagear a padroeira. Esses momentos de peregrinação são carregados de simbolismo, representando a busca por intercessão e proteção. A união de pessoas em torno da figura de Nossa Senhora Aparecida reflete a diversidade cultural e religiosa do Brasil, fazendo da festa um evento inclusivo e significativo para todos.  A figura de Nossa Senhora Aparecida transcende a religiosidade. Ela é um símbolo de resistência e identidade para o povo brasileiro. Ao longo da história, a devoção a Nossa Senhora Aparecida esteve presente em momentos cruciais da nação, como a luta pela independência e durante períodos de crise. Sua imagem representa a esperança e a fé em tempos difíceis, unindo pessoas em torno de um ideal comum.   Além de seu papel religioso, Nossa Senhora Aparecida tem uma forte conexão com questões sociais. Muitas iniciativas de solidariedade e caridade têm origem na devoção à padroeira, mobilizando comunidades para ajudar os necessitados. As obras sociais que nascem da fé em Nossa Senhora refletem o espírito de acolhimento e amor ao próximo, promovendo uma cultura de solidariedade e justiça social.  Outra faceta importante da devoção a Nossa Senhora Aparecida é o papel das mulheres. Tradicionalmente, as mulheres têm sido as principais responsáveis por transmitir a fé e organizar as celebrações religiosas em suas comunidades. A figura de Nossa Senhora Aparecida, como Mãe e protetora, ressoa fortemente com muitas mulheres que veem nela uma fonte de força e inspiração.   Em diversas comunidades, as mulheres formam grupos de oração e associações que promovem a devoção à padroeira. Esses espaços se tornam ambientes importantes, onde as mulheres se apoiam mutuamente e buscam fortalecer sua fé, contribuindo assim para o fortalecimento da família e da comunidade.   Neste ano, em sintonia com o próximo Jubileu da Esperança, somos chamados a sermos peregrinos da esperança. Com a “Mãe Aparecida, acolhei-nos como peregrinos da esperança”,  Concluindo, podemos dizer que Nossa Senhora Aparecida é um verdadeiro símbolo de fé, esperança e unidade para o povo brasileiro. Sua história, marcada pela devoção e pelo acolhimento, continua a inspirar milhões de fiéis a vivenciar a espiritualidade em suas vidas cotidianas. O Santuário Nacional de Aparecida é um ponto de encontro onde a fé se renova e se fortalece, unindo pessoas de diferentes origens e histórias em torno de um mesmo ideal.  Ao celebrarmos Nossa Senhora Aparecida, somos convidados a refletir sobre nosso papel como testemunhas da fé, construtores da esperança, arautos da misericórdia e agentes de mudança social. Que a devoção à nossa padroeira nos inspire a sermos mais solidários, acolhedores e comprometidos com a construção de um mundo mais justo e fraterno, seguindo o exemplo de amor e compaixão que ela nos ensina. “Mãe Aparecida, acolhei-nos como peregrinos da esperança!”  Fonte: CNBB

Leia mais »
Ivo Ricardo Lozekam

Reforma tributária – um tema para o debate no segundo turno.

