Category: Colunistas

Um cuidado essencial ainda fora do alcance de milhões de brasileiras

A falta de esgotamento sanitário amplia riscos à saúde e impacta diretamente a rotina de cuidado dentro de casa Às vésperas do Dia das Mães, celebrado em 10 de maio, o cuidado ganha novas camadas de significado dentro de casa. Muito além do afeto, proteger a saúde dos filhos exige condições básicas que nem sempre são visíveis. O acesso ao saneamento integra essa rede de proteção silenciosa, essencial para garantir segurança, prevenir doenças e assegurar uma rotina mais tranquila para mães e crianças. No Brasil, a desigualdade no setor atinge diretamente o público feminino. Cerca de 38,2% das mulheres vivem em residências sem coleta de esgoto, realidade que amplia a exposição a doenças e impacta a qualidade de vida, de acordo com levantamento do Instituto Trata Brasil divulgado em 2025. “O saneamento básico no dia a dia das famílias é essencial para a prevenção de doenças como verminoses, leptospirose e cólera. Quando o esgoto não tem o destino correto, há risco de contato com água contaminada, o que afeta principalmente crianças e idosos, mais suscetíveis a infecções. Garantir o tratamento adequado evita essa exposição e contribui diretamente para uma vida mais saudável”, afirma Kamilla Barbosa da Silva, 23 anos, moradora do bairro Atibaia Jardins. Essa ausência afeta diretamente quem assume o cuidado cotidiano. Dados recentes apontam que mulheres concentram a maior parte das responsabilidades domésticas e lidam de forma mais próxima com os impactos da falta de infraestrutura, desde problemas com abastecimento até exposição a ambientes insalubres, de acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico em 2026. Em Atibaia, o avanço da cobertura passa por iniciativas recentes de mapeamento das conexões domiciliares. Desde março, a concessionária atua nos bairros Jardim Suely, Jardim Colonial, Parque São Pedro, Jardim Kanimar e Jardim dos Pinheiros, com visitas técnicas que identificam ligações existentes e viabilizam o direcionamento correto dos efluentes à rede pública. A ação integra o plano de expansão do sistema, com impacto direto na saúde coletiva e na preservação ambiental. O reflexo aparece na saúde das crianças. Sem coleta e tratamento adequados, cresce a incidência de infecções, parasitoses e doenças de veiculação hídrica, o que compromete o desenvolvimento infantil e interfere na rotina escolar e familiar. Além do impacto imediato, o problema perpetua desigualdades. Estudo do Instituto Trata Brasil, divulgado em 2026, aponta que a universalização do saneamento pode reduzir atrasos escolares e ampliar oportunidades futuras, especialmente entre meninas. “Ampliar o acesso ao esgotamento sanitário representa proteção direta à saúde das famílias. A estrutura adequada reduz a incidência de doenças, diminui afastamentos escolares e garante mais estabilidade na rotina doméstica. Esse avanço fortalece a prevenção, amplia a qualidade de vida e assegura um ambiente mais seguro para o crescimento das crianças”, afirma Mateus Banaco, diretor-geral da Atibaia Saneamento. Sobre a Atibaia Saneamento: A empresa atua, desde 2013, por meio de um contrato de Parceria Público-Privada com duração de 30 anos junto a Saneamento Ambiental de Atibaia (SAAE). A empresa é responsável pelo sistema de esgotamento sanitário da cidade, atendendo cerca de 110 mil pessoas. Com investimentos contínuos, atua com mais de 120 colaboradores para expansão do sistema de esgoto a partir da instalação de novas ligações, implantação de redes de coleta, substituição e remanejamento da rede existente, entre outros serviços, com o objetivo de universalizar o acesso da população à coleta e tratamento do efluente. Desde 2017, faz parte do Grupo Iguá. Sobre a Iguá Saneamento: A Iguá Saneamento é uma das maiores empresas do setor de saneamento no Brasil, com operações em 121 municípios de seis estados: Alagoas, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe. A empresa presta serviços de saneamento básico que beneficiarão aproximadamente 6 milhões de pessoas nas áreas atendidas, por meio de concessões e parcerias público-privadas. A companhia é signatária do Pacto Global da ONU e atua nos Movimentos 2030, com foco na segurança hídrica, redução de emissões de CO₂ e aumento da diversidade na liderança. Saiba mais em www.igua.com.br.

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Dia das Mães

Dia das Mães: como escolher um presente com mais significado, segundo a Astrologia

