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COMUNIDADE CATÓLICA, no próximo dia 13, comemoramos dia de Santa Luzia.

COMUNIDADE CATÓLICA, no próximo dia 13, comemoramos dia de Santa Luzia.

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA COMUNIDADE CATÓLICA Lúcia, virgem de Siracusa, de origem nobre, ouvindo falar por toda a Sicília da celebridade de Santa Ágata, foi até o túmulo dela com a mãe, Eutícia, que havia quatro anos sofria de hemorragias sem esperanças de cura. Naquele dia lia-se na missa a passagem do Evangelho na qual se conta que o Senhor curou uma mulher que padecia da mesma doença. Lúcia disse então à mãe: “Se você acredita no que foi dito, deve acreditar que Ágata está na presença Daquele por quem sofreu. Portanto, tocando seu túmulo com fé, logo você estará totalmente curada”. Lúcia se referia ao Evangelho de Mateus referente ao encontro da mulher que sofria de hemorragia e foi curada ao tocar o manto de Jesus. Ágata foi vítima, no ano 251, das perseguições de todos os cristãos ordenadas pelo imperador Décio. Muitas pessoas iam ao sepulcro para obter as graças porque a fama da Santa se espalhou por todo lugar por causa dos milagres que fazia. e no seu coração, Luzia era certa que teria feito bem também à sua querida mãe. Enquanto Eutícia tocava o sepulcro, Luzia viu Santa Ágata, que lhe disse “Luzia, minha irmã, porque pedes a mim aquilo que tu mesma podes obter para a tua mãe? Eis, tua mãe já foi curada pela tua fé”. Luzia disse à mãe: “Pela intercessão de Santa Ágata, Jesus te curou”. E imediatamente Eutícia sentiu retornar as forças e compreendeu que tinha sido curada. Luzia compreendeu que aquele era o momento justo para revelar a sua mãe a intenção de consagrar-se a Jesus e doar sua riqueza. Eutícia, que tinha o coração repleto de agradecimento pela graça recebida, aceitou. Voltando para casa, passaram todo o dia a vender uma parte dos bens, distribuindo o dinheiro aos pobres. A notícia da partilha do patrimônio chegou aos ouvidos do noivo, e ele perguntou a razão daquilo à mãe de Lúcia. Esta respondeu que sua filha havia encontrado um investimento mais rentável e mais seguro, daí estar vendendo seus bens. O insensato, crendo tratar-se de um comércio plenamente humano, passou a colaborar na venda daqueles bens, buscando os melhores negócios. Quando soube que tudo que fora vendido tinha sido dado aos pobres, o noivo levou-a à justiça, diante do cônsul Pascásio, acusando-a de ser cristã e de violar as leis imperiais. Pascásio convidou-a a sacrificar aos ídolos, mas ela respondeu: “O sacrifício que agrada a Deus é visitar os pobres e prover às suas necessidades, mas como não tenho mais nada a dar, ofereço a Ele a mim mesma”. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi, então, condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304. Santa Luzia, antes da execução, preanunciou a morte de Dioclesiano, que aconteceu poucos anos depois e o final das perseguições terminadas no ano 313 D.C com publicação de Constantino. Luzia foi morta no dia 13 de Dezembro de 304 e teve sepultura no mesmo lugar onde no ano 313 foi construído um santuário a ela dedicado. Para proteger as relíquias de santa Luzia dos invasores árabes muçulmanos, em 1039, um general bizantino as enviou para Constantinopla, atual território da Turquia. Elas voltaram ao Ocidente por obra de um rico veneziano, seu devoto, que pagou aos soldados da cruzada de 1204 para trazerem sua urna funerária. Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro e seu corpo está guardado na Catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias tenham seguido para a igreja de Siracusa, que a venera no mês de maio também. Santa Luzia salvou tantas vezes Siracusa nos seus momentos mais dramáticos, como carestias, terremotos, guerras e interviu também em outras cidades como Brescia que, graças à sua intercessão, foi liberada da uma grave carestia. Mas a devoção à santa, cujo próprio nome está ligado à visão (“Luzia” deriva de “lux” = luz), já era exaltada desde o século V. Além disso, o papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira. Por esse motivo, Dante Alighieri, na Divina Comédia, atribui a Santa Lúcia ou Luzia a função de graça iluminadora. Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e da literatura. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo até hoje. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Otília e João Marimoni. Apoio: Comunidade Católica esta no Facebook

