
Baseada nos escritos de João Batista Conti, esta apresentação revela uma cidade que, por uma “bendita dádiva”, soube preservar ao longo do tempo a reputação de possuir um clima feliz e saudável. O autor narra o nascimento da “Atibaia antiga” a partir de uma missão jesuítica no fim do século XVII, atravessando marcos fundamentais como sua elevação a vila em 1793 e a cidade em 1864, sempre moldada pela fé e pelo trabalho de seu povo.
Situada a 803 metros de altitude, Atibaia é descrita por Conti como um verdadeiro “recanto de sonho” e um “pouso de descanso” para o corpo cansado. A paisagem se impõe com força poética: as Serras do Itapetinga e da Mantiqueira aparecem como cenário permanente, comparadas pelo autor aos “braços de um gigante que dorme”, guardando a cidade em silêncio e beleza.

O registro histórico resgata o título de “pérola das estâncias climáticas brasileiras” e exalta a poesia do lugar: “De dia, cheia de sol! De noite, cheia de luar!”. Mas, para João Batista Conti, o encanto de Atibaia vai além da natureza: está, sobretudo, na bondade, na hospitalidade e no modo como sua gente acolhe quem chega, com carinho e simplicidade.
Conhecida também como “Cidade Azul” e “Cidade da Esperança”, Atibaia segue em sua marcha de progresso sem perder a delicadeza do que a torna única. E, como conclui poeticamente o autor: “Bom o encanto na terra ou a terra no encanto”.