Na hora de escolher um presente de Dia das Mães, muita gente acaba indo pelo caminho mais seguro: flores, perfumes, chocolates, roupas ou um almoço especial. Nada disso é errado, mas, segundo a Astrologia, o presente ganha outro peso quando conversa com a forma como cada pessoa percebe afeto, cuidado e reconhecimento. De perfumes sofisticados a viagens inesperadas, passando por cartas emocionantes e experiências diferentes: a Astrologia pode ajudar a entender o que realmente faz cada mãe se sentir amada no Dia das Mães. Segundo os astrólogos Wladimir Barros e Emily Rosa, do Astrolink, mais do que o valor material, o presente ideal é aquele que conversa com a essência emocional de cada signo. “A forma como cada mãe percebe o amor muda bastante de acordo com sua personalidade astrológica. Algumas valorizam conforto, outras reconhecimento, liberdade, afeto ou originalidade. Quando o presente toca essa necessidade emocional, ele ganha um significado muito maior“, explicam. Os especialistas destacam que o mapa astral completo é sempre importante, mas o signo solar já revela tendências interessantes sobre desejos, linguagem afetiva e aquilo que faz cada mãe se sentir verdadeiramente especial. A ideia não é reduzir nenhuma mãe ao signo, mas usar a Astrologia como um ponto de partida criativo para escolher algo menos automático e mais alinhado à personalidade de quem será presenteado. O que cada mãe realmente quer ganhar no Dia das Mães? Áries: algo que reacende a vidaMães arianas costumam amar experiências cheias de energia, movimento e intensidade. Uma experiência diferente, um jantar animado, uma viagem curta, um passeio ao ar livre, spas ativos, roupas ousadas, perfumes marcantes ou algo ligado a esporte e movimento pode funcionar melhor do que um presente excessivamente previsível e pode conquistá-las. “Mais do que receber algo bonito, essa mãe gosta de se sentir forte, admirada, vibrante, sentir que ainda há vida e desejo e aventura circulando ao redor dela“, afirmam os astrólogos. Touro: conforto, prazer e aconchego Para mães taurinas, o presente precisa ter presença. Não basta ser bonito: ele precisa agradar aos sentidos, ter qualidade, conforto ou algum tipo de permanência. Perfumes sofisticados, flores bem escolhidas, chocolates finos, uma massagem, mantas macias, uma peça de decoração, objetos artesanais de qualidade, um item de uso pessoal mais refinado têm tudo para agradar as mães taurinas. “Touro percebe amor pelo cuidado material. Textura, aroma, sabor, conforto e qualidade fazem diferença“, explicam. Gêmeos: novidade e surpresa, um presente que abra assuntos Livros, cursos, gadgets, experiências diferentes, assinaturas, experiências culturais, passeios inesperados ou até uma carta bem escrita podem ter grande efeito. Presentes criativos combinam com mães geminianas, que costumam se encantar com aquilo que estimula a mente, desperta curiosidade ou cria conversa. “Gêmeos ama o estímulo mental e a sensação de descoberta. O presente para Gêmeos não precisa ser o mais caro, mas precisa ter alguma graça, inteligência ou novidade. Algo que gere troca já começa a funcionar antes mesmo de ser usado“, dizem os astrólogos. Câncer: memória, vínculo e cuidado Mães cancerianas tendem a valorizar presentes carregados de significado emocional. Álbum de fotos, uma carta sincera, jóias simbólicas, cafés da manhã na cama, momentos em família e uma lembrança de viagem ou qualquer gesto que mostre memória afetiva pode emocionar profundamente e costumam ter um impacto profundo. “Câncer gosta de sentir que o amor foi lembrado. Um presente simples, quando carrega história, pode ter muito mais impacto do que algo caro e impessoal. Elas querem sentir que o amor delas foi percebido e retribuído“, comentam os especialistas. Leão: a beleza de ser celebrada e exaltada Mães leoninas tendem a gostar de presentes que venham acompanhados de reconhecimento. Flores exuberantes, perfumes clássicos, experiências VIP, joias, um almoço preparado com capricho e homenagens especiais fazem os olhos das leoninas brilharem. “Leão gosta de se sentir importante para quem ama. O presente funciona melhor quando vem junto com uma demonstração clara de admiração e celebração. Ela quer sentir que ocupa um lugar importante na vida das pessoas que ama“, afirmam. Virgem: quando o cuidado aparece nos detalhes Mães virginianas geralmente valorizam presentes úteis, bem pensados e escolhidos com atenção. Kits de autocuidado, planners, utensílios de casa, rotina, saúde, bem-estar ou qualquer coisa que resolva uma necessidade real podem agradar bastante. “Virgem se emociona quando percebe que alguém observou sua vida com atenção. O detalhe importa porque mostra cuidado, o que emociona é perceber que alguém realmente observou suas necessidades com carinho e atenção“, explicam. Libra: delicadeza, beleza e bom gosto Para as mães librianas, a estética do presente conta muito. Perfumes, maquiagem, flores, roupas elegantes, peças de decoração,  experiências gastronômicas ou culturais e itens visualmente harmoniosos tendem a ter boa recepção. “Libra valoriza beleza, equilíbrio e gentileza. A forma como o presente é entregue pode ser tão importante quanto o presente em si, pois o cuidado visual importa bastante!“, afirmam. Escorpião: algo que pareça só dela Mães escorpianas costumam preferir presentes menos óbvios e mais significativos. Elas tendem a valorizar aquilo que carrega intenção. Perfumes intensos, cartas sinceras, livros marcantes, jóias simbólicas, artigos místicos e experiências transformadoras podem tocar profundamente esse signo. “Escorpião gosta de sentir verdade emocional e consegue perceber quando houve envolvimento real na escolha. O presente precisa parecer pensado, não comprado no automático“, dizem os astrólogos. Sagitário: um convite para ampliar seu mundo Mães sagitarianas costumam gostar de presentes que tragam liberdade, descoberta e movimento. Viagens, passeios, experiências gastronômicas, cursos, itens de aventura ou qualquer coisa que abra uma nova possibilidade pode funcionar muito bem com elas. “Sagitário valoriza aquilo que amplia horizontes e faz sentir que a vida está em movimento. Sagitarianas se sentem amadas quando percebem que a vida ainda pode ser muito mais, portanto, presentes que criam experiências costumam falar mais alto para esse signo“, explicam. Capricórnio: reconhecimento, sofisticação e respeito pela história construída Para as mães capricornianas, presentes duráveis, elegantes e de boa qualidade costumam ter mais força. Relógios, bolsas clássicas, itens premium, presentes duráveis, itens profissionais, peças sofisticadas ou objetos que reconheçam sua trajetória costumam agradar as mães de Capricórnio. Cartas reconhecendo sua

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Fernanda Gabriela e Viviane Moi Kikugawa

