Category: Colunistas

Fernanda Gabriela e Viviane Moi Kikugawa

Páscoa é tempo de criar lembranças.

Por: Fernanda Gabriela e Viviane Moi Kikugawa Olá, queridos! Que delícia recebermos tantos comentários da matéria da semana passada! 🥰🥰🥰 Tudo o que mexe com emoções agrada nossos corações, não é mesmo? De fato, estamos sendo engolidos pelo tempo 🥺! E, seguindo esse embalo, gostaríamos de falar um pouco sobre as lembranças! Na semana passada, foi de uma mãe! Hoje, porém, sobre as memórias afetivas que criamos em nossos filhos! Vocês já pararam para pensar nisso? 🤔 Estamos na Semana Santa: uma data de muitas memórias afetivas! Quem é que não se lembra de ter feito caça aos ovos deixados pelo coelhinho da Páscoa 🐰🪹??? Independentemente da religiosidade, de uma forma geral, somos impactados por todo simbolismo de magia que essa época nos traz, não é mesmo? É lindo acordar no domingo de Páscoa e ver olhinhos curiosos e felizes atrás de rastros do senhor coelho! 🐰🐾🐇🪺 O que gostaríamos de dizer a vocês é que as crianças também se lembrarão disso tudo! Portanto, caprichem nessa caça aos ovos! Caprichem na criatividade e nas memórias que o próximo domingo trará ao seu filho! 🩷 Vocês têm menos de 10Páscoass para fazer iss…. depois serão apenas lembranças! Pensem nisso! 😜 Que vocês tenham uma linda Páscoa em família! 🐰🪺🐇 Com carinho;🩷😘 Fernanda e Viviane! carinho; 🩷 Fernanda Gabriela: Mestra em intervenção psicológica do desenvolvimento; neuropsicopedagoga; pós-graduada em gestão escolar, ABA, especialista em educação inclusiva; pós-graduanda em gestão em políticas públicas.   Professora universitária, conteudista e palestrante.  Coautora do livro A arte de educar.  Influencer educacional e consultora educacional. Viviane Moi Kikugawa: é neuropsicopedagoga, psicopedagoga, pedagoga, especialista em neurodesenvolvimento infantil e analista do comportamento em formação. Atua há 25 anos na área da Educação, sendo os últimos 8 anos com atuação no Japão; proprietária da Neuro Kids Japão/Brasil, localizada no Centro de Atibaia. LEIA TAMBÉM: Tempo realmente voando!! E é sobre isso que falaremos: sobre saudades!