Por: Ivo Ricardo Lozekam O  princípio constitucional da não cumulatividade já existe em nosso ordenamento jurídico desde 1988, só que nunca foi cumprido integralmente pelos estados, sendo priorizada sempre a forma de manter a arrecadação, em nome inclusive do cumprimento da lei de responsabilidade fiscal. A reforma tributária promete inovar, ao prometer o ressarcimento em espécie dos créditos acumulados de ICMS, ainda que sujeitos a prazos que podem chegar a 18 meses.  Já temos o histórico da Lei Kandir,  LC 87/96, que nunca ressarciu contribuintes e estados com as perdas e ressarcimento dos fundos.  Há também na reforma tributária a previsão legal que, a qual costuma pela história virar apenas promessa de um fundo de compensação para Estados e Municípios em função da perda com arrecadação, que estes terão em face da mudança da cobrança do imposto que é atualmente realizada no local de origem e passará a ser no local de destino.  Se há a previsão de um fundo é porque se admite que existirão perdas. Durante os 50 anos previstos para cobrança do imposto no destino,  O Comitê Gestor irá reter e distribuir a arrecadação do IBS, novo nome dado ao ICMS dos 27 Estados e ISS dos 5.600 municípios.  Este novo órgão criado, terá um custo bilionário para implantação, sendo que as estruturas fiscais de Estados e Municípios serão mantidas, bem como da Receita Federal, ou seja, mais um órgão na máquina pública com seus custos. Também nos chama a atenção o fato de o ComitêeGestor ser remunerado com um percentual (0,2%) sobre toda a arrecadação hoje pertencente a Estados e Municípios. A reforma tributária nasce assumindo todos estes custos, antes não existentes, ao mesmo tempo com em que a promessa de não aumentar a carga tributária.  O Brasil tem um histórico de não honrar os compromissos de fundos de reposição de perdas a estados e municípios, vide repasses financeiros da Lei Kandir LC 87/96, cujo pagamento segundo acordo homologado pelo STF irá se estender até 2037. Se até hoje os créditos tributários do ICMS não foram devolvidos na sua integralidade para as empresas, qual seria o fato novo (que não o aumento de carga), para que a partir de agora eles passassem a ser devolvidos. Não é demais lembrar que o caixa da união e da maioria dos estados se encontra deficitário, já de longa data, com estados inclusive em estado emergencial de recuperação, sem capacidade econômica para honrar suas dívidas. Esta reforma vai além de ser uma apenas uma reforma tributária. Pode ser considerada uma reforma econômica, e uma reforma do pacto federativo, vez que concentrará toda a arrecadação hoje pertencente a cada uma das 27 unidades da federação (ICMS) e dos 5.570 municípios (ISS) em um só imposto, denominado IBS, a ser arrecadado, fiscalizado, distribuído e sob as normas de um só órgão, o Comitê Gestor. Trata-se de uma reforma centralizadora, que pretende gerir durante décadas, até a cobrança final no destino o imposto hoje arrecadado por estados e municípios.  Tudo sob o pretexto de acabar com a guerra fiscal.  Nosso problema nunca foi a guerra fiscal, nosso problema é a alta carga tributária.  Centralizar a arrecadação em Brasília é escolher um grupo de homens para ter poder. Este poder não vai ter medida, e tende a ser arbitrário.  Se cada unidade da federação escolheu seus deputados e senadores, deverá também ter o controle da arrecadação dos recursos que gera.  O contrário irá depender sempre da demanda de alguma autoridade, no entanto não será uma autoridade baseada nas hierarquias naturais.  O  igualitarismo gera privilégios, alguém vai ter que mandar, no caso o Comitê Gestor, tendo mais poderes do que prefeitos, e governadores, sendo que estes últimos foram eleitos, e o Comitê Gestor não.  Esperamos que haja mais debate do que acusações no segundo turno destas eleições, e que tenhamos um posicionamento claro dos candidatos, sobre esta centralização da arrecadação prevista na reforma tributária. Pois centralizar é algo que contrapõe a democracia, estamos divididos em municípios e estados, justamente para descentralizar a federação. LEIA TAMBÉM; O Valor e a Responsabilidade do Voto

Leia mais »
Eleições 2026

Eleições 2026: novidades na urna eletrônica tornam a votação mais intuitiva e acessível