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Crônicas, com Geraldo Enfeldt

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA Crônicas, com: Geraldo Enfeldt O QUE É OPORTUNIDADE ? É o momento que aguardamos para alguma realização, momento feliz. Este momento é aguardado com expectativa, com ansiedade, temos como exemplo um baile, uma oportunidade de encontrar a linda mulher , por quem me apaixonei, que gostaria que estivesse presente, seu nome? Neu Neusa Dias Monteleone. As roupas, os trajes mais adequados para este importante evento, são preparados com muito esmero. Não podemos nos esquecer dos perfumes, atualizados, modernos. O clube nos aguarda, com um salão bem preparado e com ornamentação de acordo com o dia e comemoração lembrado. Ao entrar no salão, percebo esta grande luminosidade, as pessoas felizes e encantadas, radiantes e felizes. Meus olhos percorrem o salão na busca desta mulher, Neusa Dias Monteleone que esperava encontrar. As mesas completavam, pois estavam com uma garrafa de vinho para a comemoração deste lindo evento. Olhei novamente para seus olhos e a convidei para dançar, ela sorriu consentindo. O conjunto iniciou com músicas agradáveis, esse encanto emocionado, nos abraçamos com amor. Sentimos nossos perfumes, a noite foi rápida, dançamos todas as músicas, foi o início do namoro. Completamos nos em cultura e encanto. SENTIDOS QUE DIZEM Conhecemo-nos nestas oportunidades de vida, nos aproximamos e, como por encanto, fiquei impressionado com que eu senti. Mulher meiga, gentil, suave e deliciosamente feminina. alguns modos de timidez… Ao olhar, percebi todo este encanto. Silhueta feliz, encantamento. Sentimos afinidades e nossas ideias se aproximam. Aos poucos, nos sentimos íntimos. Delicada flor, delicados modos. Maravilhoso dia que me fez sentir mais feliz! Beijos e abraços são sentidos, queremos juntos… esta magia de encantamento. Olhos que me dizem o que as palavras aguardam… Suas mãos estão receosas, esperam e querem afagos. Sua coreografia me fala, em silêncio. O bem querer vem à tona, somente o tempo confirmará. Quero abraçar todo o seu calor e sentir seus lábios juntos aos meus, neste encontro de querer mais. Unimos, nesta natureza, abraços infindos, sentindo o calor de nossos corpos. Geraldo Enfeldt Engenheiro agrônomo aposentado

