Autor: JORNAL ESTÂNCIA de ATIBAIA

Manoel Arruda vence a disputa e é o presidente do União Brasil no Distrito Federal.

Manoel Arruda vence a disputa e é o presidente do União Brasil no Distrito Federal.

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA por: Eduardo Negrão O partido União Brasil nasce da fusão entre o Partido Social Liberal (PSL) e o Democratas (DEM). A nomeação da nova diretoria do União Brasil no Distrito Federal ocorreu nesta segunda-feira (21), na sede do União Brasil, em Brasília. O presidente do antigo PSL-DF, Manoel Arruda, foi o nome escolhido para presidir a nova legenda na Capital Federal. Manoel ressalta que sabe da responsabilidade que é dirigir um diretório regional, ainda mais este sendo um diretório do maior partido político do país, mas que está preparado para o desafio e que o União Brasil DF terá uma nominata forte e robusta para disputar as eleições em 2022 na capital da República. “Acredito na boa política, que é baseada em valores éticos, familiares e cristãos. E são nesses valores que estamos montando a base da nossa nominata aqui no DF”, declara. “Esta será a primeira eleição do União Brasil e vamos fazer história, tanto na capital como no resto do país”, aponta o presidente da legenda no DF. A disputa. Em decorrência da fusão, todas as unidades federativas tiveram uma disputa pela presidência do novo partido. No DF, não foi diferente. A polêmica girou em torno do Manoel Arruda e o presidente do antigo DEM-DF, Alberto Fraga. Mas a decisão final ficou a cargo da Executiva do Diretório Nacional que decidiu a favor do presidente do ex-PSL-DF. “O ex-deputado Fraga é um político nato com muita experiência e nós dois disputamos a presidência de forma honesta e pacífica”, esclarece o presidente do União Brasil DF. Conheça Manoel Arruda Advogado, casado, pai de dois filhos, Manoel Arruda está envolvido diretamente com política há cerca de cinco anos. Em 2018 participou e colaborou com campanhas políticas e atuou como delegado eleitoral no dia das eleições. Em 2021, Arruda assumiu a presidente do PSL-DF. Eduardo Negrão é jornalista – @prof.eduardonegrao

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UM BREVE CONTEXTO HISTÓRICO DA TRIBUTAÇÃO

UM BREVE CONTEXTO HISTÓRICO DA TRIBUTAÇÃO

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA com: Ivo Ricardo Lozekam Ao invés de reformas e emendas num sistema obsoleto, arcaico e ineficaz, precisamos da construção de um novo modelo tributário, justo e eficiente na arrecadação e aplicação dos impostos. É o que nos mostra a história. Nos primórdios da era civilizatória, os seres humanos estavam divididos em tribos. Nas disputas por territórios sempre a tribo que perdia a guerra era incorporada a tribo vencedora. Eis a origem do termo tributo. Do latim, tribus, tributo é aquilo que se rende ou se presta a outro, por dever ou dependência. Presta-se também tributo a ídolos ou causas nobres. Reis, faraós, imperadores e governantes em geral, desde a antiguidade sempre retiraram o tributo da sociedade, para se manter no poder, sem maiores preocupações quanto a justiça de seus atos e a função dos tributos que arrecadavam. Na Roma antiga, o termo logo generalizou-se para abranger todo imposto ou taxa cobrado dos cidadãos romanos, além de designar também o valor que um povo vencedor obrigado o povo vencido a pagar como símbolo de submissão e obediência. As províncias romanas levavam ao império tributos, principalmente sobre as terras, sempre vinculados ou aos resultados das colheitas, ou recaindo sobre a detenção da terra. É neste período que surge a figura do coletor de impostos. O Velho Testamento nos relata que os judeus, irritados com o nível da imposição Romana, perguntam a Cristo se era justo pagar tributo a César. Cristo responde que deveriam dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Com passar do tempo, de tributos em espécie sobre a colheita e bens, passou-se à tributação em moeda. O fato é que tributo e poder andam juntos. É o tributo que financia o Estado, e que mantém o Poder do Governo e o Governo no Poder. Neste contexto o povo é um agente passivo sem poder decisório e sem representação, para gerar o tributo justo. Mesmos nas democracias modernas, os detentores do poder, ou seja, aqueles que vencem a batalha eleitoral, necessitam do respaldo do povo, do trabalho do povo e de seu respaldo para se conservarem no poder. As técnicas de manutenção são mais sofisticadas, mas o resultado é mesmo. É, portanto, o tributo o elemento mais relevante para o exercício do poder. O tributo é a transferência de recursos do povo para os governantes se manterem no poder, não sendo prioridade maior destes a prestação de serviço públicos, mas a sua própria manutenção no domínio. Como leciona nosso mestre, Dr. Ives Gandra Martins: “Tenho, pois, para mim que o tributo é o principal elemento da história depois do homem, pois é o instrumento que dá força ao Estado. Daí a importância de o historiador meditar melhor sobre seu papel na formação dos Estados e das civilizações.” MARTINS, Ives Gandra da Silva – Uma Teoria do Tributo – (2005 – Pag. 225 – Quartier Latin) Mesmo que as Constituições modernas declarem que todos os homens são iguais e cabe de o Poder Governante servir à sociedade, a prática demonstrada acima e comprovada através da história é de que a sociedade é que serve aos governantes. Na esteira desta linha de pensamento, quanto maior o Estado, maior a necessidade de arrecadar tributos para sustentar a máquina pública. Somente diminuindo o tamanho do Estado, portanto é que se terá condições de reduzir a carga tributária. O Estado se alimenta do tributo que é arrecadado da sociedade, muitas vezes de forma injusta, ficando os contribuintes a mercê de se defender da vocação confiscatória da qual os donos do poder estão revestidos. Para se falar em reforma tributária justa, que eleve o Brasil aos patamares mundiais de competitividade, é preciso repensar antes o tamanho do Estado, revisando os poderes constitucionais a ele conferidos para arrecadar tributos, colocando limitações ao poder de tributar e respeitando os princípios da razoabilidade, do não confisco e do direito de propriedade. Ivo Ricardo Lozekam, HISTÓRICO DA TRIBUTAÇÃO, Jornal Atibaia, Atibaia Noticias