Nova fonte, barra de progresso para acompanhamento do voto e ampliação do suporte em Libras estão entre os destaques do pleito deste ano As urnas eletrônicas que serão utilizadas neste domingo (4), no 1º turno das Eleições 2026, trazem novidades que poderão ser percebidas pelos eleitores durante a votação. As mudanças implementadas pela Justiça Eleitoral buscam tornar a experiência mais acessível, intuitiva e fácil de acompanhar. A adoção de uma nova fonte, a inclusão de uma barra de progresso na tela e o aprimoramento das orientações em Libras estão entre as inovações. Em conjunto, os recursos foram desenvolvidos para facilitar a leitura das informações e orientar o eleitor ao longo de cada etapa da votação.  Letras mais fáceis de identificar Uma dessas mudanças está na forma como as informações são apresentadas na tela. Neste pleito, a urna passa a utilizar a fonte Atkinson Hyperlegible, criada pelo Braille Institute, organização voltada à acessibilidade de pessoas com deficiência visual. A tipografia foi desenvolvida para diferenciar com mais clareza os caracteres, inclusive aqueles que podem ser visualmente semelhantes. Além do formato das letras, características como espaçamento e definição da grafia também contribuem para uma leitura mais confortável. Na prática, a alteração facilita a identificação das informações exibidas na tela, especialmente para eleitoras e eleitores com deficiência visual ou baixa visão. Barra de progresso orienta a etapa do voto Outra alteração que estará presente durante toda a votação é uma barra localizada na parte superior da tela. Esse mecanismo indicará o avanço entre os cargos, permitindo reconhecer em qual etapa o eleitor está e quais votos ainda precisam ser registrados. A funcionalidade também estará disponível no terminal das mesárias e dos mesários. Dessa forma, a equipe que atua na seção poderá acompanhar em que etapa da votação o eleitor se encontra e prestar auxílio, quando necessário, sem comprometer o sigilo do voto. Neste domingo, eleitoras e eleitores votarão para os seguintes cargos, nesta ordem: deputado federal, deputado estadual, senador (1ª vaga), senador (2ª vaga), governador e presidente da República. Caso haja necessidade de 2º turno para os cargos de governador e presidente, a votação será realizada em 25 de outubro. Janela de Libras ganha novas orientações A acessibilidade também foi ampliada para eleitoras e eleitores com deficiência auditiva. O intérprete de Libras, recurso disponível na urna desde 2022, passa a oferecer orientações adicionais durante a votação. Além de indicar o cargo que está sendo votado, o intérprete exibido na tela orientará sobre situações como voto em branco, voto nulo e voto de legenda. A ampliação busca tornar mais claras as diferentes possibilidades disponíveis ao eleitor no momento do registro do voto. As atualizações mais recentes também consideraram dificuldades identificadas em experiências anteriores de votação. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), relatos de pessoas com deficiência visual apontaram situações em que foi necessário se aproximar da tela da urna para conseguir ler as informações exibidas. Parte das mudanças da nova interface também teve origem em propostas desenvolvidas por estudantes da Universidade de São Paulo (USP), em um concurso voltado ao aperfeiçoamento da acessibilidade e da experiência de uso da urna eletrônica. As sugestões foram analisadas pela Justiça Eleitoral e contribuíram para os estudos que resultaram em algumas das melhorias que chegam às urnas nas Eleições 2026. Melhorias acompanham evolução da urna As novidades de 2026 fazem parte de um processo contínuo de aperfeiçoamento da urna eletrônica, que incorpora recursos de acessibilidade desde sua primeira utilização, em 1996. Naquele ano, o equipamento já contava com a identificação dos números em Braille. Quatro anos depois, com a implantação do voto eletrônico em todo o país, foram acrescentados recursos de áudio e teclas com identificação tátil e sonora. A combinação permitiu que pessoas com deficiência visual recebessem, por meio de áudio, informações sobre o cargo e o número digitado antes da confirmação do voto. Nas versões seguintes, outros recursos foram incorporados. Em 2024, por exemplo, a urna passou a utilizar a voz sintetizada “Letícia”, que orienta eleitoras e eleitores cegos ou com baixa visão durante a votação, informando as etapas, os números digitados e a candidatura selecionada. LEIA TAMBÉM: Confira os locais de votação em Atibaia