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Rotas do Vinho

Rotas do Vinho de SP ganham nova edição e ampliam presença em regiões produtoras

Com mais de vinte novos destinos, programa fortalece a vitivinicultura paulista e amplia experiências em vinícolas O Governo de São Paulo lançou na quinta-feira (26) a segunda edição do programa Rotas do Vinho de São Paulo. A iniciativa, coordenada pela Casa Civil e pela InvestSP, é desenvolvida pelas secretarias de Agricultura e Abastecimento (SAA), Turismo e Viagens (Setur-SP), Desenvolvimento Econômico (SDE) e Cultura, Economia e Indústrias Criativas. O programa passa a contar com 87 atrativos ligados ao enoturismo, incluindo 22 novos destinos, distribuídos em cinco rotas e 38 municípios paulistas. A nova edição consolida uma política pública estruturada de valorização da vitivinicultura paulista e de fortalecimento do enoturismo como vetor de desenvolvimento regional. O programa contribui para organizar a oferta turística nas regiões produtoras, estimular investimentos em infraestrutura e ampliar a qualificação e a promoção do setor. “O crescimento das Rotas do Vinho é resultado direto do trabalho e da dedicação dos produtores paulistas. São eles que, com inovação e qualidade, vêm consolidando a vitivinicultura no estado e abrindo novas oportunidades para o turismo rural e para o desenvolvimento das regiões produtoras”, afirma o secretário executivo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Alberto Amorim.  Dados do Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), levantados em setembro do ano passado, mostram o impacto direto do programa no setor. Segundo o estudo, 73,7% das vinícolas participantes avaliam os resultados como positivos, enquanto 82% registraram aumento no número de visitantes, com crescimento médio de 27% no fluxo turístico. O gasto médio por visitante é de R$ 204, valor que movimenta diretamente a economia das cidades e das propriedades produtoras de vinho. “Os vinhos paulistas estão cada vez mais competitivos. A produção só aumenta e o reconhecimento dos nossos vinhos já pode ser celebrado mundo afora, resultado de um programa estruturado para o segmento. É fruto de uma parceria entre governo, produtores, sociedade civil e dos nossos turistas, que validam as experiências em vinícolas”, afirma o secretário de Turismo e Viagens, Roberto de Lucena. O fortalecimento do enoturismo também tem impulsionado novos investimentos e oportunidades no interior paulista. O levantamento aponta que 92% das vinícolas já realizaram ou pretendem realizar melhorias em infraestrutura, muitas delas motivadas pelo aumento da demanda turística. O crescimento do fluxo de visitantes também tem refletido na geração de empregos: 67,9% das vinícolas afirmam estar contratando novos funcionários, além de ampliar as experiências oferecidas ao público, como degustações guiadas, passeios pelos vinhedos e eventos culturais e gastronômicos. Ciência, produção e enoturismo A programação do evento também incluiu o Simpósio Internacional Vinho, Saúde e Estilo de Vida, que reuniu médicos e pesquisadores brasileiros e estrangeiros para discutir evidências científicas sobre os efeitos do consumo moderado de vinho. O encontro abordou temas como saúde cardiovascular, nutrição e estilo de vida, reunindo especialistas de instituições nacionais e internacionais. Doutor Ramon Estruch conduziu palestra sobre as evidências e perspectivas de prevenção cardiovascular e bem estar Já na sexta-feira (27) acontece a 1ª Feira do Vinho Paulista, voltada à aproximação entre produtores, profissionais do setor e público convidado, com apresentação de rótulos produzidos em diferentes regiões do estado. “O setor vitivinícola paulista vive um momento de crescimento e reconhecimento. Eventos como o simpósio e a feira fortalecem a conexão entre ciência, produção e turismo, além de ampliar a visibilidade da qualidade dos vinhos produzidos em São Paulo”, afirma a presidente da Câmara Setorial de Viticultura, Vinhos e Derivados do Estado de São Paulo, Célia Carbonari.

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Fernanda Gabriela e Viviane Moi Kikugawa

Tempo realmente voando!! E é sobre isso que falaremos: sobre saudades!

Por: Fernanda Gabriela e Viviane Moi Kikugawa Olá, queridos! Como vocês estão? 🥰🥰 Tempo realmente voando!! E é sobre isso que falaremos: sobre saudades! 🥺🪹 Essa semana viralizou uma propaganda de uma marca de fraldas que rendeu muitos compartilhamentos e lágrimas. Vocês viram em algum lugar? Basicamente, ela traz uma senhora com mais de 80 anos relatando não saber como, mas que acordou no seu corpo de 30 e poucos anos. Junto dessa lembrança, ela descreve momentos em família: do seu filhinho correndo em seus braços, seu marido ainda vivo lavando as louças; a bagunça e sujeira do carro que ela decide não reclamar naquelas lembranças… apenas vivê-las! 🥺🥰🫶 Essa propaganda talvez tenha feito tanto sucesso por justamente “escancarar” o que hoje estamos esquecendo: a brevidade do tempo em família! 👩‍❤️‍👨! Sobre a qualidade das relações; sobre nossas atitudes ou falta delas nos pequenos fragmentos da vida… Estamos vivendo para competir sobre quem tem mais 🏆🏆🏆, quem posta mais momentos felizes, 🥉quem come em mais restaurantes caros. 🥇.. Competimos a maternagem: qual mãe faz academia, treina, malha; leva filho na escola; faz tarefa, cozinha; tem tempo pra si; sai com amigas; passeios a dois com marido; qual mãe deixa se sujar; qual fala mais não, qual fala mais sim… Ufa!!!! 🥴🫩😧🙃🙃🙃 Está na hora de voltarmos, antes que acordemos com 100 anos e não tenhamos memórias dos momentos, mas somente dos “acontecimentos”! Nos diga com sinceridade: se hoje você pudesse retornar a algum lugar do passado, onde seria? 😌 Uma linda semana a todos vocês! Com muito afeto e carinho; Fernanda Gabriela: Mestra em intervenção psicológica do desenvolvimento; neuropsicopedagoga; pós-graduada em gestão escolar, ABA, especialista em educação inclusiva; pós-graduanda em gestão em políticas públicas.   Professora universitária, conteudista e palestrante.  Coautora do livro A arte de educar.  Influencer educacional e consultora educacional. Viviane Moi Kikugawa: é neuropsicopedagoga, psicopedagoga, pedagoga, especialista em neurodesenvolvimento infantil e analista do comportamento em formação. Atua há 25 anos na área da Educação, sendo os últimos 8 anos com atuação no Japão; proprietária da Neuro Kids Japão/Brasil, localizada no Centro de Atibaia. LEIA TAMBÉM: O Ninho vazio e o preparo pro vôo!