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Trabalhador cidadão

Trabalhador cidadão

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA por: Ricardo Pereira de Freitas Guimarães A vida nos grandes centros sempre foi objeto de estudos. Desde as épocas antigas, humanos – enquanto viventes sociais – caminham numa incansável luta que se expressa pelo autoconhecimento e o conhecimento do relacionamento com o outro. Esse trilho seguido pelos humanos acaba por disseminar dúvidas em muitas formas de relacionamento – familiares, políticos e do trabalho – que não raras vezes acabam por refletir a dúvida sobre seu espaço como cidadão, enquanto aquele que ocupa e é reconhecido pelo Estado. O cidadão, inversamente ao apátrida, ocupa localidade específica no Estado, lhe sendo garantido uso e gozo das prerrogativas de um cidadão, com vinculação direta aos dispositivos legislativos e costumeiros. De outro giro, o apátrida então reconhecido e conhecido como o não cidadão em termos formais, afasta-se da relação com o Estado pelo não reconhecimento de sua efetiva condição de pertencente a uma determinada pátria. (…) Nos dias atuais, referida expressão ganha novos contornos para além da cidadania em seus aspectos políticos, inserindo ao contexto a cidadania civil e a cidadania social, que são contornos próprios de uma mesma raiz que precisam avançar nos Estados que possuem como fundamento a democracia como centro do tratamento social. Tentando acompanhar esse desencadear das relações fundadas nas revoluções ocorridas ao longo da história e na própria forma de produção, prestação do trabalho e distribuição de renda, a legislação de cada país, de seu modo, procura acomodar eventuais abismos encontrados entre o que ocorre na sociedade e as regras legais, enfrentando questões que surgem na atual quadra histórica. Não ficou fora desse enfrentamento a relação social do trabalho, ou seja, aquela relação em que um cidadão pertencente a uma sociedade realiza um serviço com objetivo de sua manutenção ou de sua família, através de qualquer forma de prestação de serviço. Inúmeros contextos se apresentaram na própria forma de produção tais como o fordismo, taylorismo e o próprio toyotismo, em que o homem com o auxílio da máquina elevava a produtividade dos tomadores desse serviço. Laborando em jornadas de trabalho extensivas, não demorou para que a consequência chegasse com doenças e acidentes. Surge, então, de forma ainda tímida, o primeiro exemplo de cidadania social no nosso modo de ver, revelado pela proteção do estado físico dos prestadores de serviço (trabalhadores), principalmente pelos custos que esses trabalhadores passaram a gerar ao próprio Estado em razão dos benefícios previdenciários requeridos ou ainda, como pano de fundo pelo estado disfuncional e inativo dos trabalhadores sequelados, que indubitavelmente foi fator de maior pobreza e descontentamento social. Tal circunstância levou pensadores à necessidade de inserção de eventuais políticas que possuíssem como objetivo maior o bem estar social. A união do Estado através de ações chamadas de afirmativas e os sindicatos, representantes dos trabalhadores, no intuito de diminuir o impacto social de um capitalismo exacerbado, com tentativas de preservação da saúde e do próprio acesso à saúde, além da compreensão das