É necessário muito diálogo e criticidade na inclusão

JORNAL ESTÂNCIA de ATIBAIA

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Fernanda Gabriela e Viviane Moi Kikugawa
Fernanda Gabriela e Viviane Moi Kikugawa

Por: Fernanda Gabriela e Viviane Moi Kikugawa

Olá queridos leitores, todos bem?
Precisamos falar sobre Inclusão ( ? ) Ela vem ocupado um espaço cada vez mais central nos debates educacionais, sociais e políticos ( principalmente em anos de eleição) não é mesmo? 🗣⚠️

Muito além de um conceito abstrato ou de uma tendência da moda, ela se apresenta como um princípio fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa ( ou assim deveria ser)🤔.

No entanto, discutir inclusão exige mais do que 💡boas intenções: requer um olhar crítico capaz de questionar práticas superficiais e revelar contradições presentes no cotidiano.

Em muitos contextos, a inclusão é tratada como sinônimo de inserção, ou seja, colocar indivíduos em determinados espaços sem garantir, de fato, sua participação plena🫤 o que não é nem de longe o ideal…

Nas escolas 🏫 por exemplo, matricular estudantes com deficiência em turmas regulares 🤷🏼‍♀️ não garante que eles estejam aprendendo ou sendo respeitados em suas singularidades🙅‍♂️.

Da mesma forma, no mercado de trabalho, políticas de cotas podem ser implementadas sem que haja uma cultura organizacional preparada para acolher a diversidade. Isso demonstra que a inclusão, quando não acompanhada de mudanças estruturais, corre o risco de se tornar apenas simbólica e o pior , apenas uma falácia 😒.

É nesse ponto que o olhar crítico 🧐 se torna indispensável. Ele permite identificar quando práticas inclusivas são apenas aparentes e não transformadoras ( e está aí a importância do olhar atento do profissional envolvido)🧐📝🧐

Questionar currículos rígidos, metodologias padronizadas e atitudes preconceituosas é fundamental para avançar rumo a uma inclusão real e que seja funcional. Esse olhar também nos convida a refletir sobre nossos próprios comportamentos, reconhecendo que todos, de alguma forma, reproduzimos padrões excludentes ( em nossa fala, nosso comportamento, nossas ideias etc)💭.

Além disso, a inclusão deve ser compreendida em sua complexidade. Não se trata apenas de atender pessoas com deficiência, mas de considerar múltiplas dimensões da diversidade, como questões sociais, culturais, étnicas e de gênero. Cada sujeito carrega uma história única, e respeitar essa pluralidade exige sensibilidade, escuta e disposição para aprender continuamente👣👣

Portanto, promover a inclusão não é uma tarefa simples nem imediata 🎯.

É um processo que demanda compromisso coletivo, revisão de práticas e, sobretudo, uma postura crítica diante das desigualdades. Somente assim será possível construir ambientes verdadeiramente inclusivos, nos quais todas as pessoas tenham oportunidades reais de participação, desenvolvimento e pertencimento 🧩🎗.

E vocês, o que pensam sobre Inclusão? 🤔 Acreditam que o que temos hoje é suficiente ou temos muito a melhorar? 🕑

Vamos juntos nessa linda e desafiadora missão de educar ( e de incluir) 📚💛

Um grande beijo Fernanda e Viviane!

Fernanda Gabriela: Mestra em intervenção psicológica do desenvolvimento; neuropsicopedagoga; pós-graduada em gestão escolar, ABA, especialista em educação inclusiva; pós-graduanda em gestão em políticas públicas.   Professora universitária, conteudista e palestrante.  Coautora do livro A arte de educar.  Influencer educacional e consultora educacional.

Viviane Moi Kikugawaé neuropsicopedagoga, psicopedagoga, pedagoga, especialista em neurodesenvolvimento infantil e analista do comportamento em formação. Atua há 25 anos na área da Educação, sendo os últimos 8 anos com atuação no Japão; proprietária da Neuro Kids Japão/Brasil, localizada no Centro de Atibaia.

LEIA TAMBÉM: Inclusão em debate e a necessidade do olhar crítico

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