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CRUZADO DE DIREITA

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA Cruzado de Direita com: Eduardo Negrão SÉRGIO MORO E O MAU AGOURO. Uma tragédia aconteceu dois trabalhadores morreram na manhã desta sexta-feira (4) após um tanque de fluidos explodir na unidade fabril de uma cooperativa agrícola em Maringá, no Paraná. Durante o ocorrido, a cooperativa recebia a visita do ex-juiz Sergio Moro (Podemos), mas ele estava distante do ponto onde a explosão aconteceu e passa bem. E Moro ainda teve que renegar seu apoio ao pre-candidato ao governo de S. Paulo, o misógino deputado Arthur-Mamãe-Falei. Maus presságios… PT: QUEM SEMEIA VENTO, COLHE TEMPESTADE O PT e sua presidente nacional deputada Gleisy Hoffman, defende o fim da dada Policia Militar e critica a corporação quase diariamente. Porém quando na noite foi depredada desta quarta-feira (2), o Partido dos Trabalhadores (PT) quem eles acionaram? A PM! A presidente do PT, Gleisy Hoffman, reclamou “do clima ódio que se instalou no país”. Curioso, será que ela se refere ao ódio do tipo do vereador petista de Curitiba que invadiu e depredou uma igreja católica na frente dos fieis na capital paranaense? Ou de um ativista que destriu um templo da igreja Assembleia de Deus em Tauá (CE)? Quem semeia vento, colhe tempestade… CRISTIANE BRASIL DEVE SER CARRO-CHEFE DO PTB EM SP. A ex-deputada carioca, Cristiane Brasil, desembarcou em SP com a missão de ser um dos ‘puxadores de voto’ do PTB paulista junto com o comentarista Adrilles Jorge. Cristiane é filha do presidente de honra do PTB, Roberto Jefferson. Advogada, ela foi eleita por três vezes vereadora da capital do estado do Rio de Janeiro e teve um mandato como deputada federal. Com o DNA aguerrido do velho ‘Bob Jeff’, Cristiane deve reforçar o apoio a Tarcísio de Freitas na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. DEP. MAMÃE-FALEI CONSEGUE UNANIMIDADE NA ALESP: TODOS QUEREM SUA CASSAÇÃO! Sem respeito pelos 400 mil paulistas que confiaram seu voto a esse ‘paraquedista’, o deputado Arthur continuava agindo como um youtuber, eternamente em busca de lacração perfeita, para gerar likes e captar seguidores. Até que no ato mais populista e irresponsável da história recente, ele foi se meter na guerra Russo-Ucraniana. A burrada foi tão grande que ele conseguiu unir deputados do PL, do Psol, Psdb e PT num mega-pedido de cassação protocolado ontem na Assembleia Legislativa paulista. A 1ª GUERRA CORPORATIVA DA HISTÓRIA. A Apple (fabricante do popular Iphone) interrompeu todas as vendas de produtos na Rússia em resposta à invasão russa da Ucrânia. O Apple Pay e uma das formas de pagamentos mais populares na Rússia e outros serviços foram limitados, disse a empresa. Outro aplicativo de pagamento PAYPALL também cortou suas operações, dificultando o dia-dia do povo russo. Além dessas, a NIKE, ADIDAS, MICROSOFT, Volvo, Harley Davidson, GM, Jaguar, Land Rover, além das petrolíferas Shell e Exxon. Até a brasileira EMBRAER suspendeu suas atividades no país de Vladimir Putin A 1º GUERRA CORPORATIVA II. A gigante sueca IKEA também poderá encerrar suas atividades na Rússia e esta decisão terá um impacto direto para cerca de 15 mil trabalhadores. Aliás essa ação em bloco das grandes corporações visa um impacto econômico, uma onda de desemprego tão grande que abale o próprio governo russo. Some-se a isso a revoada de empresas como Disney, Sony, Warner Netflix, Facebook e Twitter – esse sem dúvida será o maior ataque coordenado de grandes corporações a uma nação de porte. BRASIL DEVE TER ARMAS NUCLEARES. EM 2002 o visionário deputado federal Eneás Carneiro já defendia a construção de uma ‘bomba atômica’ – não para ser utilizada, mas para usá-la como poder de dissuasão. Poucos países no mundo têm motivos como o Brasil para se defender. Nossa Amazônia e os recursos minerais são muito cobiçados por potencias estrangeiras. Até 1994 a Ucrânia tinha 1600 ogivas nucleares, a nação foi convencida a destruir tais armas. Se eles ainda tivessem 10% desse arsenal, a Rússia sequer cogitaria invadi-la. COMEÇAM OS SAQUES NA UCRÂNIA. A cidade portuária de Mariupol, no sul da Ucrânia, está sendo atingida por bombardeios russos nesta 4ª feira (2.mar.2022), segundo o Ministério da Defesa da Ucrânia. Com falta de alimentos, agua corrente a população em desespero está saqueando shoppings e supermercados. O município de Kherson já foi tomado pelo exército russo. Em entrevista a uma TV ucraniana, o prefeito de Mariupol, Vadym Boichenko, disse que o local está passando por escassez de recursos e as Forças Armadas da Rússia estão cercando as entradas da cidade, inviabilizando o resgate de feridos. Eduardo Negrao é jornalista e escritor. Insta: @prof.eduardonegrao

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Punições da FIFA e os contratos de jogadores que atuam no futebol russo