Abril mês de Conscientização ou de Ação? 💙🧩💙

Por: Fernanda Gabriela e Viviane Moi Kikugawa Abril é amplamente conhecido como o mês de Conscientização do Autismo. 🧩💡 Durante esse período, vimos campanhas, publicações nas redes sociais e ações simbólicas que buscam informar a sociedade sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Mas, diante de tantos discursos e visibilidade momentânea, surge uma pergunta essencial: Apenas conscientizar é suficiente ou precisamos, de fato, agir? 🤔🤔🤔 A conscientização é, sem dúvida, um passo importante. Ela rompe preconceitos, amplia o conhecimento e ajuda a construir uma sociedade mais empática 🤝🥰. Quando as pessoas entendem melhor o autismo, tornam-se mais preparadas para respeitar as diferenças e acolher as singularidades de cada indivíduo💬🗨️🗯️💭. No entanto, a conscientização, por si só, não transforma realidades concretas🫤. Agir sobre o autismo significa ir além das palavras e das campanhas pontuais. É garantir acesso a diagnósticos precoces, intervenções de qualidade, inclusão escolar efetiva e oportunidades reais de participação social. É preparar escolas, capacitar profissionais, apoiar famílias e construir políticas públicas que não fiquem apenas no papel. 📝⏱️ Agir é transformar conhecimento em prática.🏃‍♀️🧩💙 Abril, portanto, não deveria ser apenas um mês de visibilidade , mas um ponto de partida para atitudes contínuas ao longo de todo o ano. Mais do que iluminar monumentos de azul 🩵ou compartilhar informações👩🏼‍🏫 é preciso promover mudanças estruturais e comportamentais que impactem diretamente a vida das pessoas autistas. Conscientizar é importante. Mas agir é indispensável.✔️😉 É na ação que a inclusão deixa de ser um ideal e passa a ser uma realidade.🤜💥🩵 Precisando de mais Ação sobre TEA e Inclusão? Podemos te ajudar! Entrem em contato conosco 📱11 97345-5045 ! Juntos faremos a real diferença! 🩵🧩💙 Fernanda Gabriela: Mestra em intervenção psicológica do desenvolvimento; neuropsicopedagoga; pós-graduada em gestão escolar, ABA, especialista em educação inclusiva; pós-graduanda em gestão em políticas públicas.   Professora universitária, conteudista e palestrante.  Coautora do livro A arte de educar.  Influencer educacional e consultora educacional. Viviane Moi Kikugawa: é neuropsicopedagoga, psicopedagoga, pedagoga, especialista em neurodesenvolvimento infantil e analista do comportamento em formação. Atua há 25 anos na área da Educação, sendo os últimos 8 anos com atuação no Japão; proprietária da Neuro Kids Japão/Brasil, localizada no Centro de Atibaia. LEIA TAMBÉM: É necessário muito diálogo e criticidade na inclusão

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medicina urbana, faculdade de medicina

Como a medicina urbana está mudando o conceito de cuidado

Por que entender o território e a realidade social do paciente tornou-se tão vital quanto o diagnóstico clínico para os novos médicos A saúde de uma pessoa não é determinada apenas por sua genética, mas também pelo lugar onde ela vive, trabalha e envelhece. Em grandes centros urbanos, essa realidade se torna ainda mais evidente: fatores como mobilidade, acesso a serviços básicos, qualidade do ar e até segurança impactam diretamente o bem-estar da população. É nesse contexto que surge o conceito de medicina urbana, também chamado por especialistas de “medicina de território”. Essa abordagem propõe uma mudança importante: o profissional de saúde deixa de olhar apenas para sintomas e exames e passa a considerar o ambiente social e urbano como parte essencial do cuidado. A saúde além dos exames: o que os dados sociais revelam A medicina tradicional sempre se baseou em sinais clínicos e exames laboratoriais para chegar a diagnósticos.  No entanto, estudos recentes mostram que os chamados determinantes sociais da saúde, como renda, moradia, educação e acesso a transporte têm impacto direto no desenvolvimento de doenças. O impacto do ambiente urbano no estresse e em doenças crônicas Viver em grandes cidades pode significar exposição constante ao estresse. Longos deslocamentos, poluição sonora e insegurança contribuem para o aumento de problemas como ansiedade, hipertensão e doenças cardiovasculares. Além disso, a falta de áreas verdes e espaços de lazer limita práticas saudáveis, como atividade física regular, o que também influencia o surgimento de doenças crônicas. Como a poluição, o transporte e o lazer influenciam o prontuário médico A qualidade do ar, por exemplo, está diretamente ligada a problemas respiratórios. Já a dificuldade de acesso ao transporte pode atrasar consultas e tratamentos, agravando quadros clínicos simples. Esses fatores, antes vistos como externos à medicina, passam agora a integrar o prontuário do paciente, ampliando a compreensão sobre sua condição de saúde. O médico como um articulador social Diante desse novo cenário, o papel do médico também evolui. Mais do que diagnosticar e tratar, ele passa a atuar como um articulador entre o paciente e a realidade em que ele está inserido. A importância de conhecer a rede de apoio local e as políticas públicas Conhecer a rede de apoio disponível como unidades básicas de saúde, programas sociais e iniciativas comunitárias permite ao médico orientar melhor seus pacientes. Essa atuação integrada aumenta a efetividade do tratamento, já que considera as limitações e possibilidades reais de cada pessoa. Do atendimento individual ao impacto coletivo: prevenindo surtos no bairro A medicina urbana também amplia o olhar para o coletivo. Ao identificar padrões em uma comunidade, como aumento de doenças respiratórias ou infecciosas, o profissional pode atuar de forma preventiva. Isso transforma o cuidado individual em uma estratégia de saúde pública, reduzindo riscos e melhorando a qualidade de vida de bairros inteiros. A prática clínica em cenários reais e diversos Para que esse modelo funcione, é fundamental que a formação médica acompanhe essa mudança de perspectiva. O aprendizado precisa ir além da teoria e do ambiente hospitalar. O aprendizado fora do laboratório: a riqueza do contato com a comunidade Essa nova visão da prática médica exige que as instituições de ensino também saiam da teoria tradicional e mergulhem na realidade das cidades.  A Unisa, por exemplo, tem sido protagonista ao formar profissionais que compreendem essa conexão entre o cuidado clínico e o ambiente urbano, preparando médicos capazes de atuar com excelência técnica dentro dos desafios de saúde que as grandes cidades apresentam hoje. O contato direto com comunidades permite ao estudante desenvolver sensibilidade social, compreender diferentes contextos e adaptar sua prática à realidade dos pacientes. Por que a vivência em diferentes realidades sociais acelera o amadurecimento do aluno A experiência em cenários diversos contribui para o desenvolvimento de habilidades que vão além do conhecimento técnico, como empatia, comunicação e tomada de decisão. Esse amadurecimento é essencial para formar profissionais preparados para lidar com a complexidade da saúde urbana. Tecnologia a serviço da saúde pública brasileira A tecnologia também desempenha um papel fundamental na consolidação da medicina urbana, permitindo ampliar o acesso e melhorar a gestão de dados. O uso de dados demográficos para planejar ações de saúde preventiva O cruzamento de dados demográficos e epidemiológicos permite identificar áreas com maior vulnerabilidade e direcionar políticas públicas de forma mais eficiente. Com isso, é possível antecipar problemas e atuar de forma preventiva, reduzindo a sobrecarga do sistema de saúde. Telemedicina como ponte para levar especialistas a regiões periféricas A telemedicina tem sido uma aliada importante nesse processo, especialmente em regiões onde há escassez de especialistas. Por meio de atendimentos remotos, pacientes conseguem acesso mais rápido a diagnósticos e orientações, reduzindo desigualdades no atendimento. Formação médica com olhar na realidade social A transformação da medicina urbana exige uma mudança profunda na formação dos profissionais de saúde. O conhecimento técnico continua sendo essencial, mas não é mais suficiente por si só. A valorização de profissionais que sabem dialogar com todas as camadas da população O mercado passa a valorizar médicos capazes de compreender diferentes contextos sociais e se comunicar de forma clara com pacientes de diferentes perfis. Essa habilidade fortalece o vínculo entre médico e paciente, aumentando a adesão ao tratamento e melhorando os resultados clínicos. A medicina urbana representa uma evolução importante na forma de cuidar da saúde, ao integrar fatores sociais, ambientais e tecnológicos no processo de diagnóstico e tratamento. O entendimento de que a saúde de um indivíduo está diretamente ligada ao ambiente em que ele vive é o pilar da educação médica moderna; por isso, ao escolher uma faculdade de medicina que valorize essa integração com o cenário urbano, o estudante se prepara para atuar de forma muito mais assertiva, humana e conectada aos desafios reais das grandes cidades.