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Ivo Ricardo Lozekam

A falência da educação no Brasil.

Por: Ivo Ricardo Lozekam A evolução do ser humano, enquanto ser racional, passa pela aprendizagem. Hoje no Brasil, tanto a nobre tarefa de ensinar quanto a arte de aprender estão passando por uma crise que nos faz andar para trás, nos tornando um país pobre e subdesenvolvido. Hoje passar pelo crivo de um vestibular não é mais preocupação, aprova-se por telefone, basta dispor de 300 reais mensais, e não precisa nem ir todos os dias à faculdade, acessar on-line, quando e se o aluno puder.   ANALFABETISMO EM CURSOS SUPERIORES Dados recentes do Indicador de Analfabetismo Funcional, divulgados em 2025, indicam que 12% dos brasileiros com ensino superior completo, ou incompleto, são considerados analfabetos funcionais. Embora tenham um diploma de graduação ou estejam cursando, apresentam dificuldades significativas em interpretar textos, associar informações e realizar operações matemáticas mais complexas.  Estamos falando de um em cada oito brasileiros com ensino superior brasileiro considerado analfabeto funcional.  FACULDADES DE MEDICINA Dos médicos que atualmente se formam, aqueles profissionais que um dia irão cuidar da saúde de todos nós, menos de 10%, têm plena formação considerada plenamente satisfatória. 96 mil estudantes do último ano do curso de medicina participaram da prova que foi aplicada em 225 cidades em outubro de 2025, pelo MEC, para avaliar os cursos de medicina.  Foram avaliadas 351 instituições de ensino que atuam na formação de profissionais médicos. Destas 107 foram reprovadas e apenas 30, (em 351), obtiveram a nota máxima (5).   ANALFABETISMO NA POPULAÇÃO Segundo o INAF em 2009, o percentual de 28% dos brasileiros era considerado analfabeto funcional.  Em 2026, conseguimos aumentar este percentual para 29%, praticamente 1 em cada 3 brasileiros, que sabem ler uma placa de trânsito, mas não conseguem ler e interpretar um texto como este, quando menos escrevê-lo. Passados 17 anos, estagnamos neste quesito, com evolução zero.  UNIVERSIDADE PARA TODOS Optamos pela faculdade para todos, mas ignoramos milhões de analfabetos, nos ensina Cristovam Buarque, (Revista Veja, 30/01/26, pág. 29).  Para compensar escolas de base deficientes, os governos criaram mecanismos para abrir as portas das universidades.  Hoje passar pelo crivo de um vestibular não é mais preocupação, basta dispor de 300 reais mensais, e não precisa nem ir todos os dias à faculdade, acessar on-line mesmo, muitas vezes quando e se o aluno puder.  POPULISMO ELEITORAL Exibe-se o aumento do número de universitários, como se fossem quilômetros de estradas construídas, mesmo em más condições. Deforma-se o conceito de democracia, ao substituir o direito de todos serem atendidos por um médico qualificado pela ilusão de que todos podem ter um diploma de médico.  MÉRITO INTELECTUAL Mérito intelectual não é privilégio, e sim o reconhecimento de talento, vocação e persistência. Foi-se o tempo, do qual eu fiz parte, onde se trabalhava de dia para pagar seus estudos a noite.  Agora, em mais uma tentativa errônea, tenta-se pagar para o aluno frequentar a escola.  O fechamento de cursos de medicina desperta o risco de médicos despreparados.  Mas continuamos com enfermeiros que não sabem ler a bula do remédio, jornalistas que não sabem escrever adequadamente, engenheiros que não A conhecem os fundamentos da matemática. Resolver este quadro demanda muitos anos, temos outras mazelas, com a de que atualmente 90 milhões de brasileiros, (43% da população) vivem sem coleta de esgoto e incríveis 30 milhões sem acesso à água potável.  O aumento da pobreza está diretamente ligado à deficiência na educação e formação profissional.   A solução para evitar profissionais despreparados e começar a reverter este quadro, é de longo prazo, no mínimo 10 a 20 anos, sendo preciso assegurar educação de base com qualidade, garantindo a todos acesso a escolas com o padrão elevado a exemplo de algumas poucas instituições públicas federais.  Ivo Ricardo Lozekam: Tributarista, diretor da LZ Fiscal Assessoria e Administração Tributária, especialista em ICMS e créditos tributários. Atua como consultor e articulista em veículos como Migalhas, Thomson Reuters e IOB Editora, abordando temas como reforma tributária e guerra fiscal. É membro do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) e da Associação Paulista de Estudos Tributários (APET), sendo referência nacional em gestão e recuperação de créditos fiscais. LEIA TAMBÉM: Reforma Tributária – Transição para cobrança no destino até 2096

