Setembro Verde: inclusão que começa no olhar.

JORNAL ESTÂNCIA de ATIBAIA

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Por: Viviane Moi Kikugawa

Olá queridos leitores! Todos bem?🥰😉 Esperamos que sim e chegamos em setembro o mês que é marcado pela cor verde, símbolo da luta pela inclusão da pessoa com deficiência. Mais do que uma campanha, o 💚Setembro Verde🌿 nos convida a olhar para a inclusão de maneira mais profunda: não apenas como o direito de estar em determinados espaços, mas como o direito de pertencer, participar, aprender e se desenvolver com dignidade🥰✌️🍀

Cada criança aprende de uma maneira, apresenta diferentes ritmos, interesses, habilidades e necessidades. Quando encontramos uma criança que aprende de forma diferente, nosso primeiro desafio não deveria ser perguntar “o que há de errado com ela?”, mas sim: O que podemos modificar para que ela consiga aprender?📚🧠🌿❓️

Essa mudança de olhar faz toda a diferença. Inclusão não é tratar todos da mesma forma.❌️

Um dos grandes equívocos sobre inclusão é acreditar que oferecer as mesmas atividades, o mesmo tempo e as mesmas estratégias para todas as crianças significa ser justo.

Na realidade, equidade não significa oferecer exatamente a mesma coisa para todos, mas proporcionar a cada criança os recursos necessários para que possa participar e aprender📈📍

Uma criança pode precisar de mais tempo para realizar uma atividade. Outra pode precisar de recursos visuais, instruções mais objetivas, adaptações de materiais ou pausas durante a rotina. Algumas crianças precisam de apoio para desenvolver habilidades de comunicação, interação social, autonomia ou organização.

Essas necessidades não diminuem suas capacidades. Pelo contrário: quando oferecemos os apoios adequados, criamos condições para que suas potencialidades apareçam.

É importante ensinar às crianças que diferença não é sinônimo de incapacidade😉

O papel da escola…

A escola inclusiva não é aquela que simplesmente recebe a criança com deficiência em sua sala de aula. É aquela que se organiza para que essa criança realmente participe da vida escolar, se possue em seu quadro de profissionais Psicopedagogos ou Neuropsicopedagogos capazes se atuar efetivamente na escola📚🧠📚

Isso envolve repensar práticas pedagógicas, materiais, ambientes, formas de avaliação, comunicação e, principalmente, expectativas.

Nenhuma criança deve ser definida exclusivamente por um diagnóstico ou por suas dificuldades.

Antes de enxergarmos o TEA, o TDAH, a deficiência intelectual, a deficiência física ou qualquer outra condição, precisamos enxergar a criança, seus interesses, suas habilidades, sua personalidade, seus vínculos, seus desejos e aquilo que ela consegue realizar✔️😉✔️😉

O diagnóstico pode ajudar a compreender necessidades e direcionar estratégias, mas não deve se transformar em um limite para aquilo que acreditamos que uma criança pode alcançar.

Inclusão também é combater o preconceito!

É ensinar uma criança a esperar o colega que precisa de mais tempo. É permitir diferentes formas de comunicação. É compreender que nem todo comportamento tem a mesma função. É ensinar que brincar junto não significa necessariamente brincar da mesma maneira.

Pequenas atitudes cotidianas constroem grandes mudanças.👣👣
Como psicopedagoga, acredito que a inclusão começa justamente quando deixamos de perguntar “essa criança consegue acompanhar a turma? e passamos a perguntar:

O que podemos fazer para que ela participe, aprenda e se sinta pertencente?”🤔🫂

Essa mudança de perspectiva transforma a educação💡📚

💚 Setembro Verde precisa continuar mesmo depois de setembro💚

Pais, professores, gestores e profissionais que trabalham com crianças têm um papel fundamental nessa construção. Quando reconhecemos as diferenças sem transformar essas diferenças em barreiras, abrimos espaço para uma educação mais humana.

Porque, no final,incluir não é fazer alguém caber em um lugar que já existe. É transformar esse lugar para que todos possam pertencer.

E talvez essa seja uma das maiores responsabilidades que temos como adultos: ensinar às nossas crianças que ninguém precisa ser igual para ter o direito de estar, participar, aprender e ser respeitado🍀🌱

💚Que o verde de setembro nos lembre disso durante todo o ano.

Viviane Moi Kikugawa: é neuropsicopedagoga, psicopedagoga, pedagoga, especialista em neurodesenvolvimento infantil e analista do comportamento em formação. Atua há 25 anos na área da Educação, sendo os últimos 8 anos com atuação no Japão; proprietária da Neuro Kids Japão/Brasil, localizada no Centro de Atibaia.

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