diferenças entre trabalhadores, criando situações e mecanismos de busca da proteção. Contudo, a partir da década de 1980, há significativa alteração na forma de prestação de serviços com a chegada da Internet. Nesse momento, o cenário se altera sobretudo para o sucesso do capital pelo fenômeno denominado de globalização, que se apresentou de forma a ignorar fronteiras aliadas ao fenômeno denominado de terceirização. Na presente quadra mais uma significativa alteração denominada de “era digital”, que com a chegada da robótica e da inteligência artificial desenha uma ruptura do trabalho humano pelo trabalho dos sistemas, noutra palavras a máquina substituindo o homem. Esse circuito de substituição de métodos e processos de se trabalhar ou de propiciar trabalho somado aos elementos disruptivos, ao tempo que revela a expressão da pós-modernidade, pode acabar por atingir em cheio garantias e direitos fundamentais que antes não eram objeto de receio do humano trabalhador, até com violação de sua própria cidadania. A alteração de tais eixos de produção e atividades das e nas empresas estabelecidos no cenário atual, somado ao desenvolvimento em massa da atividade tecnológica acabaram por criar diferentes formas de prestação do trabalho. Há o enxugamento dos setores internos das empresas, que hoje, trabalhando com tecnologia e inteligência artificial acabam por possuir sua base de produção em sistemas, não mais no humano. Há aqui transferências da própria produtividade para o consumidor e para os trabalhadores vinculados a plataformas comandados por algoritmos. Essa romantização de um ideal dos trabalhos em plataformas se constrói por trás do slogan “economia do compartilhamento”, por meio do qual grandes companhias dominantes dos setores se tornaram forças esmagadoras, que passam a desempenhar um papel extremamente invasivo nas trocas que intermedeiam. O que está em jogo neste cenário é como a economia do compartilhamento propõe duas visões de mundo. A primeira, uma visão comunitária e cooperativa, estruturada em trocas pessoais de pequena escala. Já, a segunda, é tomada por uma ambição disruptiva e planetária de companhias que têm bilhões de dólares para gastar, desafiando leis estabelecidas democraticamente por todo o mundo, comprando competidores na busca por ascensão e pesquisando novas tecnologias com o intuito de tornar obsoleta a força de tais leis. A ideia é a de que passamos por uma crise da “sociedade do trabalho”, na medida em que a atividade econômica predominante não é mais aquela voltada para produção de bens de uso, como tem sido durante toda a história da humanidade, e se não retrocedemos à pré-modernidade, ou mesmo, à pré-história, é porque ingressamos na “pós-história” e na “pós-modernidade”.(…) Temos vivenciado uma verdadeira fetichização de nosso legislativo e de parte de nossa doutrina sob o argumento de que as reformas legislativas representam a porta de saída para os nossos principais problemas judiciais como: insegurança jurídica, multiplicação de processos, necessidade de uniformização da jurisprudência, etc. O viés, na realidade, é de um modelo autoritário, em que caminhamos cada vez mais para uma jurisprudência mecânica. A nosso ver, toda discussão parte de uma cegueira que revela o quanto temos agido em nosso País de modo refratário ao Direito e