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Governo de SP anuncia investimento de R$ 359,7 milhões

SP Pra Toda Obra: Governo de SP anuncia investimento de R$ 359,7 milhões em rodovias da região de Campinas

O novo pacote estadual tem total de R$ 2 bilhões em investimentos A região de Campinas vai receber R$ 359,7 milhões em novas obras viárias do programa SP Pra Toda Obra. Os recursos serão aplicados em 9 cidades, com intervenções em rodovias concedidas e estradas estaduais e vicinais administradas pelo DER-SP. O anúncio foi feito pelo governador Tarcísio de Freitas durante balanço realizado nesta terça-feira (5), no Palácio dos Bandeirantes, data em que o SP Pra Toda Obra completa um ano. O novo pacote estadual tem total de R$ 2 bilhões em investimentos. O SP Pra Toda Obra já alcança em sua totalidade R$ 144,6 bilhões em verba pública e privada, em 4,3 mil obras em todo o estado. O valor total do programa em Campinas alcança R$ 17 bilhões e 610 obras. Na região de Campinas, o pacote inclui R$ 300,4 milhões em obras em rodovias concedidas e R$ 59,2 milhões em vias do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP). Veja as cidades beneficiadas em rodovias concedidas e vias do DER-SPOs recursos do novo pacote atendem 9 municípios da região de Campinas. Confira as obras autorizadas em cada frente de investimento: Rodovias concedidas Vias do DER-SP Recapeamento e linha de crédito O pacote anunciado nesta terça-feira inclui R$ 200 milhões disponibilizados pela Desenvolve SP por meio da Linha Emergencial de Recape, novo crédito oferecido pela agência de fomento estadual. O financiamento é voltado a municípios que precisam recuperar ruas e avenidas danificadas, especialmente após o período de chuvas. As prefeituras terão condições facilitadas de financiamento, com prazo de até 72 meses, carência de até 12 meses e suporte técnico especializado para estruturação dos projetos até a liberação dos recursos. Outros R$ 200 milhões serão aplicados diretamente pelo Governo do Estado no recapeamento de estradas, via convênios com 16 cidades na Grande São Paulo, no Vale do Ribeira e na região administrativa de Presidente Prudente. 1 ano de SP Pra Toda Obra O SP Pra Toda Obra, maior programa de infraestrutura viária da história do estado, registrou em seu primeiro ano R$ 144,6 bilhões em investimentos públicos e privados. São 61,8 mil quilômetros de rodovias, o equivalente a uma volta e meia na Terra. Em um ano, o total de intervenções alcançou 4.300 obras públicas e privadas. O programa abrange projetos até 2055, consolidando ações estratégicas de política de Estado em longo prazo. O avanço vem acompanhado de importantes marcos para a mobilidade em São Paulo, como a primeira etapa do trecho norte do Rodoanel Mário Covas, obra retomada nesta gestão após seis anos de paralisação, e novas concessões, como a Rota Mogiana e o Lote Novo Litoral. Outro grande projeto incorporado ao SP Pra Toda Obra é o Túnel Santos-Guarujá, obra aguardada há mais de 100 anos pelos moradores da Baixada Santista que finalmente vai sair do papel, com investimento estimado em R$ 6,8 bilhões. Entre as obras, há iniciativas do DER (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo) e das concessionárias reguladas pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo). O programa abrange obras concluídas a partir de 2023, intervenções em andamento e as futuras a serem iniciadas.

