Laço familiar: tio doa rim para sobrinha em cirurgia realizada pelo Hospital Universitário São Francisco

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tio doa rim para sobrinha HUSF
Tio doa rim para sobrinha em cirurgia realizada pelo HUSF

O procedimento reinicia ciclo de transplantes no HUSF e reacende a importância da conscientização acerca da doação de órgãos

Dezembro de 2025 ficará marcado para sempre na vida de uma família bragantina, que teve a vida transformada graças a um transplante renal realizado pelo Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus. Após pouco mais de um ano de tratamento na Hemodiálise do HUSF, Fabiana Prudêncio recebeu um rim doado de seu próprio tio, Xisto Prudêncio, com quem possui compatibilidade genética.

As cirurgias (do doador e da receptora) contaram com a dedicação de mais de 20 profissionais, entre nefrologistas, urologistas, anestesistas, intensivistas, farmacêuticos, enfermeiros, médicos nucleares, bioquímicos e membros de equipes multiprofissionais. Liderado pelos médicos André Baracat e Marcos Castro, o reinício dos transplantes no HUSF foi acompanhado ainda pelo urologista Dr. Eduardo Taromaru e sua equipe, da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Trata-se de um procedimento muito cuidadoso. Nós sempre enfatizamos a importância da cirurgia do doador, porque o doador, afinal de contas, não é um doente. Dificilmente vai haver um procedimento com tanta gente envolvida […]. Não existe ato mais solidário de amor do que a doação de um órgão em vida”, afirmou o urologista Dr. Marcos Castro. 

O transplante renal pode ser a única forma de devolver qualidade de vida plena aos pacientes renais crônicos: quando os rins deixam de filtrar o sangue adequadamente, o acúmulo de impurezas pode ser fatal. Há possibilidade de o órgão ser recebido de um doador falecido, mediante fila do Sistema Nacional de Transplantes, ou por meio da doação direta, oriunda de um familiar ou cônjuge compatível, como é o caso da Fabiana e seu tio Xisto.

A compatibilidade é extremamente relevante, quanto mais compatível um órgão com quem está recebendo, a taxa de sobrevida é muito melhor. Nós temos pessoas que recebem doação de órgãos de parentes, que a taxa de sobrevida pode chegar a 15, 20 anos”, esclareceu o médico nefrologista Dr. André Baracat.

Tanto o doador quanto a receptora se recuperam bem e realizam acompanhamento diretamente com médicos especialistas na Hemodiálise do HUSF.

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