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Lacunas na lei da Política Nacional de Saúde Mental e o cenário pandêmico

Lacunas na lei da Política Nacional de Saúde Mental e o cenário pandêmico

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA por: José Santana Junior No início do ano de 2020, a Organização Mundial da Saúde declarou pandemia em razão da disseminação do vírus da Covid-19. A partir de então, além da implementação de estruturas aos sistemas de saúde hospitalar, fez necessário a adoção global de medidas de prevenção e controle da doença, de modo que a melhor estratégia para barrar o espalhamento do vírus foi o isolamento social que culminou na restrição de circulação de pessoas, forçando impactos no cotidiano da sociedade, no setor econômico financeiro e na dinâmica política e cultural do país. Com o avanço da pandemia no país e o crescente número de mortes, que somam mais de 600 mil, as perdas financeiras e humanas somadas a escassez das relações, implicaram em uma afetação na saúde mental de todas as pessoas que vivenciam o período de pandemia, que apesar de preexistentes ao momento que se enfrenta, os sintomas de estresse, ansiedade, pânico e depressão acometem estimativa significativa da população. Estima-se que, de acordo com pesquisas realizadas pela USP, cerca de 63 % da população brasileira apresenta casos de ansiedade e 59 % de depressão, o estudo apontou ainda, que o Brasil está em primeiro lugar no ranking dos países que mais sofreram com as restrições, desemprego e o isolamento social durante a pandemia, reforçando que o cenário pandêmico tem se mostrado um evento traumático para além das pessoas que já sofriam com algum histórico de desordem mental. O acesso à saúde é um dos direitos fundamentais intitulados na Constituição Federal e, sendo negligenciado, viola os direitos humanos. Sabe-se que, a atual conjuntura da política do país não estabeleceu uma estratégia de capacitação nacional para que a população fosse amparada dos efeitos de momentos catastróficos como o enfrentado pelo Brasil, sendo certo falar que a população brasileira é desvalorizada e não assegurada da garantia de um direito de segunda geração conquistado, ou melhor, de todas as gerações pois está relacionada à simbiótica da pessoa humana e aos direitos sociais: o direito à saúde. Isso porque, a lei 10.216/2001, que disciplina diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental, completou neste ano duas décadas de regência, contudo, não foi realizada uma reforma na referida lei que pudesse consubstanciar os serviços extra-hospitalares. Ao que se nota, é possível prever que a população acometida por transtornos psicológicos ocasionados pelos traumas da pandemia tenha um período de acompanhamento especializado maior do que a própria pandemia e aos prejudicados que desejam reverter a condição de prejudicialidade da saúde mental socorrem-se do setor privado de saúde, contudo levando em consideração que a economia do pais também experimentou os efeitos da pandemia, mais da metade dos brasileiros não possuem condições financeiras de custear um tratamento psicológico. É possível perceber que não houve nenhum financiamento contumaz, tampouco políticas públicas para enfrentamento dos efeitos psicológicos motivados pelo período pandêmico. Vários foram os momentos de preocupação com a declaração de uma pandemia possível desde a promulgação da referida lei, contudo, nenhum planejamento para cobrir a lacuna da legislação sobre um plano de contingenciamento para períodos de catástrofes foi colacionado. Muito embora o Sistema Único de Saúde disponibilize o acesso à atendimento psicológico através da lei 10.216/2001, a sua redação não determina atendimento em saúde mental de situações de pandemia e, mesmo com tantas campanhas de enfrentamento da doença e a mobilização de todos os canais de veiculação, as atitudes governamentais e o desfinanciamento na rede de saúde infere-se que as fragilidades da saúde pública ainda permanecem enraizadas na forma de gestão das autoridades governamentais. É razoável prever a intensificação do sofrimento psíquico quando não há resultados em ações preventivas e sequer avanços e possiblidades de resposta às necessidades em saúde mental da população, notadamente, a reforma do setor deveria ser pauta no Congresso Nacional, porém, diariamente é possível perceber que esta não é a preocupação das autoridades. Nota-se, uma necessidade nímia de aperfeiçoamento da lei em comento. A pandemia ocasionada pelo coronavírus foi protagonizada por vivências traumáticas, perdas e lutos e despedidas inesperadas, despertando uma profunda tristeza em todos que vivenciaram o período. Não se deve aceitar que a legislação se limite a apenas melhorar e tornar mais acessível os serviços de atendimento especializados à saúde mental. É, precisamente necessário, ampliar o campo de competência para atender a uma série de problemas e necessidades psicossociais da população sem deixar de considerar as nuances do período pandêmico, adotando medidas de intervenção adequada para prevenção das enfermidades psicossociais e de controle de todos que experimentaram os frutos da calamidade vivida pelo mundo, de modo que além de prever um controle eficaz e serviços de apoio emocional e psicológico, torna-se forçoso que a lei conte com a possibilidade de atendimento amplo das pessoas afetadas, além de prever planos de recuperação psicossocial de médio e longo prazo. O acesso à saúde é direito basilar, que deve estar disponível a qualquer cidadão, pois está inteiramente ligado a dignidade da pessoa humana e, cumpre ao Estado assegurar que todo ser receba todos os cuidados adequados para a prevenção, controle e recuperação dos transtornos psicológicos e das vulnerabilidades psicossociais, que afetam inteiramente todas as relações daquele que vive no meio social, econômico, cultural e político. José Santana Junior é advogado especialista em Direito Médico e da Saúde e sócio do escritório Mariano Santana Sociedade de Advogados