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Cannabis medicinal, Claudia de Lucca Mano

Cannabis medicinal: avanço regulatório ou nova camada de incerteza?

Por: Claudia de Lucca Mano A ampliação do acesso à cannabis medicinal no Brasil ganhou um novo capítulo. A entrada em vigor da RDC nº 1.015/2026, em 4 de maio de 2026, reorganiza o regime de autorização sanitária, prescrição, dispensação e controle desses produtos, com impacto direto sobre farmácias, prescritores e pacientes. Mais do que uma atualização normativa, trata-se de um movimento coordenado de reestruturação do sistema, que passa a dialogar com outros dois eixos igualmente relevantes: a digitalização da prescrição por meio da RDC nº 1.000/2025 e a reorganização das listas da Portaria SVS/MS nº 344/1998, atualmente em discussão na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A nova norma substituiu a RDC nº 327/2019, que não apenas restringiu, mas efetivamente proibiu a atuação do setor magistral com cannabis, produzindo um dos maiores ciclos de judicialização já observados na vigilância sanitária recente. A vedação afastou as farmácias de manipulação de um mercado em expansão e transferiu para o Judiciário a solução de demandas que não encontravam resposta no modelo regulatório vigente. Esse cenário é determinante para compreender a mudança promovida pela RDC nº 1.015/2026. A nova norma não surge apenas como evolução técnica, mas como reação institucional a um modelo que se mostrou, na prática, insustentável. A substituição não elimina, contudo, todas as tensões. A RDC nº 1.015 reposiciona o magistral dentro do sistema, mas o faz por meio de uma autorização condicionada. Ao admitir a possibilidade de utilização de fitofármaco de canabidiol como insumo farmacêutico ativo, a norma abre espaço para a atuação das farmácias de manipulação, mas subordina essa atuação à edição de regulamentação específica. Cria-se, assim, uma zona intermediária, na qual a proibição expressa desaparece, mas a operacionalização plena ainda não se concretiza. Essa construção funciona como uma vírgula regulatória, que interrompe a vedação anterior sem, contudo, estabelecer um regime definitivo. Mesmo nesse cenário, o mercado já responde. Observa-se a retomada do interesse pelo setor magistral, com farmácias reavaliando sua capacidade técnica, buscando fornecedores e revisitando protocolos internos. Trata-se de um movimento concreto, que não aguarda a regulamentação futura para se iniciar. O setor antecipa a norma, o que evidencia que a capacidade operacional já existe e que a questão central não é técnica, mas regulatória. Paralelamente, a RDC nº 1.000/2025 introduz a prescrição eletrônica para substâncias sujeitas a controle especial, reduzindo entraves operacionais históricos e ampliando a eficiência do sistema. No contexto da cannabis medicinal, esse fator assume papel estruturante, ao permitir maior fluidez na relação entre prescritores, pacientes e farmácias, especialmente em tratamentos de uso contínuo. Ao mesmo tempo, a Anvisa avança na reorganização das listas da Portaria nº 344/1998, cuja deliberação está prevista para esta semana, inclusive com discussão sobre a dispensa de Análise de Impacto Regulatório. A minuta em análise indica a manutenção de substâncias mais complexas em regimes mais restritivos, ao passo que o canabidiol isolado permanece submetido a regime diferenciado. Essa diferenciação revela um ponto técnico relevante. O canabidiol já se encontra enquadrado na Lista C1, sujeito à Receita de Controle Especial, enquanto outras substâncias relacionadas à cannabis tendem a permanecer sob regimes mais rigorosos, como aqueles associados à Lista A3. A consequência é a fragmentação da cannabis dentro do próprio sistema de controle especial, passando-se a regular não mais a planta em si, mas a sua composição molecular. Trata-se de uma escolha regulatória que, embora coerente com critérios farmacológicos, introduz complexidade adicional na operacionalização do sistema. Nesse contexto, impõe-se a discussão sobre a real necessidade de regulamentação específica para o setor magistral. O ordenamento sanitário brasileiro já dispõe de arcabouço normativo robusto para a manipulação de substâncias sujeitas a controle especial, especialmente por meio da RDC nº 67/2007. Farmácias de manipulação operam, há décadas, com substâncias de elevada complexidade terapêutica, como morfina, lisdexanfetamina e diversos hormônios, todas submetidas à Portaria nº 344/1998, sem que se exija regulamentação específica por molécula. A lógica regulatória sempre foi baseada em risco, controle de processo, rastreabilidade e responsabilidade técnica, e não na criação de regimes autônomos para cada substância. Ao condicionar a atuação do magistral a uma norma futura, a RDC nº 1.015 introduz um elemento de incerteza que não se verifica em outros segmentos igualmente sensíveis do ponto de vista sanitário. Esse movimento pode ser interpretado como tentativa de aproximação do modelo magistral a parâmetros típicos do regime de medicamentos industrializados, o que, a depender da forma como vier a ser implementado, pode gerar restrições práticas ao funcionamento do setor. Esse movimento regulatório ainda não está encerrado. Na 7ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada da Anvisa, prevista para esta semana, está pautada a deliberação sobre a reorganização das listas da Portaria SVS/MS nº 344/1998, inclusive com discussão sobre a dispensa de Análise de Impacto Regulatório para a proposta. Esse movimento não é isolado, mas resposta direta ao julgamento do IAC 16 pelo STJ, que reorientou o debate regulatório sobre a cannabis no Brasil, tanto que o novo marco normativo de 2026 passa a incorporar de forma explícita a discussão sobre cultivo, abrindo uma frente regulatória inédita com potencial impacto não apenas para o segmento medicinal, mas também para o setor agro. A reorganização promovida pela RDC nº 1.015, combinada com a prescrição eletrônica e com a revisão da Portaria nº 344/1998, aponta, em tese, para um sistema mais integrado e funcional. No entanto, a manutenção de condicionantes regulatórios específicos para o mercado de farmácias magistrais cria uma tensão interna nesse modelo. De um lado, há um movimento de simplificação e modernização. De outro, a introdução de novas camadas de controle para um setor que já opera sob rigoroso regime sanitário. O momento atual não é apenas de mudança normativa, mas de definição de paradigma. A questão central deixa de ser a existência de autorização formal e passa a ser a forma como o sistema reconhecerá, ou não, a capacidade já instalada das farmácias de manipulação. A escolha regulatória que se seguirá determinará se a RDC nº 1.015 representará, de fato, uma ampliação do acesso à cannabis medicinal ou apenas uma reconfiguração

