
“No Brasil existem cerca de 2 milhões de pessoas com epilepsia. No mundo todo, o número está perto de 8 milhões”
O vereador Dr. Denig ocupou a tribuna da Câmara, durante o Tema Livre da sessão de 31 de março, para falar sobre a epilepsia (disfunção cerebral temporária, não contagiosa), um dos temas do mês de março entre as campanhas de saúde.
Ele ressaltou que o Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, conhecido como “Dia Roxo” (Purple Day), é celebrado em 26 de março, com base no caso de uma menina canadense. A data busca desmistificar a condição, educar sobre primeiros socorros e combater o preconceito com a informação adequada.
TRÊS TIPOS DA DOENÇA
Segundo o Dr. Denig, no Brasil existem cerca de 2 milhões de pessoas com epilepsia. No mundo todo, o número está perto de 8 milhões, com concentração maior nos países mais pobres, devido talvez ao maior número de traumatismos, ao alcoolismo e à má formação dos bebês no período pré-natal.
“Muitas pessoas sofrem desse mal, que tem três tipos: ausência, quando o paciente passa por uma espécie de ‘desligamento’ rápido; a focal, determinada por uma região do cérebro; e a generalizada, em que o paciente tem queda bruta e fica se debatendo durante algum tempo até voltar ao normal. Como pediatra, lembro aos pais que, nas crianças com até cinco anos de idade, ocorre a febre convulsiva, que não é considerada epilepsia”, esclareceu o vereador.
RECOMENDAÇÕES À POPULAÇÃO
“Para a população em geral, recomendo diante de pessoa com sintomas epilépticos: mantenha a calma; procure apoiar a pessoa no momento da queda, evitando traumatismos; deixe-a com a cabeça de lado de modo que não haja obstrução das vias aéreas pela saliva; e espere a convulsão passar, além de verificar se há com o paciente indicação de medicamento que já toma. O consenso médico é de que a convulsão costuma regredir em cinco minutos. Se isso não acontecer, chame o serviço de emergência para remoção a hospital”, resumiu o Dr. Denig.
O vereador alertou ainda que também o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, 2 de abril, representado pela cor azul, foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de levar informação à população para reduzir a discriminação e o preconceito contra os indivíduos que apresentam o Transtorno do Espectro Autista (TEA).