Punições da FIFA e os contratos de jogadores que atuam no futebol russo

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA Daiane de Oliveira Há meses negando ataque militar ao ex-vizinho soviético, a Rússia iniciou novos ataques ao território ucraniano, alvo de um conflito armado pelo país de Vladimir Putin desde 2014. Em resposta a essa invasão a autoridade máxima do esporte, a FIFA, em conjunto com a UEFA, determinou a exclusão da Rússia de futuras competições internacionais e os clubes russos não exercerão mais o futebol em nome do país até segunda ordem. Assim, até o momento, a seleção russa está fora da Copa do Mundo do Catar e da Liga dos Campeões da Europa. As sanções ao país russo não pararam o presidente Putin e, ao que se vê, em nada o afetou as restrições impostas pelo ente internacional de futebol. No entanto, o cenário de estabilidade não é o mesmo para os atletas contratados pelos russos. A FIFA vinha sofrendo pressão internacional, principalmente dos países europeus vizinhos à Rússia, como a Polônia que não vai mais disputar com os russos a partida pela repescagem das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022. Exceto se os russos firmem acordo de paz com a nação ucraniana ou na hipótese de o país de Putin recorrer da decisão ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). Até o momento, o recurso não fora interposto pela Federação de Futebol da Rússia, que discordou da suspensão imposta. A punição, ao nosso ver, trata-se mais de uma posição simbólica da FIFA em respeito as pessoas afetadas na Ucrânia e como ato de declarar o futebol como vetor de unidade e paz entre os povos que, importa mais aos outros países do que propriamente ao país russo que está mais concentrado em evitar o avanço da Ucrânia à OTAN e em anexar mais territórios ao seu poderio. Apesar da manifesta disposição em apresentar recurso diante o TAS, o Tribunal certamente seguirá a decisão tomada pelo Conselho da FIFA e Comitê Executivo da Uefa. A medida restritiva, no entanto, pode afetar os contratos realizados com atletas, técnicos, clubes, seleções e os funcionários para tanto. Os contratos dos atletas que agora se veem impedidos de competir no âmbito internacional devem ser analisados de forma isolada, em especial à cláusula rescisória que os envolve. Todavia, a legislação da FIFA não prevê a quebra contatual em caso de guerra, o que não exime os jogadores de seus deveres que, na hipótese de optarem por deixarem o país em razão do colapso que assola o país russo, devem informar formalmente ao clube e patrocinadores da decisão, sob pena de tacitamente ser considerado rescindido o contrato. Dessa forma, pura e simplesmente romper o contrato com os jogadores contratados em território russo, gerariam gravidades financeiras aos envolvidos e a guerra que é palco internacional de velhas disputas, possivelmente se tornará palco do mercado da bola, e os clubes dos anfitriões do Mundial em 2018 deverão negociar transferências ou empréstimo de jogadores. Apesar disso, caso os clubes venham a manter o contrato dos atletas e, no pior cenário a permanência da guerra por longo período, as rescisões poderão ser efetivas e motivadas em razão da impossibilidade dos jogadores de exercerem sua atividade profissional, dando ensejo à justa causa. O alívio, é que por ora, não há nenhuma orientação divergente do TAS, nem outro parecer da Câmara de Resolução de Litígios da Fifa, prevalecendo a vigência dos contratos das ligas e clubes russos. Daiane de Oliveira, Advogada especialista em Direito Desportivo do escritório Mariano Santana Sociedade de Advogados.

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Vitória dos direitos constitucionais versus o falso impacto financeiro apresentado pelo INSS

Vitória dos direitos constitucionais versus o falso impacto financeiro apresentado pelo INSS