Leia mais »
Ivo Ricardo Lozekam

O Valor e a Responsabilidade do Voto

Por: Ivo Ricardo Lozekam Em um verdadeiro regime democrático, todos os assuntos importantes são decididos pelo voto, isto é, pela escolha livre dos eleitores. Em 2026  vamos eleger 513 parlamentares Federais, outros 503 deputados Estaduais, 27 governadores além de 54  senadores e a presidência da república. Com o voto daremos a esta turma um cheque em branco no valor de R$ 4 trilhões de reais, que saíram do nosso bolso através dos impostos que todos pagamos. Para esta eleição estes deputados Federais por nós escolhidos na eleição passada, aprovaram em seu favor um recurso de R$ 5,4  bilhões de reais. Eles foram por nós eleitos, e aprovaram a favor este fundo eleitoral para os partidos políticos distribuírem entre si. Este dinheiro tem a finalidade de custear a campanha eleitoral deste ano, em outras palavras pagando a eles para que possam nos convencer a elegê-los novamente. Todo dinheiro provém de algum lugar, onde alguém teve que trabalhar obtê-lo.  No caso dos 5,4 bilhões do fundo eleitoral, a origem é o orçamento que é mantido pela arrecadação de impostos, e pagos por você, ao ir fazer compras no supermercado ou ao abastecer o seu carro, onde metade é gasolina e a outra metade é formada por impostos. A carga tributária brasileira em 2025 bateu recorde ficando na ordem aproximada R$ 4.000.000.000.000,00  (quatro trilhões de reais) anuais, como nos informa o IBPT em parceria com a Associação Comercial de São Paulo. Ao elegermos os mandatários pelo voto, estamos ao mesmo tempo, lhes autorizando a gerenciar este orçamento de R$ 4 trilhões, o que equivale a 41% do PIB.  Em outras palavras estamos os autorizando a gastar o equivalente a quatro meses do nosso trabalho, ou uma a cada três horas nossas trabalhadas. Isto porque, temos um PIB representado pela soma em moda de tudo aquilo que produzimos de Apesar de consumir uma a cada três horas do nosso trabalho, esta carga tributária não tem sido bem aplicada. A prova disto é que a União Federal tem déficit orçamentário. A maioria dos Estados também está no vermelho, ou seja, gastam mais do que se arrecadam, a conta não fecha, falta dinheiro no orçamento.  Na maioria dos mais de cinco mil municípios cujas eleições serão daqui a dois anos, a situação não é diferente, gasta-se mais do que se arrecada. De um lado, trabalhamos  mais de  três horas  a cada 8 para pagar impostos, 41% do PIB, segundo o IBPT.  De outro em todas as esferas, municipais, estaduais e federais, o orçamento, gasto maior que a despesa, está negativo. Já os serviços públicos prestados, ou seja, a contrapartida dos impostos que pagamos com nosso trabalho não nos atende satisfatoriamente. De acordo com os dados oficiais, divulgados pelo ministério da Economia de tudo o que é arrecadado no país 60% vão para pagar a máquina pública.   A expressão máquina pública ou máquina estatal é utilizada para definir o custo do funcionalismo público nas esferas federais, estaduais e municipais. A máquina pública é composta de prédios, funcionários, veículos oficiais, mobiliário, maquinário, equipamentos, insumos, combustível, comunicação, assessores, secretarias, Secretarias, titulares, adjuntos, chefes de gabinete, cargos de confiança., etc…  Precisamos do serviço público. Todos precisamos de bons policiais, juízes, professores, médicos, e queremos que eles sejam bem pagos e remunerados.   Como cidadãos e pagadores de impostos nos sentimos indignados e ultrajados quando vemos um professor, policial, médico ou qualquer outro servidor público ser mal remunerado.  E estes heróis muitas vezes trabalham mais pelo dever, honestidade e amor a profissão do que a própria remuneração que recebem.Verdadeiros heróis. Por outro lado, todos nós brasileiros, independente de gênero, orientação, raça ou classe social, temos um anseio em comum: A prestação de serviços públicos minimamente decentes. Seja o acesso ao saneamento básico, a uma vaga em creche para seus filhos enquanto estiverem trabalhando, ou seja, um atendimento digno nos hospitais e postos de saúde, além da segurança pública.   Mas vejam, quando estamos falando em máquina estatal não estamos falando em nada disto. Estamos falando basicamente da folha de pagamento e da estrutura, que consome 60% da arrecadação.  Os 40% restantes é que em tese devem ser destinados a construção e duplicação de estradas, asfaltamento, iluminação pública, serviços de esgoto.  Nossas estradas estão via em sua maioria sucateadas. Nos parece que o governo atual tem conseguido terminar algumas obras que estavam em andamento já há algumas décadas, mas ainda não é o suficiente. Destes 40% restantes, além de estradas, esperamos hospitais, escolas, universidades, metrôs, a maioria das capitais brasileiras, não possui metrô. Necessitamos também de iluminação pública, serviços de esgoto, consultas, medicamentos. É consenso que não existe mais espaço para aumento de impostos. A reforma tributária falada, visa então meramente simplificar a cobrança e arrecadação. Pois nem União, nem Estados, nem município, podem renunciar à arrecadação, vez que em sua maioria gastam com a máquina pública mais do que arrecadam, pouco ou quase nada sobrando para fazer investimentos. Se a máquina pública custa caro, gasta mais do que arrecada e não consegue entre entregar os serviços e obras que a população que a sustenta necessita, um bom começo seria um olhar sobre os gastos desta mesma máquina pública. Vamos tentar contribuir para este debate refletindo sobre o fato de que um parlamentar no Brasil custa cinco vezes mais do que em um país como Alemanha ou Canadá por exemplo. Sendo estes países desenvolvidos, até se admitiria um parlamentar de lá custar mais do que um parlamentar aqui, mas não o contrário. Talvez justamente esta seja a explicação para serem países desenvolvidos, gastam menos por ano com um parlamentar do que nós. O jornal O Estado de São Paulo, do dia 27/3/22, nos mostra que cada um dos 513 deputados Federais que iremos eleger em outubro nos custa R$ 24 milhões por ano, ou R$ 2 milhões por mês, entre salário, verba de gabinete, auxílio moradia, auxílio saúde, auxílio passagem aérea, assessores etc. A matéria nos mostra que o custo de um parlamentar no Brasil é superior a soma do custo somado de