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Crônicas, com Geraldo Enfeldt

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA Crônicas, com: Geraldo Enfeldt AUDITORES FISCAIS Auditores Fiscais Federais Agropecuários (AFFAs) do Ministério da Agricultura Muitos se dedicaram por anos em estudos em grandes instituições de pesquisa e ensino no Brasil e exterior e em empresas agropecuárias antes de ingressar no Ministério da Agricultura. São submetidos a treinamentos em legislação de sementes, fertilizantes, agrotóxicos, bem como produtos de origem animal como carnes, peixes, laticínios e mel, que são inspecionados e certificados por eles. Também atuam em portos, aeroportos e fronteiras fluviais e terrestres, verificando a regularidade dos produtos agrícolas importados e certificando os produtos vegetais (frutas, sementes, grãos) e de origem animal a serem exportados. São também muito importantes na defesa vegetal e animal, prevenindo… A TRAVESSERADA, Em meu serviço, nesta empresa internacional de agricultura, existem vários causos a serem contados, causos imperdíveis pelo bom humor que transmitem. Viajamos muito, em diversos serviços técnicos, e em uma ocasião, três colegas viajaram juntos neste estado de São Paulo. E para economizar os ficaram no mesmo hotel. Em certa idade devo dizer que o sono é quase sempre acompanhado de ronco, muitos roncos são leves, são médios, mas existem roncos muito altos, atrapalhando o sono do vizinho. Os três companheiros foram jantar juntos e depois de muitos assuntos, tomavam cerveja acompanhando o belo jantar. Por volta das vinte e três horas e trinta minutos todos foram aos aposentos para o devido descanso, Alguns demoram a dormir outros nem tanto, mas nesta ocasião todos dormiram no mesmo horário. Um dos três era o famoso roncador, este ronco ia aumentando gradativamente, até que Luizinho ficou impressionado com o ronco de Huguinho. O tempo passava e o ronco ia aumentando, por mais que Luizinho fizesse barulho, não conseguia parar o roncador. Por volta das cinco horas da manhã Luizinho resolveu dar uma enorme travesserada em Huguinho. Zezinho também não conseguira dormir. Quando Huguinho recebeu a travesserada acordou muito bravo, Luizinho e Huguinho ficaram muito tempo gritando um com outro. Extenuado de tanto gritar, Huguinho resolveu arrumar as malas e foi para outro hotel. Luizinho e Huguinho nunca mais se falaram, perderam a amizade, tudo por culpa do ronco elevado. INGENUIDADE Penso que em minha origem, formação e ambiente familiar foram transmitidos sentimentos puros, sem a malícia que, às vezes, é necessário ter. A vivacidade de inteligência e a percepção nascem com a pessoa, mas o ambiente e a vivência aprimoram nossa comunicação e conquista. A ingenuidade, porém, permanece, por isso acreditamos nas pessoas e, muitas vezes, nos decepcionamos, pois existem más intenções. Estas atitudes me prejudicam e me levam a dissabores. Pessoa amiga me diz que para se conhecer uma pessoa de verdade devemos observar melhor e oferecer três oportunidades a estas observações. São sabedorias adquiridas e sábias dos mais experientes. Assim como, por exemplo, alguns documentos que devemos assinar, não assinamos na hora; reservamos um tempo para avaliarmos com calma, para não cairmos em armadilhas. Após alguns dias de avaliação, se considerarmos válidos, podemos assinar. E mesmo assim, devemos acrescentar algumas declarações para melhor nos proteger. Quanto mais precavidos tanto melhor, para fugir de alguma má intenção. Assim também em relação às pessoas: não haverá pressa e sim precaução a possíveis decepções. A ingenuidade não é necessária, pois a bondade deve ser inteligente e perspicaz, beneficiando a todos nós. Experiências de minha vida: quero continuar acreditando nas pessoas, mas com reservas. GABRIEL Gestos de vivacidade e o sorriso brota. Amor constante é percebido. Belas expressões divinas. Risos motivam a inteligência. O GRAMPEADOR Existem colegas com excelente capacidade para a comédia, ou melhor, para ‘humor negro’. Por mais que não queiram, eles possuem comédia em suas ações diárias. Quer em palavras, quer em gestos, quer em sorrisos, quer em atitudes, às vezes, ridículas, eles mostram este poder de fazer os outros rirem. Certa ocasião, um notável amigo perdeu seu material de trabalho, o grampeador; e perguntou se eu não havia usado, sem sua permissão, este grampeador. Mas falou de forma insistente; por mais que procurasse, não conseguia achar o tal grampeador. Então tive a ideia de lhe oferecer um grampeador antigo que eu possuía, que ganhei de meu pai. Esse grampeador era antigo, mas de ótimo material. Ele se ofendeu e não quis o grampeador, insistindo que queria o dele. Agitou todos na sala, provocou sorrisos e provocou raiva também. No intervalo do almoço, fui buscar outro grampeador em uma loja bem próxima, um grampeador vermelho. Quando lhe ofereci este presente em uma linda caixinha, ao abrir, ficou fulo de raiva, não quis saber do presente. Acabei ficando com ele até hoje. E, quase no meio da tarde, no meio de tantos papéis em sua mesa, ele, finalmente, achou o referido grampeador. Foi bravo até minha sala, exigindo de minha pessoa que eu pedisse perdão. Uma exigência um tanto absurda e não em conformidade com minhas ações. Não fiz o pedido e ele saiu ainda mais bravo. O tempo passou e este fato verídico ficou apenas nesta lembrança hilariante. ___________________ Geraldo Enfeldt Engenheiro agrônomo aposentado