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Marcelo Aith

ECA Digital: proteção necessária, eficácia incerta

Por: Marcelo Aith A entrada em vigor do chamado ECA Digital, instituído pela Lei nº 15.211/2025, representa, sem exagero, uma das mais relevantes atualizações do sistema jurídico brasileiro de proteção à infância desde a promulgação do próprio Estatuto da Criança e do Adolescente, em 1990. Trata-se de um movimento normativo inevitável e, em certa medida, tardio, diante da transformação radical das relações sociais promovidas pelo ambiente digital, no qual crianças e adolescentes passaram a ocupar um espaço central, porém profundamente vulnerável. A exposição precoce a conteúdos inadequados, a exploração econômica da imagem infantojuvenil, o aliciamento e a manipulação algorítmica consolidaram um cenário que já não pode ser enfrentado com instrumentos jurídicos concebidos para um mundo analógico. Nesse contexto, a exigência de mecanismos efetivos de verificação etária surge como um dos pilares da nova legislação. Já não se admite, como regra, a simples autodeclaração do usuário, prática que, por anos, transformou qualquer barreira etária em mera formalidade simbólica. O ECA Digital impõe às plataformas a adoção de sistemas tecnicamente confiáveis para aferição da idade, além de vincular contas de menores a responsáveis legais e exigir uma arquitetura digital orientada à proteção desde a concepção. Sob o ponto de vista jurídico, portanto, a regulamentação não apenas era necessária, como se impunha por força do próprio princípio da proteção integral, que exige do Estado uma atuação proativa diante de novas formas de risco. A omissão normativa, nesse cenário, equivaleria a uma forma indireta de negligência institucional. A infância digital, diferentemente da infância tradicional, não está circunscrita ao espaço doméstico ou escolar; é mediada por plataformas globais, algoritmos opacos e interesses econômicos altamente sofisticados. Entretanto, se a necessidade da norma é evidente, sua efetividade prática suscita dúvidas relevantes e talvez o maior desafio não esteja na formulação da regra, mas em sua execução. A exigência de verificação de idade, embora tecnicamente justificável, abre um campo de tensões que envolve, de um lado, a proteção da criança e, de outro, a privacidade e a segurança de dados. Não por acaso, já se observa reação social significativa, com aumento no uso de ferramentas como VPNs para contornar mecanismos de identificação digital. Há, contudo, uma questão ainda mais delicada e estrutural: como evitar que crianças e adolescentes burlem o sistema por meio da inserção de dados falsos? A resposta, ao contrário do que se poderia supor, não é exclusivamente tecnológica. Ainda que soluções como biometria, validação documental ou inteligência artificial possam reduzir fraudes, nenhuma delas é infalível e todas carregam custos elevados, riscos de vazamento de dados e potencial de exclusão digital. O problema, em essência, é comportamental e educacional. A lógica da evasão de regras, especialmente entre adolescentes, é fenômeno conhecido e previsível. A história recente da internet demonstra que toda barreira técnica tende a gerar, em paralelo, mecanismos informais de superação. Nesse sentido, confiar exclusivamente na tecnologia como instrumento de controle pode revelar-se uma ilusão regulatória. A resposta mais consistente parece residir em um modelo híbrido de governança, que combine três dimensões complementares. A primeira é a responsabilidade das plataformas, que devem adotar sistemas proporcionais, auditáveis e minimamente invasivos, como já previsto na própria lei. A segunda é o fortalecimento do papel dos responsáveis legais, com instrumentos reais de supervisão e educação digital e não meramente simbólicos. A terceira, talvez a mais importante, é a formação de uma cultura de uso consciente da tecnologia, capaz de internalizar limites e riscos e reduzir a dependência de controles externos. O ECA Digital, assim, não deve ser compreendido apenas como um instrumento de proibição ou restrição, mas como parte de uma política pública mais ampla de alfabetização digital e proteção da infância. A tentativa de resolver o problema exclusivamente pela via do controle pode gerar efeitos colaterais indesejados, como a migração para ambientes menos regulados, o uso de identidades falsas ou até o aumento da exposição a riscos. Em última análise, o grande desafio do ECA Digital não é normativo, mas civilizatório. A lei estabelece um marco necessário e inadiável, mas sua eficácia dependerá da capacidade de equilibrar proteção e liberdade, controle e confiança, tecnologia e educação. Se, por um lado, era imprescindível regulamentar, por outro, permanece em aberto a pergunta fundamental: quem, de fato, controla o comportamento no ambiente digital: o Estado, as plataformas ou o próprio usuário? Marcelo Aith é advogado criminalista. Doutorando Estado de Derecho y Gobernanza Global pela Universidad de Salamanca – ESP. Mestre em Direito Penal pela PUC-SP. Latin Legum Magister (LL.M) em Direito Penal Econômico pelo Instituto Brasileiro de Ensino e Pesquisa – IDP. Especialista em Blanqueo de Capitales pela Universidad de Salamanca.