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Ivo Ricardo Lozekam

CUSTEIO OU SIMPLIFICADA? Como recuperar o ICMS em São Paulo antes dele ser extinto pela Reforma Tributária.

Por: Ivo Ricardo Lozekam Neste artigo vamos tratar das modalidades de apropriação do crédito acumulado de ICMS em São Paulo.   O ICMS existirá até 2032, e os saldos credores existentes, a partir de 2033 poderão, ser compensados com o IBS em até 240 parcelas. (LC 214/25 e LC 227/26). Desde que previamente homologados nos últimos 5 anos. (2029).  REFORMA TRIBUTÁRIA – PROMESSA DE COMPENSAÇÃO DE 2033 A 2053 Para não esperar até 2033, e ainda se submeter a 20 anos de compensação que terminariam de 2053, HOJE em 2026 a Fazenda Estadual Paulista já permite a homologação dos últimos cinco anos (a partir de 2029). O Brasil tem um histórico de promessas de não cumulatividade não cumprida, basta olharmos a Lei Kandir, LC 87/1996, que previa o crédito amplo ao material de consumo, o qual foi prorrogado pela LC 171/2019 para entrar em vigor em 2033, (37 anos depois) justamente ano em que o ICMS será extinto. Após homologado, ou apropriado, mediante o saldo credor de ICMS passa a se chamar crédito acumulado passa a equivaler a dinheiro na conta corrente fiscal do sistema e-CredAc da SEFAZ SP.  (Portaria SRE 65/2023, Portaria CAT 83/2009 e CAT 207/2009) SEM “FURA FILA” Trata-se de processo administrativo fiscal, que envolver o envio dos arquivos digitais e a instrução de processo administrativo, com peticionamento demonstrando as operações geradores de crédito e o respectivo enquadramento legal dentro do Regulamento do ICMS. O processo conduzido de acordo com as regras do ICMS, leva em média 12 a 24 meses para seu deferimento, dependendo do volume de trabalho do posto e da delegacia tributária ao qual o contribuinte estiver subordinado. MODALIDADE SIMPLIFICADA Prevista na Portaria CAT 207/2009, a modalidade simplificada propicia o cálculo do crédito acumulado com base nas vendas da empresa, as hipóteses previstas no Art. 71 do RICMS.  Com a informação das vendas e mais duas variáveis, O IVA (Índice de Valor Agregado) e o PMC (Percentual Médio de Crédito), é realizado o cálculo do crédito acumulado passível de ressarcimento.  Esta modalidade possui um limite mensal de 10.000 (Ufesp), hoje equivalentes a R$ 384.200,00 de crédito mensal, chegando a R$ 23.052.000,00 em cinco anos.  Muitas vezes o IVA, não reflete o custo realmente praticado na empresa, pois é oriundo de uma tabela da SEFAZ com base no CNAE daqueles contribuintes.  Há também a possiblidade de calcular o IVA próprio contraponto o IVA da Fazenda.  ESTRATÉGIA  Uma boa estratégia é iniciar os procedimentos de apropriação na Modalidade Simplificada. Como o nome já sugere, trata-se de apuração mais rápida e consequentemente com deferimento mais célere. Pois utiliza somente os dados de vendas, não entrando no mérito de compras, estoque e produção. Além do que já propicia o que chamamos de deferimento do mérito do pedido, ou seja, obtém-se uma aprovação das operações da empresa geradoras de crédito acumulado e seu enquadramento no Regulamento do ICMS. A opção inicial pela modalidade Simplificada, e caso esta não contemple a apropriação todo o saldo credor de ICMS apurado na escrita fiscal, permite a migração para a modalidade Custeio, buscando nesta última o complemento. Outra vantagem de iniciar-se a operação pela apuração Simplificada, é a interrupção da prescrição.  O fato de ser possível apropriar-se do crédito somente dos últimos 60 meses, muitas vezes gera uma corrida contra o tempo.  Em janeiro de 2026, pode ser solicitada a apropriação do crédito acumulado a partir de janeiro de 2021.   Em maio de 2026 pode-se retroagir a maio de 2021, em janeiro 2027, poder-se á retroagir apenas a 2022 e assim sucessivamente.   Uma vez iniciados os pedidos de apropriação pela modalidade Simplificada esta prescrição é interrompida, possibilitando posteriormente, mesmo transcorridos os cinco anos do pedido em relação ao mês de apuração, solicitar o pedido de complemento do valor pela modalidade Custeio. A MODALIDADE DE CUSTEIO A modalidade denominada Custeio de apropriação do crédito acumulado de ICMS das empresas junto a Fazenda Estadual Paulista, está prevista na Portaria da SEFAZ SP CAT 83 de 2009 e prevista no Artigo 72-A do RICMS 2000, tem como premissa identificar o custo e o correspondente imposto relativo a entrada de mercadorias e insumos relativos a estas entradas. Trata-se da apuração mensal do custo médio das matérias primas, passando para os produtos em fase de elaboração, assim como o custo da mercadoria vendida, com a finalidade de apurar o custo médio e finalmente o crédito acumulado gerado, passível de apropriação. O aspecto positivo desta sistemática é que permite recuperar integralmente o Crédito de ICMS, sem limitação de valores, registrado na escrita fiscal da empresa. Exceto o crédito referente a estoque e operações não previstas no Artigo 71 do Regulamento do ICMS. O aspecto negativo fica por conta da complexidade das regras. Assim, como no processo simplificado, para instrução do processo administrativo se faz necessário compor o arquivo digital nos moldes exigidos pela SEFAZ, que deverá ser transmitido e validado no sistema e-CredAc. Este arquivo deverá demonstrar o custo do ICMS de cada item comercializado de forma individualizada, em cada mês de competência gerador do crédito acumulado.   Para uma empresa comercial se trata da composição do estoque inicial individualizado no mês, acrescendo as compras, diminuindo-se as vendas e chegando ao novo inventário físico no final do mês, que será transportado para o mês seguinte e assim sucessivamente.   A mesma lógica se aplica a empresa industrial, devendo informar mensalmente as entradas de matéria prima, e suas transformações, ao longo do processo produtivo, nos seus diversos estágios, seja produto elaborado, semielaborado, e produto pronto.  Em outras palavras se trata um raio-x da posição do estoque da fábrica a cada mês. No caso da fábrica ou indústria, todas as transformações da matéria prima em produto acabado deverão ser informadas para fins de cálculo do custo e do ICMS, que compôs o produto final vendido. A modalidade de Custeio de apropriação do crédito acumulado de ICMS diferencia-se do processo de custeio convencional pelo fato de admitir somente os ustos incorridos que foram informados no Livro Registro de Entradas, à