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CRUZADO DE DIREITA

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA Cruzado de Direita, com: Eduardo Negrão URGENTE: TARCISIO ACEITA CANDIDATURA E SERÁ O PROXIMO GOVERNADOR DE SP! Enquanto escrevia esse coluna a informação explodiu em Brasília, o ministro da infra-estrutura aceitou o convite do presidente J. Bolsonaro para concorrer ao governo de SP pelo PL. Marquem minhas palavras, hoje é dia 27 de novembro de 2021, Tarcísio será o próximo governador de São Paulo. Falo isso baseado em oito campanhas consecutivas ao governo de SP que participei desde a eleição de Luis Antonio Fleury Filho. Nunca senti o eleitorado paulista tão decepcionado, se sentindo traído como agora em relação ao ‘governador remoto’ João Dória. No interior de SP, onde a eleição foi decidida em 2018, a maioria dos eleitores votaram em Dória sem conhece-lo. Apostando apenas no fato dele ser o ‘candidato do Bolsonaro’ vê-lo trair o presidente logo no primeiro mês de governo, antes de pandemia ou de qualquer problema, calou muito fundo na alma paulista – agora o povo bandeirante não quer apenas votar, ele quer dar uma lição naquele que o enganou com tamanha desfaçatez. E a melhor forma de fazê-lo é eleger Tarcísio governador. NOVO EMBATE ENTRE ANITTA E BOLSONARO. Essa rixa entre os dois é inevitável. Bolsonaro é um defensor da família enquanto Anitta prega o hedonismo mais irresponsável possível (ainda que Anitta desconheça o sentido da palavra – depois você pergunta para Gabriela…). Suas letras, assim como sua vida se resumem as suas atividades fisiológicas: transar, dormir, defecar etc. Por que outro motivo alguém se deixaria filmar tatuando o ânus? Para uma pessoa que fala sobre sexo e sedução o tempo todo deve ser humilhante ter que contratar um parceiro para ter relações sexuais, como ela confessou recentemente numa entrevista quando disse que quando quer transar com alguém, ela o/a contrata para gravação de um videoclipe. BOLSONARO JOGA NA RETRANCA E QUER TARCÍSIO GOVERNADOR E JANAINA SENADORA. Nada de aventuras, nada de iniciantes. Bolsonaro vai ‘fechar a casinha’ em S. Paulo e usar sua tropa de elite no estado mais rico da federação. O chefão do PL, Valdemar da Costa Neto até assustou quando Bolsonaro lhe disse que quer seu ministro mais popular (e competente), Tarcísio de Freitas como candidato a governador pelo PL e a recordista de votos, deputada estadual Janaina Paschoal para o senado. Ela e seus 2.031.000 votos. Janaina é a deputada mais votada na história do país. Isso pode ser um ducha de água fria para alguns pré-candidatos como os ex-ministros Ricardo Salles e Abraham Weintraub mas o fato é que o grande imã do eleitorado é Jair Messias Bolsonaro e ambos, Salles e Weintraub, terão vaga garantida na Câmara dos Deputados, o que não é pouco. Bolsonaro deixou claro para a direção do PL: meu partido, minhas regras! REDE GLOBO BARRADA NA LIBERTADORES. Um dia depois atual presidente da emissora, Jorge Nóbrega, dizer que “as relações com a CONMEBOL (Confederação Sul-Americana de Futebol) estão normalizadas” o mundo esportivo foi surpreendido com a informação que não só a globo e seu canal de esportes, o Sportv, não teriam credenciais para cobrir a final entre Palmeiras e Flamengo e suas equipes de jornalismo estaria proibidas de circular nos espaços destinados a imprensa. Em 61 anos de competição nunca se viu nada parecido. A Globo nunca passou tamanha humilhação. Essa semana o Jornal Hoje, a novela das sete também bateram recordes negativos de audiência. Nessa guerra irracional que a emissora propõe contra o presidente Bolsonaro só se chega uma conclusão: ou a Globo está certa ou o país inteiro está errado. PROJETO PARA BANDIDAGEM BAIXAR A BOLA… Finalmente começou a andar na Câmara um PL (projeto de lei) apresentado em 2014 pelo então deputado Jair Bolsonaro, à época filiado ao PP do Rio de Janeiro. O projeto pretende mudar o código penal brasileiro para prever a legítima defesa como justificativa para agressões cometidas por proprietários contra invasores de domicílios. Na prática, a legislação proposta diz que se uma pessoa matar o invasor da sua casa ela não sofrerá consequências penais disso. Atualmente, a pessoa pode alegar legítima de defesa, mas as autoridades abrem inquérito para entender as circunstâncias da morte ou da agressão. Isso restitui ao brasileiro o direito de proteger sua vida e de sua família, pelo menos dentro da sua casa ou propriedade rural. O PAPAI NOEL GAY. Uma polêmica peça publicitária de Natal está causando na Noruega. O comercial mostra um Papai Noel gay acariciando e beijando um homem. Esse comercial que tenta sexualizar (mais) uma figura do universo infantil, o Papai Noel e está circulando nas tvs norueguesas mas também por todo mundo via youtube. Essa emasculação do homem europeu tem um preço. Na Noruega e nos outros países escandinavos a população muçulmana cresce em progressão geométrica e encontram o ambiente propício para impor seus valores medievais, sua sharia (duríssima lei religiosa) para espancar os jovens cristãos noruegueses e violar as mulheres daquele país. Estarrecidos com o grau de violência, os sensíveis policiais escandinavos evitam confrontá-los. Eduardo Negrao é jornalista e escritor. Insta: @prof.eduardonegrao