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA por: João Badari O Supremo Tribunal Federal está finalizando o julgamento da importante “Revisão da Vida Toda”, onde o placar está em 6 a 5 para os aposentados. Uma importante vitória social e constitucional, que reacendeu a chama dos aposentados que tanto batalharam por seu país e foram injustiçados no cálculo dos seus benefícios. Sempre que ocorrem severas mudanças previdenciárias, onde a maneira de adquirir o benefício previdenciário e sua forma de cálculo são afetados, o legislador busca uma “homeopatia jurídica” para minimizar distorções: as regras de transição. As regras de transição são um meio termo entre a regra antiga, mais vantajosa, e a regra posterior, mais rígida e severa. Elas amparam quem já estava próximo da sua aposentadoria. Vou explicar de forma prática: o senhor José tinha 30 anos de contribuição em 1998, como não possuía os 35 anos não possuía o direito adquirido a aposentar-se. Como o legislador entende que seria injusto ao senhor José, com três décadas de pagamento ao INSS, mudar severamente as regras de sua aposentadoria, ele cria opções um pouco mais brandas, que pelo menos vão lhe garantir uma diferenciação entre ele, que estava próximo do benefício, e quem nunca contribuiu. Agora, imaginem a regra do senhor José ser ainda mais desvantajosa que a permanente utilizada por quem não havia se filiado ainda ao sistema. E isso ocorreu para milhares de aposentados brasileiros. Sim, muitos aposentados com décadas de pagamento ao INSS foram surpreendidos com a aplicação de uma regra mais prejudicial do que o segurado que não havia pago ao sistema. E essa injustiça cometida pelo INSS por mais de 20 anos está sendo corrigida pelos ministros do Supremo Tribunal Federal O STF não está criando uma regra diferenciada para o senhor José, ele apenas está permitindo que ele use a regra criada para aquele que nem filiado ao sistema estava. Vale ressaltar: neste caso o STF não trouxe qualquer hibridismo legislativo, onde usa o melhor de cada legislação para o segurado, ambas estão na mesma legislação. Trata-se da aplicação já consolidada pela corte da utilização do melhor benefício que o segurado tem direito. Esta regra é até mesmo uma instrução obrigatória aos servidores da Autarquia na análise de processos administrativos. O STF está garantindo o princípio constitucional da segurança jurídica (5º, XXXVI.), pilar do Estado Democrático de Direito, que traz estabilidade nas relações jurídicas e proteção à confiança. O princípio da segurança abrange a ideia da confiança e previsibilidade, por meio da qual o cidadão tem o direito de poder confiar em que aos seus atos e decisões incidentes sobre seus direitos se ligam os efeitos jurídicos previstos e prescritos por essas normas. Trazendo também a ideia da proteção no caso de uma mudança legislativa, em que a regra de transição abranda efeitos trazidos pela nova lei, jamais agrava. E mais, até mesmo assegurando a segurança jurídica de suas próprias decisões, onde o mesmo entende que para o Regime Próprio de Previdência Social jamais uma regra de transição poderá ser mais desfavorável que a permanente. Merece destaque o trecho do RE 524.189, com relatoria do saudoso ministro Teori Zavascki, julgado por unanimidade: “As regras de transição editadas pelo constituinte derivado, são na verdade mais gravosas que a regra geral inserida na EC 20 de 1998.” E continua: “a própria regra de transição da aposentadoria proporcional, por absurdo, continha requisitos não previstos no texto legal do que a aposentadoria integral”. O STF entende por absurdo tal ocorrência. A decisão dos 6 ministros favoráveis a tese é uma cristalina proteção ao Estado Democrático de Direito, ao respeito das garantias sociais, a manutenção da segurança jurídica garantida pela Constituição federal e também ao próprio entendimento do tribunal. Vale destacar: a Revisão da Vida Toda foi vencida pelos aposentados de forma unânime no Superior Tribunal de Justiça. E no STF teve até mesmo, em brilhante fundamentação, a posição favorável do Procurador Geral da República. O INSS apela com argumentos financeiros, alegando que a ação custaria R$ 46 bilhões aos cofres públicos. Aqui vale um destaque, pois ele alega um “prejuízo” ao governo. O pagamento de atrasados devidos, onde aposentados foram lesados mensalmente e poderiam estar se alimentando melhor, comprando os seus remédios e pagando o aluguel não é presente, é obrigação. O termo prejuízo se trata de perda, e aqui quem perdeu foi o aposentado. Essa alegação é uma afronta, pois parece um “bônus” a ser pago, e não é: é uma correção ao erro da autarquia que mensalmente, por décadas, ficou com estes valores dos aposentados. O prejuízo foi do contribuinte, e não do Estado. O INSS está buscando jogar a população contra os aposentados que foram lesados, com a apresentação de um estudo de impacto financeiro que não teve amparo científico aprofundado, e mais, não reflete a realidade. Vou explicar: O INSS na nota técnica SEI nº 4921/2020 em seu item 3 explica que este estudo “possui elevado grau de complexidade em decorrência da infinidade de combinações possíveis ditadas pela forma como cada trabalhador se comportou ao longo do tempo. Em razão disso, optou-se pela realização do cálculo a partir de uma amostra aleatória produzidas pela Dataprev”, e no item 12 conclui “é razoável supor que a maioria dos aposentados, especialmente aqueles por tempo de contribuição, venham requerer a revisão”. Não podemos supor que a maioria dos aposentados irá cobrar este direito, pois será necessário o aposentado se socorrer do Judiciário para isso. E sabemos que no Brasil a maioria da população não possui conhecimento dos seus direitos e não os exige de forma administrativa, mais raro os que buscam o Poder Judiciário. Estamos aqui tratando exceções como regras. E nestes dois itens trazidos encontramos um grave problema em aceitar este estudo: ele atesta que é uma suposição com dados aleatórios. Isso está expresso em seu texto. Custaria muito caro a nossa nação passar por cima de direitos fundamentais previstos em nossa Constituição Federal por uma suposição apresentada pela ré no processo. Outro ponto a ser discutido: O INSS

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O FATOR TARCISIO DE FREITAS.

O FATOR TARCISIO DE FREITAS.