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Associação Mata Ciliar e Petrobras

Associação Mata Ciliar e Petrobras renovam parceria pela preservação da biodiversidade 

O Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, tem uma relação direta com o principal objetivo do Projeto De Olho nos Rios, uma parceria da Associação Mata Ciliar com a Petrobras – promover a participação comunitária na gestão dos recursos hídricos, incentivando a adoção de práticas sustentáveis para a recuperação de áreas degradadas e conservação de florestas.   Já há alguns anos, essa parceria trabalha com comunidades nos municípios ao longo das bacias dos rios Atibaia e Jaguari. E uma nova fase do Projeto começa, com a ampliação da área da atuação. Agora são 17 cidades contempladas com as ações do De Olho nos Rios: Amparo, Monte Alegre do Sul, Morungaba, Jundiaí e Vargem se juntam a Artur Nogueira, Cosmópolis, Paulínia, Campinas, Valinhos, Itatiba, Jarinu, Tuiuti, Bragança Paulista, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões e Nazaré Paulista.  As ações do Projeto De Olho nos Rios abrangem três linhas principais:   Entre 2022 e 2024, a Associação Mata Ciliar produziu quase 110 mil mudas de árvores nativas de Mata Atlântica e Cerrado, o que garantiu a recuperação de mais de 60 hectares de áreas degradadas. Foram 129 atividades de Educação Ambiental, mobilizando jovens alunos, produtores rurais, agentes públicos e privados e capacitando mais de uma centena de professores. As conexões criadas e os agentes ambientais formados fortalecem os vínculos da sociedade em torno das práticas sustentáveis. As oficinas voltadas para geração alternativa de renda e melhoria na qualidade de vida capacitaram 644 pessoas. O Projeto De Olho nos Rios implantou quatro Sistemas de Agroflorestas e hortas orgânicas comunitárias. E para a captação de água de chuva, evitando erosão e assoreamento dos rios, 155 bacias hidrográficas foram instaladas.   Nesta nova fase, o De Olho nos Rios também vai atuar com o saneamento rural e atenção à fauna silvestre.   O @projetodeolhonosrios é uma iniciativa da Associação Mata Ciliar em parceria com a @petrobras, através do programa Petrobras Socioambiental, que visa a participação comunitária na gestão dos recursos hídricos, fauna e flora em 17 municípios do Circuito das Águas, Sistema Cantareira, Região Bragantina e de Campinas. 