Leia mais »
Viviane Moi Kikugawa

Setembro Verde: inclusão que começa no olhar.

Por: Viviane Moi Kikugawa Olá queridos leitores! Todos bem?🥰😉 Esperamos que sim e chegamos em setembro o mês que é marcado pela cor verde, símbolo da luta pela inclusão da pessoa com deficiência. Mais do que uma campanha, o 💚Setembro Verde🌿 nos convida a olhar para a inclusão de maneira mais profunda: não apenas como o direito de estar em determinados espaços, mas como o direito de pertencer, participar, aprender e se desenvolver com dignidade🥰✌️🍀 Cada criança aprende de uma maneira, apresenta diferentes ritmos, interesses, habilidades e necessidades. Quando encontramos uma criança que aprende de forma diferente, nosso primeiro desafio não deveria ser perguntar “o que há de errado com ela?”, mas sim: O que podemos modificar para que ela consiga aprender?📚🧠🌿❓️ Essa mudança de olhar faz toda a diferença. Inclusão não é tratar todos da mesma forma.❌️ Um dos grandes equívocos sobre inclusão é acreditar que oferecer as mesmas atividades, o mesmo tempo e as mesmas estratégias para todas as crianças significa ser justo. Na realidade, equidade não significa oferecer exatamente a mesma coisa para todos, mas proporcionar a cada criança os recursos necessários para que possa participar e aprender📈📍 Uma criança pode precisar de mais tempo para realizar uma atividade. Outra pode precisar de recursos visuais, instruções mais objetivas, adaptações de materiais ou pausas durante a rotina. Algumas crianças precisam de apoio para desenvolver habilidades de comunicação, interação social, autonomia ou organização. Essas necessidades não diminuem suas capacidades. Pelo contrário: quando oferecemos os apoios adequados, criamos condições para que suas potencialidades apareçam. É importante ensinar às crianças que diferença não é sinônimo de incapacidade😉 O papel da escola… A escola inclusiva não é aquela que simplesmente recebe a criança com deficiência em sua sala de aula. É aquela que se organiza para que essa criança realmente participe da vida escolar, se possue em seu quadro de profissionais Psicopedagogos ou Neuropsicopedagogos capazes se atuar efetivamente na escola📚🧠📚 Isso envolve repensar práticas pedagógicas, materiais, ambientes, formas de avaliação, comunicação e, principalmente, expectativas. Nenhuma criança deve ser definida exclusivamente por um diagnóstico ou por suas dificuldades. Antes de enxergarmos o TEA, o TDAH, a deficiência intelectual, a deficiência física ou qualquer outra condição, precisamos enxergar a criança, seus interesses, suas habilidades, sua personalidade, seus vínculos, seus desejos e aquilo que ela consegue realizar✔️😉✔️😉 O diagnóstico pode ajudar a compreender necessidades e direcionar estratégias, mas não deve se transformar em um limite para aquilo que acreditamos que uma criança pode alcançar. Inclusão também é combater o preconceito! É ensinar uma criança a esperar o colega que precisa de mais tempo. É permitir diferentes formas de comunicação. É compreender que nem todo comportamento tem a mesma função. É ensinar que brincar junto não significa necessariamente brincar da mesma maneira. Pequenas atitudes cotidianas constroem grandes mudanças.👣👣Como psicopedagoga, acredito que a inclusão começa justamente quando deixamos de perguntar “essa criança consegue acompanhar a turma? e passamos a perguntar: O que podemos fazer para que ela participe, aprenda e se sinta pertencente?”🤔🫂 Essa mudança de perspectiva transforma a educação💡📚 💚 Setembro Verde precisa continuar mesmo depois de setembro💚 Pais, professores, gestores e profissionais que trabalham com crianças têm um papel fundamental nessa construção. Quando reconhecemos as diferenças sem transformar essas diferenças em barreiras, abrimos espaço para uma educação mais humana. Porque, no final,incluir não é fazer alguém caber em um lugar que já existe. É transformar esse lugar para que todos possam pertencer. E talvez essa seja uma das maiores responsabilidades que temos como adultos: ensinar às nossas crianças que ninguém precisa ser igual para ter o direito de estar, participar, aprender e ser respeitado🍀🌱 💚Que o verde de setembro nos lembre disso durante todo o ano. Viviane Moi Kikugawa: é neuropsicopedagoga, psicopedagoga, pedagoga, especialista em neurodesenvolvimento infantil e analista do comportamento em formação. Atua há 25 anos na área da Educação, sendo os últimos 8 anos com atuação no Japão; proprietária da Neuro Kids Japão/Brasil, localizada no Centro de Atibaia.