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA por: Eduardo Negrão O destaque da pesquisa IPESPE publicada nessa sexta, 18/02, foi sem dúvida o Ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas. Na pesquisa espontânea – aquela que não é sugerido nenhum nome para o entrevistado – Tarcísio aparece apenas um ponto atrás do líder. Fernando Haddad (PT) tem 6% e Tarcísio (sem Partido) vem logo atrás com 5%. Só para se ter uma ideia o candidato da situação, o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB) tem apenas 1%. Ressalte-se que Haddad já foi prefeito da capital paulista e conta com a poderosa máquina petista – o partido tem o maior orçamento para 2022 com R$ 563 milhões de reais. Enquanto Tarcísio sequer é filiado a qualquer partido. Haddad ainda tem o recall das eleições de 2018 quando chegou ao turno ao 2º contra Jair Bolsonaro – Tarcísio por outro lado jamais disputou uma eleição. Na pesquisa estimulada o desempenho do ministro é ainda mais impressionante. Haddad, apoiado por Lula, lidera com 38%. Apoiado por Bolsonaro, Tarcísio de Freitas desponta em 2º lugar com 25% mais do que o dobro do candidato do PSDB, Rodrigo Garcia apoiado pelo atual governador de SP, João Dória que tem apenas 10%. Tarcísio desmoraliza assim a campanha milionária do vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB). Veterano na política paulista, Garcia já ocupou quase todos cargos possíveis por São Paulo, teve um mandato com deputado estadual e depois emendou 3 como federal. Foi presidente da Assembleia paulista, ocupou 4 secretarias estaduais diferentes e como vice-governador, ele virtualmente governa o estado – dado o desinteresse do titular João Dória. Nessa longa carreira política, Garcia, já visitou no mínimo quatro vezes cada um dos 645 municípios paulistas enquanto Tarcísio ainda vai estrear na maioria deles. Mesmo assim – como esse humilde analista já havia previsto – o “Rei do Asfalto” já entra na corrida eleitoral dando uma sova em Garcia, de longe a campanha mais rica desse ano. Mas o papel de Tarcísio será ainda mais importante com seu desempenho (que será avassalador) ele se torna vetor decisivo na reeleição de Bolsonaro. Não se esqueçam, vocês leram primeiro aqui! Eduardo Negrão é um jornalista paulistano, escritor e consultor político com mais de 30 anos de experiência. Autor de 2 livros sobre os Cartéis Mexicanos e sobre TERRORISMO.

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Mercado de gestão de dados brasileiro perspectiva de expansão em 2022

Mercado de gestão de dados brasileiro: perspectiva de expansão em 2022

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA por: André França Cardoso Os bons resultados que obtivemos no mercado de gestão de dados obtidos em 2021nos faz acreditar que a perspectiva para 2022 é de continuidade desse cenário favorável. Esses bons ventos se deveram, em parte, às condições excepcionais relacionadas à pandemia de Covid-19, que obrigou as empresas a dedicar grande esforço na digitalização de seus principais processos, esforço esse, por sua vez, associado ao forte crescimento do consumo remoto, o qual tem induzido mais empresas a desenvolver e expandir seus canais digitais para vender e se relacionar com consumidores. Mesmo diante das incertezas sobre a evolução da pandemia e de seus impactos sobre a