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Salve Atibaia

Salve Atibaia lança manifesto em favor da água na cidade

O documento faz parte de uma campanha para mobilizar a sociedade pela causa Com o tema “Água é vida, Água é futuro”, a Associação Salve Atibaia lançou ontem (22/03), no Dia Mundial da Água, um manifesto pelas Águas de Atibaia. O documento nasce como um chamado coletivo à responsabilidade, à consciência e à ação em defesa da própria vida da cidade. A organização parte do pressuposto de que a água não vem sendo bem tratada em Atibaia, seja por meio do despejo de esgoto em corpos d´água, pela supressão de vegetação em torno dos rios e nascentes, e pela canalização de córregos e riachos, dentre outras agressões. “Como recurso essencial à vida, a água deve ser protegida”, diz o documento, que conclama a participação da sociedade para garantir a proteção aos recursos hídricos. Segundo o presidente da entidade, Marcelo Laxe, a Salve Atibaia se compromete a defender e proteger nascentes, incentivar a preservação de matas ciliares, promover educação ambiental nas escolas e comunidades, além de apoiar políticas públicas que garantam o uso responsável da água. “Pretendemos incentivar o planejamento urbano responsável e sustentável e estimular a participação social”, acrescentou. O manifesto foi lançado nas redes sociais da associação, por meio das quais a população poderá fazer sua adesão. A ideia é levar o documento em eventos presenciais para aumentar o alcance às pessoas. O manifesto pode ser acessado pelo Instagram e Facebook no @salveatibaia ou  pelo site aqui. Por: Marli Romanini

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Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)

MGI realiza entrega que beneficia população de Atibaia durante Caravana Federativa

A Caravana Federativa do governo federal desembarca em São Paulo nesta quinta-feira (19/3) para uma série de entregas no âmbito do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Estão previstas ações concretas envolvendo 12 cidades paulistas, com destinações de imóveis para uso social, adesão a programas de modernização administrativa e medidas para garantir sustentabilidade ambiental. Uma ação importante beneficia o município de Atibaia: será anunciada a cessão de um imóvel da União para a regularização fundiária do Núcleo Caetetuba, com benefício para cerca de 450 famílias. É um bairro histórico e estratégico da cidade, ligado à estrada de ferro Bragantina. A regularização dará segurança jurídica e social para a comunidade, que faz parte da formação de Atibaia. Outro anúncio é da cessão de uso onerosa de uma área da União para a ampliação da Estação Água Branca, na zona oeste de São Paulo (SP), está em fase final de análise entre a União e o governo paulista. O projeto Pátio Água Branca irá permitir a implantação do novo hub ferroviário de Água Branca, cuja obra está estimada em R$ 1,3 bilhão, destinado ao transporte de cargas e à extensão e integração do sistema metroviário (Linhas 3 e 6) e de trem de passageiros (Linhas 7, 8 e 9), bem como dos serviços dos Trens Intercidades (TIC) Eixo Norte (SP/Jundiaí/Campinas). A implantação dos dois eixos dos TIC terá recursos do PAC. O MGI também fará a destinação de outros oito imóveis da União para políticas estratégicas dentro do programa Imóvel da Gente. Cinco prefeituras serão beneficiadas com prédios federais para instalações administrativas: Oswaldo Cruz, Guaratinguetá, Taubaté, Bauru e São Vicente. A Secretaria de Patrimônio da União (SPU), que faz a gestão do programa Imóvel da Gente, também celebrará a cessão de outros três prédios para organizações da sociedade civil na capital paulista: Movimento de Mulheres Olga Benário, que receberá um imóvel para a instalação da Associação Helenira Preta, Casa de Capoeira de Angola Cruzeiro do Sul e Centro Cultural Anita e Giuseppe Garibaldi. Os imóveis foram entregues em 2025 e já estão beneficiando a população da capital paulista. O programa Imóvel da Gente transforma bens federais subutilizados ou sem uso em políticas públicas concretas, que impactam diretamente a vida das pessoas. Os imóveis destinados atendem a finalidades diversas, como habitação social, regularização fundiária urbana, educação, saúde, assistência social, direitos humanos, cultura, esporte, segurança alimentar, meio ambiente, infraestrutura, segurança pública e serviços.

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Fernanda Gabriela e Viviane Moi Kikugawa

O Ninho vazio e o preparo pro vôo!