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Fernanda Gabriela e Viviane Moi Kikugawa

É necessário muito diálogo e criticidade na inclusão

Por: Fernanda Gabriela e Viviane Moi Kikugawa Olá queridos leitores, todos bem?Precisamos falar sobre Inclusão ( ? ) Ela vem ocupado um espaço cada vez mais central nos debates educacionais, sociais e políticos ( principalmente em anos de eleição) não é mesmo? 🗣⚠️ Muito além de um conceito abstrato ou de uma tendência da moda, ela se apresenta como um princípio fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa ( ou assim deveria ser)🤔. No entanto, discutir inclusão exige mais do que 💡boas intenções: requer um olhar crítico capaz de questionar práticas superficiais e revelar contradições presentes no cotidiano. Em muitos contextos, a inclusão é tratada como sinônimo de inserção, ou seja, colocar indivíduos em determinados espaços sem garantir, de fato, sua participação plena🫤 o que não é nem de longe o ideal… Nas escolas 🏫 por exemplo, matricular estudantes com deficiência em turmas regulares 🤷🏼‍♀️ não garante que eles estejam aprendendo ou sendo respeitados em suas singularidades🙅‍♂️. Da mesma forma, no mercado de trabalho, políticas de cotas podem ser implementadas sem que haja uma cultura organizacional preparada para acolher a diversidade. Isso demonstra que a inclusão, quando não acompanhada de mudanças estruturais, corre o risco de se tornar apenas simbólica e o pior , apenas uma falácia 😒. É nesse ponto que o olhar crítico 🧐 se torna indispensável. Ele permite identificar quando práticas inclusivas são apenas aparentes e não transformadoras ( e está aí a importância do olhar atento do profissional envolvido)🧐📝🧐 Questionar currículos rígidos, metodologias padronizadas e atitudes preconceituosas é fundamental para avançar rumo a uma inclusão real e que seja funcional. Esse olhar também nos convida a refletir sobre nossos próprios comportamentos, reconhecendo que todos, de alguma forma, reproduzimos padrões excludentes ( em nossa fala, nosso comportamento, nossas ideias etc)💭. Além disso, a inclusão deve ser compreendida em sua complexidade. Não se trata apenas de atender pessoas com deficiência, mas de considerar múltiplas dimensões da diversidade, como questões sociais, culturais, étnicas e de gênero. Cada sujeito carrega uma história única, e respeitar essa pluralidade exige sensibilidade, escuta e disposição para aprender continuamente👣👣 Portanto, promover a inclusão não é uma tarefa simples nem imediata 🎯. É um processo que demanda compromisso coletivo, revisão de práticas e, sobretudo, uma postura crítica diante das desigualdades. Somente assim será possível construir ambientes verdadeiramente inclusivos, nos quais todas as pessoas tenham oportunidades reais de participação, desenvolvimento e pertencimento 🧩🎗. E vocês, o que pensam sobre Inclusão? 🤔 Acreditam que o que temos hoje é suficiente ou temos muito a melhorar? 🕑 Vamos juntos nessa linda e desafiadora missão de educar ( e de incluir) 📚💛 Um grande beijo Fernanda e Viviane! Fernanda Gabriela: Mestra em intervenção psicológica do desenvolvimento; neuropsicopedagoga; pós-graduada em gestão escolar, ABA, especialista em educação inclusiva; pós-graduanda em gestão em políticas públicas.   Professora universitária, conteudista e palestrante.  Coautora do livro A arte de educar.  Influencer educacional e consultora educacional. Viviane Moi Kikugawa: é neuropsicopedagoga, psicopedagoga, pedagoga, especialista em neurodesenvolvimento infantil e analista do comportamento em formação. Atua há 25 anos na área da Educação, sendo os últimos 8 anos com atuação no Japão; proprietária da Neuro Kids Japão/Brasil, localizada no Centro de Atibaia. LEIA TAMBÉM: Inclusão em debate e a necessidade do olhar crítico