economia, a percepção é que esse cenário de expansão do consumo remoto continuará se fortalecendo e a chave para o sucesso nesse trajeto pressupõe um esforço cada vez maior das empresas no engajamento e comunicação com os consumidores, tornando-se vital para elas o maior uso de dados, como fonte para melhor compreender esses consumidores e, assim, melhorar a precisão das mensagens e das ofertas endereçadas. Associada a esse cenário, observa-se uma tendência de avanço na maturidade das empresas em relação ao grau de importância concedido quanto à organização, padronização, higienização e enriquecimento para o adequado uso dos seus dados, o que exacerbou a demanda por melhores modelos e ferramentas para a governança e qualidade de dados cadastrais, sejam de clientes, fornecedores, parceiros, colaboradores, produtos, materiais e ativos, dentre outros. Outras oportunidades no horizonte como propulsoras de maior demanda para projetos de integração de dados, estão relacionadas ações relacionadas ao ambiente regulatório de determinados segmentos. Um exemplo é o Open Banking, implantado pelo Banco Central para determinar as bases de compartilhamento de informações de dados cadastrais pelo sistema bancário, sempre com a devida autorização dos clientes. Dando continuidade a esse processo, em 2022 está se iniciando as ações para o Open Finance, com o uso do mesmo expediente relacionado ao intercâmbio de dados cadastrais de clientes entre empresas de outros segmentos do sistema financeiro e de seguros, com vista a garantir maior competitividade ao setor e maior benefícios aos clientes. Como empresa fornecedora de serviços e ferramentas associadas ao aperfeiçoamento da governança e qualidade de dados e que deseja ganhar espaço nesse mercado, apostamos em prover cada vez mais soluções end to end aos nossos clientes, reforçando nossa capacidade de se responsabilizar por uma maior parcela dos processos relacionados à gestão dos dados. Para tanto, nosso portfólio passou a incluir, desde o desenho, à implantação, à sustentação da solução implantada e, mais além, acrescentando uma gama de recursos para gerar insights que apoiem maior crescimento e rentabilidade dos negócios, a partir dos dados assim qualificados. Prova desse acerto em nossa estratégia é o como a Assesso gerou frutos no terreno fértil desse mercado. A empresa terminou o ano com reconhecimento internacional, ao ser enquadrada como “Rising Star” pela ISG Provider Lens™ Analytics Services 2021 Brazil, dada a extensão e qualidade do seu portfólio de serviços e metodologia associados ao que se convenciona chamar de Data Lifecycle Management Services. Ciente de que essa demanda não se resume ao Brasil, a Assesso iniciou um ciclo de expansão para além das fronteiras do país, com parcerias estratégicas na América Latina e América do Norte, para levar gestão de dados forma segura às empresas de outros países. O forte investimento na adaptação da plataforma DataCare® às peculiaridades e restrições existentes em cada país é um passo tomado de forma segura, pela análise cuidadosa de como são promissoras as perspectivas para o mercado de gerenciamento de dados. André França Cardoso é CEO da Assesso, provedora de software e consultoria para Gestão da Informação e Qualidade de Dados, que atende empresas como Natura, Gol, Santander e Honda