Por: Fernanda Gabriela e Viviane Moi Kikugawa Olá queridos! Esperamos que estejam bem! Seguimos em mais uma semana de grandes emoções e adaptações! Às vezes, a sensação que nós temos é que sempre estamos vivenciando novas situações, (mesmo que já previstas) quando p assunto é criação de filhos; não é mesmo? 🤱🏽 A verdade é que é exatamente isso mesmo : não existem fórmulas🤷🏻‍♀️! De nada!🤦🏻‍♀️. Muitas vezes o que planejamos não acontece; ou quando acontece não é da forma esperada! E está tudo bem👍! Assim será! Falamos esses dias de adaptação escolar, mas também queremos falar hoje do ninho vazio! 🪹 Nada prepara uma família para esse momento embora seja essa uma das maiores certezas da vida familiar! Nós criamos nossos filhos para os “vôos solos” , mas a verdade é que se achamos que dói a despedida da educação infantil, não temos a ideia do quanto nos dói a separação para a vida adulta! 🥹. Quem já passou por isso, tenta confortar os novatos, 🤝, mas já sabendo que não , não passará a preocupação. Contrariamente ao que vivemos com os filhos pequenos , quando as fases passam! O ninho vazio representa uma quebra profunda e uma despedida silenciosa das risadas de domingo, dos sapatos jogados na sala, dos brinquedos na estante que vão morar dentro dos armários… o silêncio ensurdecedor do quarto, o prato preferido que só será feito em dia de visita. Essa ruptura dói , lateja 😮‍💨de forma muito diferente ao corte real do cordão umbilical 🤰🏻! Nada , absolutamente nada te prepara para viver esse sentimento real . Porém, embora de um lado exista muita “dor”, de outro é lindo ver o vôo . Pensamos ser muito semelhante à observação do romper do casulo… um movimento fatalmente dolorido, mas de um rico e lindo vôo! Ver o filho conquistar o céu com o vento bater em rosto é também mágico aos olhos paternos. 🦋🦋🦋 A semelhança com o processo de adaptação na educação infantil é que o tempo sabiamente vai colocandoas coisas nos devidos lugares e à medida que as conquistas vão surgindo, o coração vai serenando!🥰 Quem mais está vivendo essa fase? Estamos aqui para ouví-los e trocar experiências também!Que seja uma linda semana ; de grandes vôos econquistas🦋🦋🦋🙏🏻🙏🏻. Com carinho,Fernanda e Viviane Fernanda Gabriela: Mestra em intervenção psicológica do desenvolvimento; neuropsicopedagoga; pós-graduada em gestão escolar, ABA, especialista em educação inclusiva; pós-graduanda em gestão em políticas públicas.   Professora universitária, conteudista e palestrante.  Coautora do livro A arte de educar.  Influencer educacional e consultora educacional. Viviane Moi Kikugawa: é neuropsicopedagoga, psicopedagoga, pedagoga, especialista em neurodesenvolvimento infantil e analista do comportamento em formação. Atua há 25 anos na área da Educação, sendo os últimos 8 anos com atuação no Japão; proprietária da Neuro Kids Japão/Brasil, localizada no Centro de Atibaia. LEIA TAMBÉM: Encaminhamentos necessários