Leia mais »
Receita Federal apreende cocaina no Aeroporto de Guarulhos

Receita Federal apreende 116 kg de cocaína no Aeroporto Internacional de Guarulhos

Operação Sufoco já resultou na apreensão de mais de 180 kg da droga desde 21 de agosto. A Receita Federal apreendeu, na noite de terça-feira, 22 de setembro, aproximadamente 116 kg de cocaína no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos/SP. A droga estava distribuída em três malas que seriam encaminhadas para uma aeronave com destinoa Joanesburgo, na África do Sul. A carga foi avaliada em cerca de R$ 5,8 milhões. A apreensão ocorreu durante procedimento de controle aduaneiro realizado pela Alfândega da Receita Federal no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos. A ocorrência teve início a partir do monitoramento de movimentações suspeitas na área aeroportuária. Durante o acompanhamento, foram identificados três volumes que foram deixados nas proximidades de uma aeronave com destino à África do Sul. As equipes da ReceitaFederal localizaram três malas etiquetadas para Joanesburgo. No interior, foram encontrados aproximadamente 116 kg de cocaína, além de dispositivos de rastreamento. As malas foram interceptadas antes de ingressarem no fluxo regular de bagagens e de serem encaminhadas à aeronave. As autoridades competentes foram acionadas, e um homem foi preso em flagrante. Operação Sufoco A apreensão faz parte da Operação Sufoco, realizada pela Alfândega de Guarulhos a partir de trabalho de inteligência e monitoramento relacionado a acessos irregulares à área restrita do aeroporto. Desde 21 de agosto, a operação resultou em outras duas apreensõesde cocaína. Em 21 de agosto, aproximadamente 25 kg da droga, ocultos em bolinhos recheados e bombons, foram interceptados após uma tentativa de introdução do entorpecente na área aeroportuária. Em 18 de setembro, outra ação de monitoramento permitiu localizar, antes do embarque, uma mala com mais de 45 kg de cocaína nas proximidades de uma aeronave com destino a Frankfurt, na Alemanha. Com a ocorrência de 22 de setembro, mais de 180 kg de cocaína foram apreendidos no contexto da Operação Sufoco entre 21 de agosto e 22 de setembro. O valor estimado das drogas apreendidas no período é de aproximadamente R$ 9 milhões. Fonte: Receita Federal

Leia mais »
Caso no Hopi Hari

Caso no Hopi Hari: jovem de 28 anos sofre lesão cerebral após andar na montanha-russa Montezum