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CRUZADO DE DIREITA

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA Cruzado de Direita com: Eduardo Negrão O GIGANTESCO COFRE DO UNIÃO BRASIL. Como deve acontecer em vários estados o novo partido União Brasil desperta a cobiça de todos pelo seu gigantesco fundo partidário que pode chegar a um bilhão de reais em 2022. Só para o distrito federal o repasse deve superar os R$ 46 milhões. O advogado, Manoel Arruda ainda não foi empossado como presidente regional da sigla mas demonstrou inequívoca força política ao ser prestigiado no evento na sua residência no Lago Sul, por figuras como a ministra-chefe da Secretaria de Governo da presidência da República Flavia Arruda, pelo bilionário e ex-senador Paulo Octavio, o ex-governador José Roberto Arruda, o secretário de Segurança Pública do DF, Júlio D. Ferreira e os deputados do PSL Bia Kics (DF), Felipe Francischini (PR) e Fabio Schiochet (SC). UM ADVERSÁRIO PARA HANG. Em termos nacionais a eleição para o senado em SC já esta decidida e o Luciano Hang seria o eleito. Mas olhando pela minha lupa paulista parece que os catarinenses não veem assim. De Joinville, a maior cidade do estado, Kennedy Nunes é pré-candidato ao Senado Federal. Atualmente deputado estadual, Kennedy Nunes é o presidente estadual do PTB e vice-presidente da sigla em território nacional. E aí entram meu olhar forasteiro, o PTB deve ser um dos partidos que apresentara maior crescimento proporcional nessas eleições. Hang fique atento… PTB SE FORTALECE I. O presidente do PTB de S. Paulo, Otavio Fakhoury está transformando o partido, reconstruindo diretórios por todo estado e atraindo novos nomes para a agremiação. A mais nova filiada será a premiada médica Nise Yamaguchi, graduada em medicina pela USP – a melhor faculdade de medicina do país – onde fez seu mestrado e doutorado. Ela é oncologista e infectologista. Próxima do presidente Bolsonaro ela está cotada para o senado mas ainda pode sair para Câmara Federal dependendo da composição PTB SE FORTALECE II. O advogado Antonio Ribas também irá se filiar ao PTB. Esse é um conservador raiz. Em 2016, Ribas se tornou o mandachuva do Nacional Club, uma joia da arquitetura paulistana, que ele está reformando completamente, o investimento total deve chegar a R$ 40 milhões de reais. Lá ele reúne todo 2ª feira a UND (União Nacionalista Democrática) – mas ele também abre espaço para outras agremiações conservadoras: “Nos últimos anos, temos recebido regularmente monarquistas como Bertrand de Orleans e Bragança e o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança, maçons, a TFP (Tradição, Família e Propriedade)… Eu transito por todos”, diz Ribas. Finalmente um conservador que não tem vergonha ou receio em sê-lo. Já virei fã do cara! BOLSONARO DA SHOW NA RÚSSIA. Em sua rápida passagem pela Rússia Jair Bolsonaro deu aula de uma diplomacia pragmática, direta e sem frescuras. As vésperas da invasão da Ucrania – que não ocorreu – o presidente ignorou as pressões dos Estados unidos e da imprensa mundial. Desembarcou no Kremlin onde foi recebido por um Putin sorridente e amistoso. E ainda teve tempo de dar show de popularidade num restaurante onde