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consumo de água

Outono muda consumo de água e reforça alerta sobre esgoto no Brasil

Aproximação de queda nas temperaturas altera hábitos nas residências e evidencia desafios históricos da infraestrutura sanitária A chegada do outono modifica a rotina da população e impacta diretamente o uso da água. Com temperaturas mais amenas, atividades domésticas passam por ajustes, enquanto os sistemas de saneamento exigem adaptação para manter o desempenho diante das variações sazonais. Estudos do Instituto Trata Brasil deste ano indicam que a temperatura influencia diretamente o consumo de água nas residências, com aumento de 24,9% na demanda por abastecimento a cada grau Celsius adicional, o que evidencia a redução no uso durante períodos mais frios. “A quantidade de água consumida na minha residência diminui com a queda de temperatura. O clima mais frio torna algumas atividades menos frequentes. Ao mesmo tempo, quando o tratamento de esgoto ou o escoamento apresentam falhas, a diferença na qualidade de vida é imediata e perceptível”, afirma Matheus Fachine Alves, 21 anos, morador do bairro Atibaia Jardim. Mesmo com a redução no consumo, o cenário nacional ainda exige atenção. Dados do Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados em 2024, indicam que 62,5% dos domicílios brasileiros possuem acesso à coleta de esgoto. Já o Ranking do Saneamento 2025, do Instituto Trata Brasil, aponta que 44,8% da população ainda não possui acesso à coleta, evidenciando lacunas na infraestrutura e desigualdades regionais. A mudança de estação também interfere na dinâmica operacional. A redução no volume de água pode diminuir a velocidade de escoamento nas redes, o que favorece o acúmulo de resíduos e exige ajustes na operação para evitar obstruções e manter a eficiência do sistema. “Cada período do ano impõe desafios específicos para o saneamento. No outono, a redução no consumo altera o fluxo nas redes e exige ajustes na operação para evitar acúmulo de resíduos e garantir o funcionamento adequado do sistema. Ampliar o acesso ao esgotamento sanitário e manter a eficiência das estruturas é essencial para proteger a saúde, preservar o meio ambiente e acompanhar o crescimento das cidades”, afirma Mateus Banaco, diretor-geral da Atibaia Saneamento. Sobre a Atibaia Saneamento: A empresa atua, desde 2013, por meio de um contrato de Parceria Público-Privada com duração de 30 anos junto a Saneamento Ambiental de Atibaia (SAAE). A empresa é responsável pelo sistema de esgotamento sanitário da cidade, atendendo cerca de 110 mil pessoas. Com investimentos contínuos, atua com mais de 120 colaboradores para expansão do sistema de esgoto a partir da instalação de novas ligações, implantação de redes de coleta, substituição e remanejamento da rede existente, entre outros serviços, com o objetivo de universalizar o acesso da população à coleta e tratamento do efluente. Desde 2017, faz parte do Grupo Iguá. Sobre a Iguá Saneamento: A Iguá Saneamento é uma das maiores empresas do setor de saneamento no Brasil, com operações em 121 municípios de seis estados: Alagoas, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe. A empresa presta serviços de saneamento básico que beneficiarão aproximadamente 6 milhões de pessoas nas áreas atendidas, por meio de concessões e parcerias público-privadas. A companhia é signatária do Pacto Global da ONU e atua nos Movimentos 2030, com foco na segurança hídrica, redução de emissões de CO₂ e aumento da diversidade na liderança. Saiba mais em www.igua.com.br.

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São Jorge, Santo Guerreiro.

São Jorge: fé, coragem e devoção marcam o dia do Santo Guerreiro.

Celebrado em 23 de abril, São Jorge é um dos santos mais venerados no Brasil e no mundo. Conhecido como o Santo Guerreiro, ele simboliza força, proteção, coragem e fé, reunindo milhares de devotos em igrejas, procissões e homenagens populares. A história mais conhecida aponta que São Jorge nasceu por volta do ano 280, na região da Capadócia, atual Turquia. Soldado do exército romano, ele se destacou não apenas pela bravura nas batalhas, mas principalmente por sua fidelidade à fé cristã. Durante a perseguição aos cristãos no Império Romano, Jorge se recusou a renunciar à sua crença em Jesus Cristo e, por isso, foi preso e martirizado em 23 de abril de 303, data que passou a marcar sua celebração. A imagem mais popular do santo é a do cavaleiro montado em um cavalo branco, enfrentando um dragão com sua lança. A cena representa a vitória do bem sobre o mal, da fé sobre as adversidades e da coragem diante dos desafios da vida. No Brasil, São Jorge possui uma devoção muito forte, especialmente no estado do Rio de Janeiro, onde o dia 23 de abril é feriado estadual. Missas, procissões, carreatas, queima de fogos e feijoadas fazem parte das celebrações que mobilizam milhares de pessoas todos os anos. Além da tradição católica, São Jorge também é reverenciado nas religiões de matriz africana, em um importante sincretismo religioso. Em muitos estados, ele é associado a Ogum, orixá guerreiro ligado à luta, à proteção e à abertura de caminhos. Para os fiéis, São Jorge representa a esperança de dias melhores, a força para enfrentar batalhas diárias e a proteção contra o mal. Sua devoção atravessa gerações e continua presente na cultura popular, na música, no esporte e na fé do povo brasileiro. Por: Bruno Papini / Jornal Estância de Atibaia LEIA TAMBÉM; Santo Expedito é celebrado em 19 de abril

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