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De Papo, com Fernanda Gabriela

De Papo, com Fernanda Gabriela

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA De Papo Com: Fernanda Gabriela @educacionalcomfernandagabriela Qual e o preço que você paga pra ser quem é você? Quanto você se dedica pra ser quem é? Você chegou onde quis? Se tornou quem um disse que seria? Hoje nossa conversa é sobre você e eu quero saber tudinho… me conta ,vai!

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O novo momento no mercado da educação

O novo momento no mercado da educação

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA por: Mauricio Martins O Brasil passa por um momento de transformação positiva no mercado de educação associado principalmente à aproximação com a tecnologia, muito acelerada pela pandemia e pelos impactos por ela trazidos. E essa transformação está não só na forma de entregar conteúdo, mas principalmente na oferta de novas experiências necessárias para resolver um problema que o contexto deixou bastante exposto: os aspectos socioemocionais dos alunos. E não só esse conjunto de competências, presentes em todas as 10 competências gerais da BNCC, como também um conjunto de outras habilidades ou soft skills, como são conhecidas no mercado educacional, que passaram a ser cada vez mais exigidas. Juntos, tecnologia e educação observam um campo para expansão nos negócios. Nessa movimentação, além da incorporação de edtechs por grandes sistemas para tentar resolver o problema e fortalecerem suas propostas, um dos recentes marcos foi o anúncio da edtech brasileira Vivadí da aquisição da VOA Educação, uma startup focada em avaliação e desenvolvimento de competências socioemocionais. O negócio de R$ 12 milhões é um símbolo da expansão das soluções tecnológicas para soft skills no país. Esse processo deixa claro que, no retorno presencial às aulas presenciais, será determinante o acolhimento e observação das escolas aos aspectos socioemocionais de seus alunos. E fortalece a importância da inteligência de dados para ampliação da atuação nesse campo. Nesse movimento de consolidação das soft skills nas escolas brasileiras, a Vivadí caminha para triplicar o número de alunos, além de aproveitar o know how e internacionalizar sua expertise, expandindo a operação para dois outros países da América Latina nos próximos dois anos. Se o mercado já apresentava forte viés de crescimento, com uma demanda pujante, as transformações que a pandemia impôs aos sistemas educacionais o tornará ainda mais aquecido, de forma que as escolas tenham e disponibilizem soluções para o desenvolvimento dessas habilidades socioemocionais, que também integram qualidades como cultura de estudo, bem-estar alimentar e inglês, entre outras skills. A aquisição da VOA Educação vem menos de um ano após a Vivadí anunciar uma rodada de investimento liderada pelo Barrah Investimentos e três meses depois de ter lançado uma plataforma de videoexperiências voltada para alunos de escolas de educação básica. Mais do que isso, mostra o potencial que as startups também têm para fazer a diferença também no segmento educacional. Mostra força da união entre tecnologia e educação, ampliando o ecossistema de soluções para o desenvolvimento em larga escala. Esse movimento de aquisições indica, sem dúvidas, um mercado mais maduro, que reconhece que o investimento em tecnologia é a melhor forma de garantir agilidade e qualidade na entrega. O mercado educacional brasileiro tem um grande espaço e potencial para crescer. E será fundamental desenvolver tecnologia para o mundo das soft skills. Mauricio Martins é professor, especialista em produtos para educação e co-fundador da edtech Vivadí

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