cidadãos russos fizeram fila para fazer selfies, deixando os super-treinados agentes da FSB ( agencia de segurança russa) que faziam a segurança de Bolsonaro, em pânico. Na Rússia interação entre chefes de estado e populares quase inexistem. Ainda mais em ambientes sem rígido controle como um restaurante aberto ao público. BOLSONARO DÁ AULA PARA LULA I. Em sua última live o presidente Jair Bolsonaro e o ministro do desenvolvimento regional, Rogerio Marinho, discorreram sobre o chororô do Lula a respeito da obra de transposição do rio São Francisco. Marinho disse : – Obra pública não tem dono, foi essa confusão entre o publico e o privado que trouxe tantos problemas na administração dele (se referindo ao Lula e ao PT). Recebemos uma orientação do presidente Bolsonaro para respeitar o contribuinte brasileiro e retomar as obras paralisadas, o Brasil sempre foi um cemitério de obras abandonadas. O que incomoda Lula é a facilidade e rapidez com que Bolsonaro e seus ministros entregam obras que eles não conseguiram concluir em décadas – a receita é simples, basta não roubar que até sobra dinheiro. Bem-humorado Bolsonaro até parabenizou Lula… BOLSONARO DÁ AULA PARA LULA II. – Parabéns Lula, no exterior você não deixou uma obra sem concluir. O Porto de Mariel em Cuba, o metro de Caracas (Venezuela) e fez três hidrelétricas – todas fora do Brasil com recursos do contribuinte brasileiro. Ironizou o presidente. O volume dos impostos suados dos trabalhadores e empresários brasileiros que os governos Lula e Dilma distribuíram para ditaduras e republiquetas é absurdo. Veja algumas obras dessa lista infame: Porto de Mariel (Cuba), Hidrelétrica de San Francisco (Equador), Hidrelétrica Manduriacu (Equador), Hidroelétrica de Chaglla (Peru), Metrô Cidade do Panamá (Panamá), Autopista Madden-Colón (Panamá), Aqueduto de Chaco (Argentina), Soterramento do Ferrocarril Sarmiento (Argentina), Linhas 3 e 4 do Metrô de Caracas (Venezuela), Segunda ponte sobre o rio Orinoco (Venezuela). MINISTRO DO TURISMO PROVA QUE CORRUPÇÃO NA ERA PT TINHA PROPORÇÕES BIBLICAS. O ministro do Turismo, Gilson Machado, usando dados matemáticos comparou o prejuízo causado pelos portugueses ao colonizarem o Brasil e a hecatombe financeira ocasionada pelo PT ao governar o país. “Portugal levou durante 300 anos, R$ 160 bilhões. Em 15 anos de um governo ‘véi’ que tomou conta do país, só da Petrobras foi levado R$ 900 bilhões”, contou. O que aconteceu no Brasil não foi um caso ‘cotidiano’ de corrupção latino-americana. O que nós vimos por aqui foi uma verdadeira quadrilha transnacional, praticando um assalto organizado aos cofres públicos com envolvimento de agentes internacionais. RODRIGO MAIA: ESPECIALISTA EM DERROTAS. Do alto de sua inexperiência em campanhas o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia é apontada como responsável pela queda do candidato João Doria (PSDB) nas pesquisas. Tucanos leais a Doria estão convencidos de que o objetivo de Maia não é ajudar a eleger o governador de São Paulo presidente, mas usá-lo no projeto prioritário de ajudar a derrotar Jair Bolsonaro. Após Maia virar coordenador da campanha, Doria despencou de

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