O escritor Vanderlei de Lima acaba de lançar o livro “Psicopatas: Quem são? Como agem? Que fazer com eles?”, publicado pela Editora Benedictus. A obra reúne 50 perguntas e 50 respostas que servem como um alerta direto e acessível ao público sobre um tema que desperta crescente preocupação: a presença de psicopatas no cotidiano e os riscos que seus comportamentos podem representar. Segundo o autor, o livro busca oferecer uma compreensão clara sobre indivíduos considerados predadores sociais, muitas vezes difíceis de identificar. “A proposta é fornecer ao leitor ferramentas para reconhecer perfis psicopáticos e compreender como funcionam, a fim de proteger a própria vida e a de quem você ama”, destaca Vanderlei. Estrutura da obra O livro é dividido em duas partes principais, além de introdução, conclusão e um extenso conjunto de apêndices. Parte I: Questões médicas, preventivas e legislativas Com cerca de 40 páginas, esta seção aborda: Parte II: Questões teológicas Em abordagem mais breve, o autor discute: Apêndices Elaborado em parceria com o médico neurologista e escritor Dr. Vitor Roberto Pugliesi Marques, o apêndice explora temas vivenciados no cotidiano de prontos-socorros, ocorrências policiais e estudos clínicos. Entre eles: O autor destaca um ponto importante: pessoas com transtornos psíquicos graves raramente são responsáveis por crimes hediondos, representando menos de 1% das ocorrências de homicídios. Muitas vezes, são mais vítimas do que agressores — ao contrário dos psicopatas, que agem de forma calculada, cruel e sem remorso. O alerta necessário Para Vanderlei, é fundamental que a população reconheça comportamentos psicopáticos, já que essas pessoas podem estar em qualquer ambiente, independentemente de classe social, formação, profissão ou religião. Ele reforça que a intenção não é “psicopatizar todo mundo”, expressão popularizada pela psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, mas sim preparar o leitor para identificar sinais claros de manipulação, ausência de empatia, comportamento predatório, estelionato emocional, golpes conjugais e até inserções no ambiente corporativo ou político. A estimativa apresentada no livro aponta que 1 a 3% dos homens e cerca de 1% das mulheres apresentam traços psicopáticos, porcentagem aparentemente pequena, mas suficiente para causar danos de grande extensão. Ficha técnica Sobre o autor Vanderlei de Lima é graduado em Filosofia pela PUC-Campinas, com complementação em História da Filosofia Antiga (UNICAMP). Pós-graduado em Psicopedagogia e atualmente pós-graduando em Psicologia Criminal Forense, possui ainda formações em áreas como Direito e Punição, Bioética, Parapsicologia, Psicanálise Integrativa, Psicopatologia e Psiquiatria Forense. Autor de artigos e livros, colaborou em obras acadêmicas na área do Direito Desportivo e assinou, ao lado do Cel. PM Valmor Saraiva Racorti, o artigo científico “Psicopata e Autor de Ataque Ativo”, publicado em 2022. Como palestrante, ministrou cursos e encontros formativos em diversos batalhões da Polícia Militar, contribuindo com estudos e discussões sobre comportamento criminoso e prevenção de ataques violentos. Por: Bruno Papini / Jornal Estância de Atibaia