Traumatismo cranioencefálico: entenda como movimentos bruscos podem afetar o cérebro. Aceleração, desaceleração e rotação estão entre os fatores que podem provocar lesões cerebrais O caso de uma jovem de 28 anos que perdeu parte dos movimentos após andar na montanha-russa Montezum, do Hopi Hari, em abril deste ano, chamou atenção para os possíveis efeitos de movimentos bruscos sobre o cérebro. Segundo informações divulgadas pela imprensa, Júlia Rimoli Bossoni teria embarcado consciente na atração e apresentado perda de consciência ao final do passeio. Posteriormente, recebeu diagnóstico de traumatismo cranioencefálico (TCE), com informações médicas divulgadas apontando um possível mecanismo de contragolpe. O episódio é investigado pelas autoridades. De acordo com Camilla Estêvão de França, professora e coordenadora do curso de Biomedicina da Estácio, o desenvolvimento de uma lesão cerebral não depende necessariamente de uma pancada direta na cabeça. “Do ponto de vista biomecânico, uma lesão cerebral não depende necessariamente de uma pancada direta contra uma superfície. Movimentos muito rápidos de aceleração, desaceleração e, principalmente, rotação da cabeça podem provocar deslocamento e deformação do tecido cerebral dentro do crânio”, diz. “O cérebro não fica completamente imóvel dentro da caixa craniana. Quando a cabeça sofre uma mudança brusca de movimento, o crânio pode mudar de velocidade ou direção enquanto o cérebro apresenta um movimento relativo em seu interior. Dependendo da intensidade, duração e direção dessas forças, podem ocorrer fenômenos de compressão, estiramento e cisalhamento dos tecidos e vasos sanguíneos. Esse mecanismo também ajuda a compreender o chamado trauma por contragolpe, quando a movimentação do cérebro dentro do crânio pode provocar uma lesão sem que exista necessariamente uma colisão externa evidente”, explica a especialista. “Isso significa que toda montanha-russa oferece alto risco de lesão cerebral? Não. É importante não transformar um caso grave e incomum em uma conclusão de que as montanhas-russas, de maneira geral, provocam traumatismos cerebrais”, alerta Camilla. A professora ressalta que fatores como magnitude, duração e direção da aceleração, componentes rotacionais, posição da cabeça e características individuais precisam ser considerados na avaliação do risco. Ela também destaca que estudos sobre o tema apresentam resultados que devem ser interpretados com cautela e que a ocorrência de eventos neurológicos em atrações desse tipo é descrita como rara. Entre as possíveis consequências de um TCE estão sintomas compatíveis com concussão e, em situações mais graves, hemorragias intracranianas, edema cerebral e lesões vasculares. “Depois de uma pancada ou movimento brusco envolvendo a cabeça, alguns sintomas exigem atenção especial. Entre os sinais de alerta estão: perda de consciência; convulsão; vômitos repetidos; dor de cabeça intensa ou progressiva; confusão ou alteração importante do comportamento; dificuldade para falar; fraqueza ou perda de sensibilidade; dificuldade de coordenação; sonolência excessiva ou dificuldade para despertar; uma pupila maior que a outra; alterações visuais importantes”, informa a biomédica. Diante desses sinais, a orientação é buscar atendimento médico de emergência e evitar movimentações desnecessárias, especialmente quando houver possibilidade de trauma cervical associado. A avaliação pode incluir exame neurológico e, conforme o quadro, exames de imagem. “A principal mensagem para o público é que segurança não deve ser avaliada apenas pela velocidade do brinquedo ou pelo número de ‘forças G’. O que interessa biologicamente é como essas forças são transmitidas ao corpo e à cabeça, por quanto tempo, em quais direções e como cada indivíduo responde a elas”, conclui. Sobre a Estácio Com mais de 55 anos de tradição, a Estácio se orgulha de liderar o caminho da inovação educacional no Brasil. Reconhecida por sua excelência acadêmica, pelo compromisso com o desenvolvimento de habilidades e competências e por possibilitar o acesso democratizado ao ensino de qualidade para milhares de alunos em todo o país, a instituição oferece uma ampla gama de serviços educacionais, incluindo formações profissionalizantes, cursos técnicos de nível médio, graduação, pós-graduação lato sensu (especialização e MBA), mestrado e doutorado stricto sensu, além de centenas de opções em cursos livres de aperfeiçoamento profissional. Com forte atuação social, a Estácio mantém um dos mais sólidos programas de Responsabilidade Social do setor educacional. Saiba mais em estacio.br.

Leia mais »
Jornal Estância de Atibaia
Visão geral da privacidade

Este site utiliza cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e desempenham funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.