
Por: Bruno Papini
Com 99,84%. Petista aparece com 51,76% dos votos válidos, contra 48,24% do candidato do PL; em Atibaia, Flávio Bolsonaro venceu com 62,77% dos votos.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), após a realização do segundo turno das eleições de 2026 em todo o território nacional. Na disputa, o petista venceu Flávio Bolsonaro (PL), consolidando sua permanência no Palácio do Planalto para um novo mandato.
De acordo com a atualização da apuração das 21h22, Lula recebeu 64.126.433 votos, correspondentes a 51,76% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro obteve 59.762.005 votos, o equivalente a 48,24%.
Naquele momento, o sistema registrava 498.458 das 499.248 seções eleitorais totalizadas, correspondentes a 99,84% do total. A votação contabilizada somava 128.035.688 votos, dos quais 123.888.438 eram válidos. O sistema indicava a eleição como matematicamente definida, com Lula eleito.
A disputa foi marcada pelo confronto entre dois candidatos de campos políticos distintos, em uma campanha que manteve a polarização política no centro do debate nacional.
Flávio Bolsonaro vence em Atibaia
Em Atibaia, o resultado foi diferente do cenário nacional. Flávio Bolsonaro (PL) conquistou a maioria dos votos no município, com 58.458 votos, correspondentes a 62,77% dos votos válidos.
Lula (PT) recebeu 34.666 votos, o equivalente a 37,23%.
Os números mostram que o candidato do PL teve vantagem expressiva entre os eleitores de Atibaia, enquanto Lula alcançou a maioria no resultado nacional, conforme os dados apresentados.
Trajetória política de Lula
A trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva está diretamente ligada à história do Partido dos Trabalhadores (PT), fundado em 1980, em meio às mobilizações sindicais e sociais que marcaram o processo de redemocratização do Brasil.
Nascido em Pernambuco, Lula ganhou projeção nacional como líder sindical no ABC paulista, região industrial do estado de São Paulo. Ao longo das décadas seguintes, tornou-se uma das principais lideranças políticas do país e participou de sucessivas disputas eleitorais pela Presidência da República.
Lula chegou pela primeira vez ao Palácio do Planalto em 2003, após vencer a eleição presidencial de 2002. Foi reeleito em 2006 e permaneceu na Presidência até o fim de seu segundo mandato, em 2010.
Processos judiciais e retorno à Presidência
A trajetória política de Lula também foi marcada por processos judiciais relacionados à Operação Lava Jato, iniciada em 2014, que investigou esquemas de corrupção envolvendo contratos da Petrobras, empresas e agentes políticos.
Em 2017, Lula foi condenado no caso do tríplex do Guarujá. Em abril de 2018, começou a cumprir pena de prisão e ficou impedido de disputar a eleição presidencial daquele ano.
O ex-presidente deixou a prisão em novembro de 2019, após uma mudança no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a execução de penas após condenação em segunda instância.
Em março de 2021, o ministro Edson Fachin, do STF, anulou as condenações impostas a Lula pela 13ª Vara Federal de Curitiba, por entender que aquele juízo não tinha competência para julgar os casos. A decisão restabeleceu seus direitos políticos e permitiu seu retorno à disputa eleitoral.
Vitória em 2022 e terceiro mandato
Em 2022, Lula voltou a disputar a Presidência e venceu Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno, assumindo o governo em 1º de janeiro de 2023.
Durante seu terceiro mandato, o governo federal priorizou programas sociais, transferência de renda, infraestrutura, educação, saúde e políticas ambientais. O período também foi marcado pela continuidade da polarização política e por embates entre governo e oposição.
Com o resultado informado para o segundo turno de 2026, Lula conquista mais um mandato presidencial, ampliando sua trajetória como uma das figuras centrais da política brasileira.
Congresso Nacional terá forte presença da direita
Além da disputa presidencial, as eleições de 2026 também definiram a composição do Congresso Nacional para a próxima legislatura, com início previsto para fevereiro de 2027.
Conforme os números apresentados no levantamento encaminhado, o Partido Liberal (PL) ampliou sua bancada na Câmara dos Deputados, passando de 97 parlamentares eleitos em 2022 para 121 em 2026. O PT aparece com 70 deputados, seguido por União Brasil, com 46; PSD, com 43; PP e Republicanos, com 41 cada; MDB, com 36; Podemos, com 27; e Novo, com 10.
No Senado Federal, o PL também teria ampliado sua representação, com 19 das 54 vagas em disputa, chegando a uma bancada projetada de 28 senadores em 2027. O PT ficaria com nove parlamentares.
A nova composição deverá influenciar as negociações políticas e a tramitação de projetos no Congresso. Apesar da força das legendas identificadas com a direita e o conservadorismo, a formação de maiorias dependerá das alianças e das posições dos partidos em cada votação.
A composição final das bancadas e os resultados nacionais devem ser conferidos nos dados oficiais da Justiça Eleitoral antes da publicação.
Por: Bruno Papini / Jornal Estância de Atibaia




