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Ivo Ricardo Lozekam

Reforma Tributária – Transição para cobrança no destino até 2096

por: Ivo Ricardo Lozekam A reforma tributária que promete simplificar o sistema de impostos no país abriu, ao mesmo tempo, uma nova frente de controvérsia política e institucional. No centro do debate está o Comitê Gestor do IBS, órgão que ficará encarregado de arrecadar, apurar e distribuir o imposto que substituirá o ICMS e o ISS. Embora o novo tributo seja formalmente apresentado como pertencente a Estados, Distrito Federal e municípios, as regras de transição desenham um cenário de forte centralização do poder sobre essas receitas. Pela sistemática prevista, a migração para a cobrança no destino não será rápida. Ao contrário: deverá atravessar décadas. O prazo principal vai até 2077, mas há previsão legal para que parte desse processo se estenda até 2096. Na prática, o país poderá conviver por até 70 anos com um modelo em que a gestão do principal imposto sobre o consumo ficará concentrada em uma estrutura nacional. RETENÇÃO DA RECEITA POR ATÉ SETE DÉCADAS A engrenagem dessa transição é sustentada por um mecanismo de retenção de recursos. Conforme os apontamentos apresentados, o Comitê Gestor deverá reter 95% do produto da arrecadação do IBS destinado a cada Estado, município e ao Distrito Federal. Desse total, 90% ficarão submetidos a retenção até 2077, com redução gradual de 2% ao ano. Os 5% restantes poderão permanecer retidos até 2096, também de forma decrescente. O resultado é que a autonomia plena dos entes subnacionais sobre essas receitas não será recomposta de imediato, mas empurrada para um horizonte de longo prazo. A “CHAVE DO COFRE” NAS MÃOS DO COMITÊ GESTORA preocupação de críticos da reforma aumenta diante do papel atribuído ao Comitê Gestor. Além de arrecadar e distribuir, o órgão terá competência para fazer a apuração e os ajustes necessários ao cálculo do produto da arrecadação do IBS destinado a Estados, municípios e Distrito Federal. Em termos políticos, isso significa que o comitê não será apenas um operador administrativo. Ele passará a influenciar diretamente o valor que cada ente receberá. É por isso que opositores da modelagem afirmam que o órgão ficará com a chamada “chave do cofre”: será ele, e não governadores ou prefeitos, quem comandará o fluxo do dinheiro arrecadado. A crítica ganha peso justamente porque o IBS nasce da substituição de tributos que hoje compõem o núcleo da arrecadação estadual e municipal. O ICMS e o ISS, ainda que com diferenças de estrutura e competência, sempre estiveram ligados à autonomia financeira dos entes subnacionais. Com a nova arquitetura, essa relação se altera de forma significativa. IBS – IMPOSTO COMPARTILHADO OU CENTRALIZADO? É nesse ponto que emerge a pergunta mais sensível: o IBS teria se tornado, na prática, um imposto federal? Oficialmente, não. O discurso da reforma sustenta a ideia de uma competência compartilhada entre Estados, Distrito Federal e municípios. Mas a crítica formulada por juristas e observadores do tema é que essa partilha ficou muito mais formal do que efetiva. O argumento é simples: se a disciplina do tributo depende de leis complementares nacionais, se a administração fica nas mãos de um comitê central e se a arrecadação e a redistribuição passam por esse órgão, então o comando real do imposto deixa de estar nos entes que, em tese, são seus titulares. MUDANÇA CONSTITUIONAL REFORÇA LEITURA DE CENTRALIZAÇÃOA tese de federalização indireta ganhou novo fôlego com a alteração promovida pela Emenda Constitucional 132/23 no artigo 50 da Constituição Federal. A mudança incluiu o presidente do Comitê Gestor entre as autoridades que podem ser convocadas pelo Congresso Nacional, ao lado de ministros de Estado e titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República. Para críticos da reforma, esse detalhe não é apenas protocolar. Ele reforça a percepção de que o comitê ocupa uma posição institucional próxima à estrutura federal, o que enfraqueceria o argumento de que o IBS permanece integralmente sob comando dos entes subnacionais. Essa interpretação foi resumida pelo tributarista Hugo de Brito Machado Segundo, que vê na nova modelagem um sinal claro do caráter federal do imposto. “Evidencia-se com isso o caráter federal do IBS, mesmo com os arranjos feitos para que ele siga sendo de Estados, Distrito Federal e Municípios.”— Hugo de Brito Machado Segundo, Reforma Tributária, Editora Atlas, 2023, p. 11. A leitura do especialista vai além da forma jurídica e alcança o desenho institucional efetivo. Para essa corrente, a chamada competência compartilhada acaba sendo exercida, em grande medida, pela União, por meio do Congresso Nacional, e pelo próprio Comitê Gestor, que administrará o tributo. UMA DISPUTA QUE VAI ALÉM DOS TRIBUTOS O debate em torno do IBS já não se limita à técnica tributária. Ele toca o coração do pacto federativo brasileiro. Em jogo estão a autonomia de Estados e municípios, o controle político sobre receitas públicas e a redefinição do equilíbrio entre os entes da Federação. A centralização operacional é o preço a pagar por um sistema mais uniforme, racional e menos sujeito a conflitos de competência. Para os críticos, porém, o custo pode ser alto demais: a substituição de tributos subnacionais por um imposto administrado nacionalmente, com longa transição e poder concentrado, seria uma mudança estrutural com impacto duradouro sobre o federalismo brasileiro. CONCLUSÃOAo prometer simplificação, a reforma tributária também inaugurou uma disputa sobre poder. Se, de um lado, o IBS surge como símbolo da modernização do sistema, de outro ele levanta dúvidas sobre quem controlará, de fato, a arrecadação que sustenta Estados e municípios. Com transição prevista até 2077 e possibilidade de prolongamento até 2096, o novo modelo coloca o Comitê Gestor no centro de uma transformação que poderá redefinir, por décadas, a relação entre tributação e autonomia federativa no Brasil. Ivo Ricardo Lozekam: Tributarista, diretor da LZ Fiscal Assessoria e Administração Tributária, especialista em ICMS e créditos tributários. Atua como consultor e articulista em veículos como Migalhas, Thomson Reuters e IOB Editora, abordando temas como reforma tributária e guerra fiscal. É membro do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) e da Associação Paulista de Estudos Tributários (APET), sendo referência nacional em gestão e recuperação de créditos fiscais. LEIA TAMBÉM: Reforma tributária:

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