
Augusto Cury chega a 11% em pesquisa e ganha força na disputa presidencial de 2026
Candidato do Avante defende diálogo, combate à corrupção e mudanças na educação; pesquisa RealTime Big Data aponta Cury com 11% das intenções de voto O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, vem ganhando espaço na disputa eleitoral de 2026 e passou a chamar a atenção tanto pelo crescimento nas pesquisas de intenção de voto quanto pela forte movimentação nas redes sociais. Psiquiatra, escritor e conhecido nacionalmente por seus livros, Cury participou do primeiro debate entre os candidatos à Presidência e apresentou uma mensagem baseada no equilíbrio, no diálogo e na superação da polarização política. Durante o debate, o candidato defendeu que o Brasil precisa encontrar um novo caminho, com respeito às diferenças e busca por soluções para os principais problemas do país, sem transformar divergências políticas em confrontos marcados pela agressividade. “A beleza da democracia está na divergência”, afirmou Cury. Combate à corrupção Entre os temas abordados pelo candidato esteve também o combate à corrupção. Cury defendeu o endurecimento das medidas contra crimes praticados contra o patrimônio público. “A corrupção é uma vergonha. Precisamos tratar a corrupção como um crime hediondo, um crime violento”, declarou. A proposta faz parte de um discurso de maior rigor no enfrentamento de crimes que, segundo o candidato, prejudicam diretamente a população e os serviços públicos. Educação além da sala de aula Na área da educação, Augusto Cury defende uma formação que vá além do ensino tradicional. Entre as propostas apresentadas estão a inclusão de conhecimentos relacionados a empreendedorismo, educação financeira e oratória na formação de crianças e jovens. A ideia, segundo o candidato, é preparar os estudantes não apenas para o mercado de trabalho, mas também para enfrentar desafios pessoais e profissionais ao longo da vida. Cury cresce nas redes sociais A campanha de Augusto Cury também registrou um forte crescimento nas plataformas digitais. Segundo levantamento divulgado nesta semana, o candidato ganhou cerca de 2,5 milhões de seguidores no Instagram em duas semanas, enquanto o volume de menções ao seu nome também apresentou forte alta. O crescimento digital colocou Cury entre os candidatos que mais ganharam visibilidade durante o início da campanha. O fenômeno também foi acompanhado pelo avanço nas pesquisas eleitorais. Levantamentos recentes colocaram Cury na terceira posição em diferentes cenários. Na pesquisa BTG/Nexus divulgada em 31 de agosto, por exemplo, Cury apareceu com 11% das intenções de voto, um crescimento de nove pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Pesquisa RealTime Big Data coloca Cury com 11% A pesquisa mais recente do RealTime Big Data, divulgada nesta terça-feira (1º), também mostra Augusto Cury em terceiro lugar no cenário estimulado de primeiro turno. O levantamento aponta: O cenário não inclui Pablo Marçal. A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 27 e 31 de agosto, em todo o país, e possui margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03490/2026. Embora apareça numericamente à frente de Renan Santos, a diferença entre Cury e o candidato do Missão está dentro da margem de erro. Uma nova opção diante da polarização O crescimento de Augusto Cury acontece em um cenário marcado pela disputa entre nomes ligados aos dois principais polos políticos do país. O candidato do Avante tenta ocupar o espaço de uma terceira via, apresentando-se como uma alternativa ao confronto tradicional entre esquerda e direita. Cury tem utilizado como principais bandeiras o equilíbrio emocional, o diálogo, a educação, o combate à corrupção e a construção de soluções para problemas sociais e econômicos. Com o avanço nas pesquisas e a forte presença nas redes sociais, o escritor passou a ocupar um espaço mais relevante na corrida presidencial. Por: Jornal Estância de Atibaia A evolução da candidatura, porém, ainda dependerá da capacidade de transformar a mobilização digital e o crescimento nas pesquisas em apoio eleitoral consolidado até o primeiro turno das eleições de 2026.









