
Descarte incorreto durante o Carnaval pode provocar entupimentos, extravasamentos e retorno de sujeiras para os imóveis
O Carnaval leva movimento para ruas e residências, mas também amplia um impacto pouco percebido: o descarte irregular de resíduos no sistema de esgoto. Nesse período, aumenta o volume de materiais jogados em vasos sanitários, ralos e pias, o que compromete o funcionamento das instalações e pode causar entupimentos, mau cheiro e retorno de esgoto para dentro das casas ou para as vias públicas.
Itens comuns nessa época, como glitter, preservativos, papel picado, cotonetes, lenços, embalagens e restos de fantasia, acabam no sistema de esgotamento. A estrutura, porém, não foi feita para receber esse tipo de lixo. Ela opera apenas com água e dejetos sanitários. Quando materiais sólidos entram nos canos, ficam retidos ao longo do percurso e passam a impedir a passagem.
O problema ganha dimensão nacional. De acordo com levantamento do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, divulgado pelo Governo Federal em 2022 (ano base 2021), o Brasil possui cerca de 365 mil quilômetros de redes coletoras de esgoto. Isso significa que qualquer material descartado incorretamente não permanece apenas na residência: ele percorre longas distâncias até as Estações de Tratamento de Esgoto e pode gerar obstruções em diferentes pontos da cidade.
“Sem o tratamento do esgoto, é fácil imaginar como seriam as ruas se todos os dejetos fossem descartados a céu aberto. O serviço é essencial porque protege a água que utilizamos no dia a dia e contribui para a saúde da população”, afirma Tatiane Souza, 48 anos, moradora do bairro Estoril, em Atibaia.
O mesmo estudo aponta ainda que o país gerou aproximadamente 65,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos em um único ano. Parte desse material, quando destinada de forma inadequada, chega ao sistema de esgoto, onde não deveria estar. Nesses casos, o esgoto perde o fluxo normal e procura saída pelo ponto mais frágil do sistema, que pode ser o ralo de um imóvel ou a tampa de poço de visita na rua, gerando transtornos e risco sanitário.
“O sistema de esgoto funciona de forma silenciosa e muitas vezes só é lembrado quando surge algum problema. Pequenos hábitos do dia a dia, como descartar corretamente o lixo e não jogar óleo na pia, ajudam a evitar entupimentos e permitem que todos atravessem o Carnaval sem complicações”, afirma Mateus Banaco, diretor-geral da Atibaia Saneamento.
Sobre a Atibaia Saneamento: A empresa atua, desde 2013, por meio de um contrato de Parceria Público-Privada com duração de 30 anos junto a Saneamento Ambiental de Atibaia (SAAE). A empresa é responsável pelo sistema de esgotamento sanitário da cidade, atendendo cerca de 110 mil pessoas. Com investimentos contínuos, atua com mais de 120 colaboradores para expansão do sistema de esgoto a partir da instalação de novas ligações, implantação de redes de coleta, substituição e remanejamento da rede existente, entre outros serviços, com o objetivo de universalizar o acesso da população à coleta e tratamento do efluente. Desde 2017, faz parte do Grupo Iguá.
Sobre a Iguá Saneamento: A Iguá Saneamento é uma das maiores empresas do setor de saneamento no Brasil, com operações em 121 municípios de seis estados: Alagoas, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe. A empresa presta serviços de saneamento básico que beneficiarão aproximadamente 6 milhões de pessoas nas áreas atendidas, por meio de concessões e parcerias público-privadas. A companhia é signatária do Pacto Global da ONU e atua nos Movimentos 2030, com foco na segurança hídrica, redução de emissões de CO₂ e aumento da diversidade na liderança. Saiba mais em www.igua.com.br.












