
Pesquisa nacional evidência que carência estrutural amplia riscos, limita oportunidades e aprofunda vulnerabilidades
O 8 de março, Dia Internacional da Mulher, convida à reflexão sobre desafios que ainda fazem parte da rotina feminina em várias regiões do país. Em muitas comunidades, famílias convivem com esgoto exposto, fornecimento irregular e ausência de infraestrutura adequada. Essa condição impõe obstáculos diários que recaem principalmente sobre as mulheres.
O estudo “O Saneamento e a Vida da Mulher Brasileira 2022”, elaborado pelo Instituto Trata Brasil com base na PNADC (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e em dados oficiais, aponta que cerca de 25% da população feminina não conta com abastecimento potável regular. O levantamento revela também que 41,4 milhões vivem em residências sem coleta, número superior aos 26,9 milhões registrados em 2016, com crescimento médio anual de 15,5% no período analisado.
“Existe desigualdade porque nem todas as localidades recebem a mesma estrutura. Mesmo onde há rede instalada, quando ocorre interrupção, áreas centrais costumam ter solução mais rápida do que bairros afastados. Essa diferença pesa muito na rotina de quem mora longe”, relata Lara Aparecida Teixeira, 24 anos, moradora da região central de Atibaia.
A pesquisa relaciona essa precariedade ao aumento de doenças de veiculação hídrica, à perda de tempo produtivo e à limitação de oportunidades profissionais. A ausência de atendimento básico amplia vulnerabilidades e reduz perspectivas de ascensão econômica. A universalização poderia retirar imediatamente centenas de milhares da situação de pobreza, além de gerar impacto positivo na economia nacional.
Outro ponto ligado à ausência estrutural é a chamada pobreza menstrual, termo que descreve a dificuldade de acesso a absorventes, banheiro com privacidade e água corrente durante esse período do mês. Levantamento do UNICEF Brasil, divulgado em 2024, aponta que 37% de adolescentes e jovens enfrentam dificuldade para obter itens de higiene em escolas ou espaços públicos, enquanto 19% não possuem recursos financeiros para comprar absorventes de forma regular. A escassez de água tratada e instalações sanitárias adequadas agrava esse cenário que compromete dignidade e dificulta a continuidade dos estudos.
“Garantir acesso universal a serviços primordiais significa criar condições reais para que mulheres tenham mais saúde, permaneçam na escola e elevem a participação no mercado de trabalho. A expansão da cobertura representa avanço social concreto e compromisso com igualdade”, afirma Mateus Banaco, diretor-geral da Atibaia Saneamento.
Ao reforçar o significado da data, a concessionária destaca que ampliar a disponibilidade de ofertas essenciais representa uma medida concreta para enfrentar desigualdades históricas e contribuir para realidades mais justas de desenvolvimento social em todas as regiões do município.
Sobre a Atibaia Saneamento: A empresa atua, desde 2013, por meio de um contrato de Parceria Público-Privada com duração de 30 anos junto a Saneamento Ambiental de Atibaia (SAAE). A empresa é responsável pelo sistema de esgotamento sanitário da cidade, atendendo cerca de 110 mil pessoas. Com investimentos contínuos, atua com mais de 120 colaboradores para expansão do sistema de esgoto a partir da instalação de novas ligações, implantação de redes de coleta, substituição e remanejamento da rede existente, entre outros serviços, com o objetivo de universalizar o acesso da população à coleta e tratamento do efluente. Desde 2017, faz parte do Grupo Iguá.
Sobre a Iguá Saneamento: A Iguá Saneamento é uma das maiores empresas do setor de saneamento no Brasil, com operações em 121 municípios de seis estados: Alagoas, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe. A empresa presta serviços de saneamento básico que beneficiarão aproximadamente 6 milhões de pessoas nas áreas atendidas, por meio de concessões e parcerias público-privadas. A companhia é signatária do Pacto Global da ONU e atua nos Movimentos 2030, com foco na segurança hídrica, redução de emissões de CO₂ e aumento da diversidade na liderança. Saiba mais em www.igua.com.br.










